ABENÇOA SEMPRE

Abençoe-sempre-830x450
Seja onde for, abençoa para que a benção dos outros te acompanhe.
Todas as criaturas e todas as coisas te respondem, segundo o toque de tuas palavras ou de tuas mãos.
Abençoa teu lar com a luz do amor, em forma de abnegação e trabalho, e o lar abençoar-te-á com gratidão e alegria.
Abençoa a árvore de tua casa com a dádiva de teu carinho e a árvore de tua casa abençoar-te-á com o perfume da flor e com a riqueza do fruto.
Se amaldiçoas, porém, o companheiro de cada dia com o azorrague da censura, dele receberás a mágoa e a desconfiança.
Se condenas o animal que te partilha o clima doméstico à fome e à flagelação, dele obterás rebeldia e aspereza.
Em verdade, não podes abençoar o mal, a exprimir-se na crueldade, mas deves abençoar-lhe as vítimas para que se refaçam, de modo a extingui-lo.
Não será justo abençoes a enfermidade que te aflige, mas é indispensável abençoes o teu órgão doente, para que com mais segurança se reajuste, expulsando a moléstia que, às vezes, te impõe amargura e desequilíbrio.
Não amaldiçoes nem mesmo por pensamento.
A ideia agressiva ou destruidora é corrosivo em nossa boca, sombra em nossos olhos, alucinação em nossos braços e infortúnio em nossa vida.
Abençoa a mão que te fere e a mão que te fere aprenderá como eximir-se da delinquência.
Abençoa o verbo que te insulta e evitarás a extensão do revide.
Abençoa a dificuldade e a dificuldade revelar-te-á preciosas lições.
Abençoa o sofrimento e o sofrimento regenerar-te-á.
Abençoa a pedra e a pedra servirá na construção.
Não olvides o Divino Mestre da Bênção.
Jesus abençoou a Manjedoura e dela fez o berço luminoso do Evangelho nascente; abençoou a Pedro, enfraquecido e vacilante, transformando-o em vigoroso pescador de almas; abençoou a Madalena obsidiada e nela plasmou o sinal da sublimação humana; abençoou Lázaro, cadaverizado, e devolveu-lhe a vida; e, por fim, abençoou a própria cruz, nela esculpindo a vitória da ressurreição imperecível.
Abençoa a Terra por onde passes, e a Terra abençoará a tua passagem para sempre.

Pelo Espírito Scheilla. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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BILHETE PATERNAL

SonhadorSim, meu filho, talvez por um capricho dos seus treze anos, você deseja receber um bilhete do amigo desencarnado, cujas páginas começou a ler.
Você – um menino! – solicita orientação espiritual.
Tenho escrito muitas cartas depois da morte, mas sinceramente não me recordo de haver dirigido até hoje, qualquer recado a gente verde do seu porte. Perdoe se não lhe correspondo à expectativa. Diz você que não espera uma história da carochinha, baseada em gênios protetores. E remata:
– “Quero, Irmão X, que você me diga quais são as coisas mais importantes da vida, apontando-me aquilo de bom que devo querer e aquilo de mau que preciso evitar.”
Lembro-me, assim, de oferecer a você uma lista curiosa que um velho amigo me ofereceu, aí no mundo, precisamente quando eu tinha a sua idade. A relação apresentava o título “Aprenda Meu Filho”. E continha as seguintes informações:
1 – O maior e melhor amigo: “Deus”.
2 – Os melhores companheiros: “Os Pais”.
3 – A melhor casa: “O Lar”.
4 – A maior felicidade: “A Boa Consciência”.
5 – O mais belo dia: “Hoje”.
6 – O melhor tempo: “Agora”.
7 – A melhor regra para vencer: “A Disciplina”.
8 – O melhor negócio: “O Trabalho”.
9 – O melhor divertimento: “O Estudo”..
10 – A coleção mais rica: “A das Boas Ações”.
11 – A estrada mais fácil para ser feliz: “O Caminho Reto”.
12 – A maior alegria: “Dever Cumprido”.
13 – A maior força: “O Bem”.
14 – A melhor atitude: “A Cortesia”.
15 – O maior heroísmo: “A Coragem de Ser Bom”.
16 – A maior falta: “A Mentira”.
17 – A pior pobreza: “A Preguiça”.
18 – O pior fracasso: “O Desânimo”.
19 – O maior inimigo: “O Mal”.
20 – O melhor dos esportes: “A Prática do Bem”.
Leia esta lista de informações, sempre que você puder, e veja por si como vai indo a sua orientação. E se quer mais um aviso de amigo velho, cada noite acrescente esta pergunta a você mesmo, depois de sua oração para o repouso: – “Que fiz hoje de bom que somente um amigo de Jesus conseguiria fazer”?

Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).Psicografia de Francisco Cândido Xavier

DECÁLOGO DA PALAVRA

1) Não grite. Converse. A voz muito alta é semelhante a uma agressão sonora.

2) Não discuta. O diálogo é a melhor forma de entendimento.

3) Não conte vantagens. Muitos de nossos interlocutores possuem méritos que ainda estamos longe de adquirir.

4) Não ridicularize a ninguém. Todos somos passíveis de errar.

5) Não critique. Nenhum de nós está isento de observações corretivas, em nosso próprio favor.

6) Fale auxiliando. Uma frase de compreensão e de simpatia ampara sempre.

7) Não censure a quem quer que seja. Quando não seja exatamente por nós, precisamos de apoio verbal construtivo, em benefício de muitos dos nossos entes amados.

8) Não use palavras inadequadas ou ofensivas a essa ou àquela pessoa. Todos precisamos do respeito de uns para com os outros, a fim de vivermos em paz.

9) Não escolha o pessimismo para liderar a sua conversação. Não existe ninguém que não necessite de esperança e otimismo, na execução do próprio dever.

10) Nunca se arrependerá você de haver falado bem. É pela palavra edificante que mais depressa nos deslocamos para diante, buscando as conquistas da Vida Imperecível.

Pelo Espírito Hilário Silva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Fé. Lição nº 06. Página 24.

 

INSISTAMOS NO BEM

Alguém recusou a verdade e a bênção de que te fizeste mensageiro? Insiste ainda. Não abandones o ensejo de estender o bem. Não profiras palavra de maldição, não acuses, não critiques.

Cada criatura vive no centro de problemas nem sempre acessíveis ao nosso primeiro olhar.

Persevera nas demonstrações de bondade e compreensão.

É possível que a tua frase contundente fira o próximo.

Ministremos a cada doente o remédio que lhe corresponde. O sorriso de fraternidade, a ajuda silenciosa, a humildade sem alarde, a flor da gentileza e o gesto amigo cabem, prodigiosamente, em qualquer parte.

Acima do “convencer”, permanece o “auxiliar”.

Ao grelo tenro não se pedem os frutos da árvore venerável e do vinagre compacto não se deve esperar a corrente de mel.

Aproveitemos o tempo, espalhando o amor com que o Cristo nos dotou os corações.

É possível que o veio de ouro esteja profundo na montanha da ignorância e da maldade. Insistamos, porém, e lavremos a terra, penetrando-lhe os recessos, sem ruído e sem ofensa.

Dificuldades incontáveis ocultam, ainda hoje, a visão da riqueza escondida? Não importa. Amanhã, o sol reaparecerá, outra vez, no horizonte, a chuva da divina misericórdia terá lavado os detritos do solo e atingiremos a glória da realização.

Atende ao bem, agora, em paz, hoje e amanhã, aqui e onde estiveres, porque Jesus igualmente persiste nele e prometeu que o Reino da Luz será conferido a quantos saibam perseverar até o fim.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Nosso Livro. Lição nº 22. Página 55.

APOIO DIVINO

Alegrias Celestes

Seja onde seja, recorda que Deus está sempre em nós e agindo por nós.

Para assegurar-nos, quanto a isso, bastar-nos-á a Prática da Oração, mesmo ligeira ou inarticulada, que desenvolverá em nós outros a convicção da presença divina, em todas as faixas da existência.

Certamente, a prece não se fará seguida de demonstrações espetaculares, nem de transformações externas imprevistas.

Pensa, todavia, no amparo de Deus e, em todos os episódios da estrada, senti-lo-ás contigo no silêncio do coração.

Nos obstáculos de ordem material, esse apoio não te chegará na obtenção do dinheiro fácil que te solva os compromissos, mas na força para trabalhar a fim de que os recursos necessários te venham às mãos;

Nas horas de dúvida, não te virá em fórmulas verbais diretas que te anulem o livre arbítrio e sim na inspiração exata que te ajude a tomar as decisões indispensáveis à paz da própria consciência;

Nos momentos de inquietação, não surgirá em acontecimentos especiais que te afastem dos testemunhos de fé, mas percebê-los-ás contigo em forma de segurança e bom ânimo, na travessia da aflição;

Nos dias em que o mal te pareça derrotar a golpes de incompreensão ou de injúria, não se te expressará configurado em favores de exceção que te retirem dos ombros a carga das provas redentoras e sim na energia bendita da fé viva que te restaure a esperança, revestindo-te de coragem, a fim de que não esmoreças na rude jornada, em direção à vida nova.

Seja qual seja a dificuldade em que te vejas ou a provação que experimentes, recorda que Deus está contigo e nada te faltará, nos domínios do socorro e da bênção, para que atravesses todos os túneis de tribulação e de sombra, ao encontro da paz e a caminho da luz

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Rumo Certo. Lição nº 05. Página 27.

A discípula

jesus e uma mulherNo tempo de Jesus, ao pé do Tiberíades, havia uma mulher humilde e pobre, que havia conhecido o Senhor e se fizera sua amiga devotada, nas horas mais amargas de sua passagem pela Terra.

Conheciam-na como a Discípula de Jesus, vivendo das recordações carinhosas e ternas do Cordeiro.

O Mestre havia expirado na Cruz, seus apóstolos haviam se dispersado no mundo e a Galiléia era, agora, um deserto verde, cheio de sol, onde o lago famoso era uma taça de lágrimas cristalinas, vertida pela natureza, em memória d’Aquele que lhe preferira os encantos singelos, distante das vaidades materiais.

A Discípula, porém, amava ao Messias e estava ali para servi-Lo, com a sua dedicação.

Peregrinos de longe batiam-lhe à choupana agreste, aberta constantemente às criancinhas e aos desamparados da sorte, com quem repartia o pão minguado de sua existência honesta.

Se as provas eram amargas, Jesus era a claridade confortadora de sua vida.

Anos passaram…

Na sua região, a Discípula era um símbolo de humildade e de trabalho, de caridade e de alegria.

Certa tarde, a filha da Galiléia abandonada sentou-se ao pé de seu casebre triste. Seu coração, cansado de bater, recordava na sombra as lições do Messias.

Era a hora em que a natureza se aquietava, como ovelhinha mansa, para lhe ouvir a palavra tocada de suava mistério.

Parecia-lhe rever o Senhor, junto do lago extenso. Sentia-se em retorno à mocidade distante e inclinava-se ante a Sua figura Inesquecível.

Em dado instante, contudo, um leve ruído despertou-a. Aproximava-se um mendigo. As sombras do crepúsculo não lhe permitiram divisar seus traços fisionômicos, mas, os peregrinos eram tantos, que não constituía surpresa recebê-los, no seu pouso singelo, em todos os instantes do dia.

– Entra irmão! – Exclamou a serva de Jesus, com um sorriso bondoso. O mendigo penetrou o humbral, abençoando-a com um olhar de luz, que brilhava entre os trapos de sua vestidura como uma estrela divina.

A Discípula deu-lhe pão e um tapete humilde para o repouso das chagas dolorosas que lhe sangravam o corpo, encorajou-o com palavras de bondade e lhe falou das bem-aventuranças que o Evangelho do Senhor prometera aos mansos e aos aflitos.

O peregrino escutou-a com atenção.

– Vives só? – Perguntou ele, com inflexão de ternura.

– Vivo com Jesus! – Respondeu a serva do Senhor, com humildade.

– E não tens ninguém no mundo?

– Quem vive na fé do Messias Nazareno trabalha e espera em Sua Bondade, com profunda alegria.

– Nunca recebeste as felicidades da Terra?

– Nunca, porque espero as do Céu, onde Jesus nos promete as venturas eternas do Seu Reino.

– E tens fé?

– Sim, porque pelo Senhor troquei todas as alegrias materiais.

O mendigo observou-a em silêncio, como se, agora, estivesse absorvido em longas meditações.

– Tenho sede! – Disse ele, em tom de rogativa.

A Discípula lhe trouxe a água clara e fresca do cântaro.

– Doem-me as chagas pela caminhada penosa!… – Gemeu o peregrino suplicante.

A Discípula preparou um vaso de água limpa para lavar-lhe as úlceras dolorosas. Sua casa, porém, era paupérrima e não teria uma toalha conveniente para a operação necessária. Mas, de repente, lembrou-se que, um dia, observara Madalena enxugando os pés do Senhor com os anéis dos seus cabelos.

Por que não faria o mesmo com o desventurado do caminho? Jesus não recolhera todos os pobres e desventurados da sorte sobre o mundo?

Sem hesitar, depois de banhar-lhe as chagas sangrentas e doloridas, enxugou-lhe os pés com a toalha de seus cabelos abundantes, mas, nesse momento, observou que as úlceras do mendigo tinham sinal dos cravos da cruz!… Surpreendida, levantou o olhar, mas não viu mais o peregrino triste e esfarrapado… À sua frente, Jesus de Nazaré lhe estendia os braços amorosos, aureolado na luz de Sua Majestade Divina.

– Mestre!… – Exclamou a serva humilde, embriagada de júbilo, com a mais forte das emoções a estrangular-lhe o peito oprimido.

– Vem, filha!… – Exclamou o Senhor, amparando-a nos braços cariciosos, com o Seu divino sorriso.

A Discípula sentiu que a transportavam a um país misterioso e sublime, onde o seu coração aliviado experimentava o beijo singular de todas as harmonias.

A Galiléia minúscula era pequenina demais para conter os júbilos de sua alma, no perfumado caminho, desdobrado no azul do Infinito, ante o sorriso doce das primeiras estrelas que fulgiam no fundo do firmamento sem fim.

No dia seguinte, em vão, chamava-se a serva de Deus, no seu tugúrio desalentado, e ante o seu cadáver singelo que sorria serenamente, compreendeu-se que a Discípula, conduzida por Jesus, havia partido para as Alegrias Eternas de Seu Reino.

 

Pelo Espírito Nina. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Doutrina e Aplicação. Lição nº 16. Página 77.

 

“Os defeitos mais arraigados são aqueles que tomamos à feição de qualidades, desse modo, é preciso discernir apresentação de vaidade; brio de orgulho; serenidade de indiferença; correção de frieza; humildade de subserviência e fortaleza de segurança de coração. Quando algum sentimento nos induzir a parecer melhor ou mais forte que os outros, é chegado o momento de procurar a nossa própria realidade para desistir da ilusão, porquanto, de que serve a felicidade dos felizes quando não diminui a infelicidade dos que se sentem menos felizes?”

 

André Luiz & Chico Xavier. Livro: Endereços da Paz. Lição: Discernimento.

 

Momentos de aflição e provas

Portas fechadas e uma abertaMomentos de aflição e prova surgem pelo caminho, inesperados, concitando
à disciplina espiritual indispensável ao processo evolutivo do ser.

Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranqüilas
que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz
que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se torna
perigosa, objetivos próximos de conquistados, que se perdem de repente;
saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários
vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem,
constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança,
na Terra, sem os experimentar.

Enquanto domiciliado no corpo, espírito algum se encontra em segurança, vitorioso,
isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.

Os momentos de prova e aflição constituem recursos de aferição dos valores morais
de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões
iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos.
Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.

Vigia-te. no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.

Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação
indébita com humildade; aceita o ácido da reprimenda injusta com nobreza; medita
diante do sofrimento com elevação de sentimentos.

Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros; os de paz e compreensão.

Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.

São os instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.

Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.

Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando- te espiritualmente.

Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da
Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los a todos, e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar do aparente mal as proveitosas lições da felicidade.

Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta as circunstâncias e extrai do amor a parte melhor da tua tarefa de santificação.

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco
Livro:Oferenda