Problemas do mundo

Chico XavierO mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela ideia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: – “Fora do Cristo não há solução”.

Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: O Espírito da Verdade. Lição nº 01. Página 15.

Anúncios

Jovens Médiuns II

Olá queridos companheiros,

Recebi um presente de uma amiga de minha mãe que há muito tempo desejava. Trata-se de um escapulário espírita do Bezerra de Menezes. Eu que nunca gostei de rezar para santo, com a exceção de Nossa Senhora, confesso que me senti por demais de protegida quando o coloquei em meu pescoço.

Me surpreendo tamanho o rumo (eu chamo de verdade confirmada) a Espiritualidade vem tomando. Quem com mais de 50 anos imaginou poder falar abertamente sobre esse assunto em uma roda de amigos ou até mesmo no trabalho ou na família sem ser julgado ou receber um olhar diferente. Quem diria que o Dr. Bezerra de Menezes teria um reconhecimento deste e, eu acredito depois de ter alcançado essa luz imensa possa ajudar e proteger a tantos irmãos.

É com muita alegria que reflito sobre isso. E para felicitarmos essa conquista, divulgo aqui a oração que recebi junto com o escapulário para que todos vocês possa receber suas bênçãos.

Oração à Bezerra de Menezes
Nós Te rogamos, Pai de infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros. Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiveram suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a verdade e assistindo a todos quanto apelam ao Teu Infinito Amor. Jesus, Divino Portados da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem e Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de teus santos espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas. Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimentai tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo dos Divinos Exemplos de Jesus Cristo.

Que assim seja, Graças a Deus.

Lembrando sempre que a proposta dessa ‘coluna’ é dividirmos experiência e aprendermos juntos. Então enviem suas perguntas ou experiências. Para a próxima semana começaremos a falar sobre os sintomas da Mediunidade.

Uma ótima semana, com muita harmonia.

Fabi Martines

História dos hebreus

Para entender o Evangelho, é preciso, num primeiro momento, entender a Bíblia e, para tanto, conhecer um pouco da história do povo, em meio ao qual ela surgiu.

A Bíblia, cujo nome quer dizer, simplesmente, “O Livro” é, na verdade, uma biblioteca que reúne diversos livros da religião hebraica. São 42 livros escritos por diversos autores. Todos foram escritos em hebraico e aramaico, para mais tarde, serem traduzidos para o latim, por São Jerônimo, na conhecida Vulgata Latina, do Século V de nossa Era.

“No primeiro dia, Deus criou o céu e a terra”. Assim começa a Gênese, o primeiro livro da Bíblia. E com essa afirmação, a religião dos hebreus se separou, desde o princípio, de todas as demais filosofias religiosas da Antiguidade. Estava criada a primeira religião monoteísta que se tem notícia – o Judaísmo. Mas quem foi esse povo, intitulado “Povo de Deus”, e que fez de sua história uma grande luta contra o Politeísmo, enraizado em todos povos da Antiguidade ?

O POVO HEBREU:
Há aproximadamente 4000 anos, grandes povos viviam às margens do Mediterrâneo, na Ásia e na África, formando duas grandes potências: o Egito e a Caldéia. Entre esses dois reinos, existiam dois pequenos países, a Síria e Canaã, sendo este último também chamado de Palestina.  O povo Hebreu, um dos muitos povos que habitavam essa região, pertencia ao ramo dos semitas, descendentes de Sem, filho de Noé. Daí, a relação entre semita e judeu, que até hoje, são palavras consideradas sinônimas. Segundo a tradição judaica, o primeiro patriarca foi Abraão, natural da cidade de Ur, na Caldéia, que emigrou para a Palestina, no Século XIX a.C., na época do Grande Rei Hamurábi.

A RELIGIÃO JUDAICA:
Abraão fundou o Judaísmo, por volta de 1700 a.C., após receber uma ordem de Deus ou Jeová, para transportar-se com sua família para a Palestina.  O neto de Abraão, o patriarca Jacó, também chamado Israel, teve 12 filhos, origem das 12 tribos israelitas. E aquele povo ganhou o nome de Povo de Israel.
A vida nômade e agrícola do Povo de Israel durou cerca de 500 anos. Terminaram por se instalar na região do Delta do Nilo, uma das terras mais ricas e produtivas do Egito, onde foram muito bem recebidos, pois o Egito, na época, estava sob o domínio dos hicsos, um povo também de origem semita.  Depois da expulsão dos hicsos, os Hebreus passaram a ser objeto de exploração por parte dos egípcios e transformaram-se em escravos do Faraó. Por volta de 1300 a.C., Deus suscitou-lhes um libertador, na pessoa de Moisés, o grande legislador hebreu, descendente de Abraão. Sob sua guia, os hebreus passaram o Mar Vermelho, para retornar à terra de Canaã, atual Palestina. Quando chegaram ao Monte Sinai, ao norte do Mar Vermelho, Moisés recebeu de Jeová, os Dez Mandamentos ou Decálogo. Estava firmada a aliança entre Jeová e seu povo. Daí, se chamar Arca da Aliança, a arca de cedro que guardava os Dez Mandamentos, gravados em tábua de pedra. Muitos reis se passaram, na história do Povo de Israel. Depois de Salomão, filho de Davi, que transformou Jerusalém em centro religioso, as tribos dividiram-se em dois Reinos distintos: o de Israel, na Samaria; e o de Judá, com capital em Jerusalém. O Reino de Israel foi devastado em 721 a.C., pelos assírios e não mais reconstruído; resta o Reino de Judá, enfrentando toda a sorte de adversidades, como escravidão, guerras e invasões. Depois da destruição do Templo de Jerusalém, pelos romanos, em 70 d.C., e da destruição da cidade, em 135 d.C., os judeus se dispersaram por todos os continentes, em um movimento que ficou conhecido como a Segunda Diáspora Judaica, sem, contudo, perder sua identidade cultural e religiosa. Somente em 1948, termina a Diáspora, com a criação do Estado de Israel.

O VELHO TESTAMENTO:
Supostamente escrito por Moisés, o Velho Testamento começa com os cinco livros, conhecidos como Pentateuco Mosaico. O aparecimento dessas obras data, aproximadamente, de 1550 a 1300 a.C. Vimos que a história do povo hebreu, protagonizada por Abraão, data de 1700 a.C.

Os cinco livros atribuídos a Moisés são:

GÊNESIS: Trata da origem da Criação, do mundo terreno e do homem. Através de uma narrativa extremamente simbólica, o autor narra as fases do surgimento do Universo, da Terra e de todos os seres animados e inanimados.

ÊXODO: Descreve os principais episódios da libertação do povo hebreu, após 400 anos de escravidão no Egito.

LEVÍTICO: Traz as instruções destinadas à orientação dos cultos entre os seguidores de Moisés e Deus.

NÚMEROS: Relata parte da história da peregrinação dos hebreus, no deserto, em direção à Canaã, a Terra Prometida, e traz informações sobre o censo realizado, apurando as pessoas que fizeram a viagem, depois da fuga do Egito.

DEUTERONÔMIO: É um código de leis, promulgadas por Moisés, com a finalidade de reorganizar a vida social do povo. Neste livro, entre inúmeras outras lei incompatíveis com a realidade de hoje, encontramos a proibição referente ao contato com “os mortos”. Cabe lembrar que, tal prática era muito comum entre os egípcios, sendo realizada de forma fútil e desrespeitosa, o que levou o legislador a proibir essas atividades. Mais tarde, porém, o próprio Moisés, na condição de “morto”, aparece e conversa com Jesus, no episódio da transfiguração, sobre o Monte Tabor.

OS PROFETAS: Também fazem parte do Velho Testamento, um conjunto de 34 livros, referentes aos demais profetas, onde, quase todos, profetizam sobre a vinda de um Grande Espírito, que implantaria o Reino de Deus no coração dos homens de boa vontade. Todas essas previsões realizam-se, integralmente, na pessoa de Jesus Cristo.

O NOVO TESTAMENTO:
Segundo Herculano Pires, em sua obra “A Visão Espírita da Bíblia”, o Novo Testamento, também chamado de Evangelho, não pertence, de fato, à Bíblia. É outro livro, escrito muito mais tarde, reunindo vários escritos sobre Jesus e seus ensinamentos.
A mensagem do Novo Testamento, tem como foco central, a figura de Jesus Cristo – sua vinda, seus atos e sua mensagem. Podemos também encontrar, no Novo Testamento, a narrativa dos discípulos diretos e indiretos, bem como o Livro Profético do Apocalipse que, de forma simbólica, traz profecias referentes ao fim “do velho mundo” e o estabelecimento de um período de regeneração planetária.

CONCLUSÃO:
Neste estudo, buscamos enfocar uma retrospectiva histórica, um panorama da época em que “tudo começou”. Conhecer a origem da Bíblia e a realidade do povo em meio ao qual ela surgiu, se faz necessário para o entendimento de alguns preceitos que, se mal interpretados, podem parecer muito mais do que realmente significam.
Herculano Pires nos esclarece que “pesquisa históricas revelam que os livros da Bíblia têm origem na literatura oral do povo judeu. Só depois do exílio na Babilônia foi que Esdras conseguiu reunir e compilar os livros orais e proclamá-los, em praça pública, como a lei do Judaísmo, ditada por Deus.”
Nosso objetivo, a partir de agora, é centrar nossos estudos no Evangelho Segundo o Espiritismo, baseado, unicamente, no Novo Testamento e, portanto, na figura e na mensagem de Jesus. Oportunamente, incluiremos comentários de Herculano Pires, sobre a visão espírita da Bíblia, onde sustenta a posição de Kardec, quando afirmou que, o que está errado, na Bíblia, é a interpretação que os homens dão a ela.
“Os que souberem levantar o véu da alegoria encontrarão, na Bíblia, os mesmos e eternos princípios esclarecidos, mais tarde, por Jesus e pelo Espírito da Verdade.” (Allan Kardec)

EVANGELHO NO LAR – São textos publicados no blog Mediunidade e Apometria http://mediunidadeeapometria.blogspot.com/ e gentilmente cedidos para nossa coluna

Obsessão, fascinação, subjugação e possessão

Na atualidade os grupos mediúnicos estão sendo convocados à intensa atividade no setor das desobsessões.

O que é obsessão?
Obsessão é o domínio que alguns Espíritos podem obter  sobre certas pessoas, atravez da invigilancia dos encarnados, que abrem brecha na sua mente e no seu coração, permitindo que os desencarnados menos esclarecidos se infiltrem, com suas mazelas. Pode-se afirmar que o problema da obsessão é uma questão de atitudes mutuamente assumidas, pela similitude de pensamentos, pelas crenças , pelos sentimentos, pelas emoções e pelas diferentes tendências para reagir, é a LEI da Afinidade ou Atração.

Como se dividem as obsessões?
A palavra obsessão é portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenômenos.
Kardec no livro dos médiuns (cap.XXIII)dividiu as obsessões em quatro fases:
-obsessão simples
-Fascinação
-subjugação
-possessão

Obsessão simples
Na obsessão simples, o obsedado tem consciência da interferência de um Espírito enganador, e este, por sua  vez, não se disfarça, não esconde suas intenções e desejos. Todavia vamos esclarecer que “Ninguém está obsedado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso, pois o melhor médium está sujeito a isso, sobretudo, no inicio, quando ainda lhe falta a experiência necessária. A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito para impor sua vontade, da qual não consegue livrar-se a pessoa, sobre quem ele atua. (L.M. cap. XXIII – Item 238). Uma obsessão realmente começa, quando o obsedado não percebe a influencia do obsessor ao seu lado, e, um se compraz no pensamento do outro.

Fascinação
Tem conseqüências muito mais graves. A fascinação é a influencia, sutil e pertinaz, traiçoeira e quase imperceptível, que Espíritos vingativos exercem sobre o individuo. Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do individuo e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar. O encarnado fascinado não se considera enganado. O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o abuso do que escreve ou fala, mesmo quando este salta aos olhos de todos. A ilusão pode chegar ao ponto de levá-lo a considerar sublime a linguagem mais ridícula.Kardec nos alerta que a fascinação é mais comum do que se pensa. No meio espírita ela se manifesta de maneira  ardilosa, através de uma avalanche de livros comprometedores, tanto psicografados como sugeridos a escritores vaidosos, ou por meio de envolvimento de pregadores de instituições que se consideram devidamente assistidos para criticarem a Doutrina e reformularem os seus princípios.

Subjugação
É um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vitima, controlando-lhe a vontade. A subjugação pode ser moral ou corpórea.
No primeiro caso(moral) , o subjugado é levado a tomar decisões freqüentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, considera sensatas: é uma espécie de fascinação. Na subjugação corpórea, o Espírito age sobre os órgãos matérias, provocando movimentos involuntários: Ex. Um individuo, num jantar onde se reunia varias personalidades importantes, de repente é constrangido por uma força irresistível a cair de joelhos diante de uma jovem que não lhe interessava e pedi-la em casamento. (envolvimento moral e corpóreo)

Possessão
Imantação do Espírito a determinada pessoa, dominando-a física e moralmente. Na Gênese (cap. XIV Item 45 a 49), Kardec usa o termo possessão, e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado, distinguindo-a da subjugação. Diz-nos Kardec: “Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispirito, que ele identifica com o do encarnado; este ultimo se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade. Na possessão, em vez de atuar exteriormente, o Espírito livre substitui, por assim dizer, o espírito encarnado. Elege o corpo deste para seu domicilio, sem que, entretanto o espírito encarnado  deixe o corpo definitivamente, o que só ocorre com a morte. A possessão é assim sempre temporária e intermitente, pois um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode operar-se senão no momento da concepção. (GE. Cap.XIV Item 47)

Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão, dizendo que o “Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é mais como na mediunidade falante, em que o espírito encarnado fala, transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado. É este último mesmo quem fala e quem age, e , se alguém o conheceu em vida, reconhecê-lo-á pelo modo de falar, pela voz, pelos gestos e até pela expressão da fisionomia (GE. Cap. XIV –Item 47)

Auto-obsessão
Em Obras Póstumas (Item 58 pg.64) Kardec nos fala sobre auto-obsessão:
É necessário dizer, também, que se acusam, freqüentemente, os Espíritos de fatos estranhos do qual muitas vezes eles são inocentes. Certos estados doentios e certas situações que se atribuem a uma causa oculta, por vezes, devem-se simplesmente ao espírito do próprio encarnado. Kardec finaliza falando “ O homem não raramente é obsessor de si mesmo. Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do espírito do próprio individuo. São doentes da alma”

Como se reconhece quando se esta obsedado? (LM. Cap.XXIII- Item 243)

– Insistência de um Espírito em comunicar-se , queira ou não o médium, seja pela escrita ou psicofonia etc….opondo-se a que outros Espíritos o façam……….

– Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações.

– Crença na infabilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem falsidades e absurdos.

– Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os Espíritos que se comunicam por seu intermediatio.

– Disposição para se afastar das pessoas que podem esclarece-lo.

– Levar a mal a critica das comunicações que recebe

– Necessidade incessante e inoportuna para escrever.

– Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar sem querer.

– Ruídos e transtornos contínuos em redor do médium, causados por ele ou tendo-o por alvo.

Conclusão
A obsessão, portanto, é quase sempre decorrente de uma imperfeição moral, que permite a associação de idéias entre o obsessor e o obsedado, em conseqüência da Lei de Causa e Efeito. Dizem os Espíritos que Deus permite a ação obsessiva, para por o homem à prova da paciência, da perseverança, do aprendizado, do respeito ao próximo e da Fé na Divina Providencia.

Pesquisa enviada por Veronique – Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA

Festa de Cosme e Damião – 27 de setembro

Quando falamos na linha das crianças, estamos falando de uma das linhas mais próximas do divino criador.

O nome Cosme significa “o enfeitado” e Damião, “o popular”.

São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de umbanda, em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces, assim como todos os servidores dos orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos orixás.
Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança é necessário muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida os “meninos” são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as “meninas” são mais quietas e calminhas.

Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc. estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles tem de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.
Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente é atendido de maneira bastante rápida, entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a “brincadeira” (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão “engraçada” assim. Quando falamos na linha das crianças, estamos falando de uma das linhas mais próximas do divino criador.
Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas, como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.
Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões, preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.
Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas e não se calam quando em consulta, pois, nos alertam sobre eles.

Esses espíritos, manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios orixás que os regem. O povo d’água são entidades encarregadas da limpeza e descarga fluídicas astral dos filhos de fé, dos terreiros ou lares. Ajudam muito em problemas relativos a casamento.

História

Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma como morreram. Seu culto já estava estabilizado no Mediterrâneo no século V. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma, onde foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS – Cosme e Damião.

Alguns relatos atestam que eram originários da Arábia, mas de pais cristãos. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Depois de mortos, apareceram materializados ajudando crianças que sofriam violências. Ao gêmeo Acta é atribuído o milagre da levitação e ao gêmeo Passio a tranqüilidade da aceitação do seu martírio. A partir do século V os milagres de cura atribuídos aos gêmeos fizeram com que passassem a ser considerados médicos, pois, quando em vida, exerciam a medicina na Síria, em Egéia e Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.

No Brasil, em 1530, a igreja de Iguaraçu, em Pernambuco, consagrou Cosme e Damião como padroeiros. No dia 27 de setembro, quando é realizada a festa aos santos gêmeos, as igrejas e os templos das religiões afro-brasileiras são enfeitados com bandeirolas e alegres desenhos.

No candomblé, são associados aos “ibejis”, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas.

Oração a São Cosme e São Damião

Amados São Cosme e São Damião,
Em nome do Todo-Poderoso
Eu busco em vós a bênção e o amor.

Com a capacidade de renovar e regenerar,
Com o poder de aniquilar qualquer efeito negativo
De causas decorrentes
Do passado e presente,
Imploro pela perfeita reparação
Do meu corpo e
Dos meus filhos
(………………………………………..)
nome dos filhos
E de minha família.

Agora e sempre,
Desejando que a luz dos santos gêmeos
Esteja em meu coração!
Vitalize meu lar,
A cada dia,
Trazendo-me paz, saúde e tranqüilidade.

Amados São Cosme e Damião,
Eu prometo que,
Alcançando a graça,
Não os esquecerei jamais!
Assim seja,
Salve São Cosme e Damião,
Amém!

[Ao alcançar a graça, fazer um bolo ou oferecer uma festa às crianças de rua, orfanatos ou creches.]

Fonte: Baseado na publicação da Casa Branca de Oxalá Templo Umbandista e Terra Esotérico

Afinidade

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamento, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.
De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos. Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

  • Somos afetados pelas…
  • vibrações de paisagens,
  • pessoas
  • e coisas que nos cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.

Pensamentos ampliam pensamentos.
Demoramo-nos com quem se afina conosco.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.

Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.  Dai, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

  • Servir é elevar-se.
  • Aprender é conquistar novos horizontes.
  • Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contacto com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

ROTEIRO –  10a ed. – Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel

Obras Básicas da Doutrina Espírita

Breve apresentação das Obras Básicas da Doutrina Espírita, codificadas por Allan Kardec

1. O LIVRO DOS ESPÍRITOSpublicado em 18 de abril de 1857

Este é o livro básico da Filosofia Espírita. Nele estão contidos os princípios fundamentais do Espiritismo, tal como foram transmitidos pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, através do concurso de diversos médiuns. Seu conteúdo é apresentado em 4 partes. Das causas primárias. Do mundo espírita ou dos espíritos. Das Leis Morais e das esperanças e consolações.

Eis alguns dos assuntos de que trata: prova da existência de Deus, Espírito e Matéria, formação dos mundos e dos seres vivos, povoamento da Terra, pluralidade dos mundos, origem e natureza dos Espíritos, perispírito, objetivos da encarnação, sexo dos Espíritos, percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos, aborto, sono e sonhos, influência do Espíritos nos acontecimentos da vida, pressentimento, Espíritos protetores e outros temas de real interesse ao homem atual.

Na parte relativa às Leis Morais, os temas versam sobre o bem e o mal, a prece, necessidade de trabalho, casamento, celibato, necessário e supérfluo, pena de morte, influência do Espiritismo no Progresso da Humanidade, desigualdades sociais, igualdade de direitos do homem e da mulher, livre-arbítrio e conhecimento de si mesmo.

E, finalmente, na última parte, refere-se aos temas: perdas de entes queridos, temor da morte, suicídio, natureza das penas e gozos futuros, Paraíso, Inferno e Purgatório.

É um livro que abre novas perspectivas ao homem, pela interpretação que dá aos diversos aspectos da vida, sob o prisma das Leis Divinas, da existência e sobrevivência do Espírito e sua evolução natural e permanente, através de reencarnações sucessivas.

Seus ensinamentos conduzem o homem atual à redescoberta de si mesmo, no campo do espírito, fornecendo-lhes recursos para que compreenda, sem mistério, que é, de onde veio e para onde vai.


2. O LIVRO DOS MÉDIUNSpublicado em janeiro de 1861

Este livro reúne o ensino especial dos Espíritos Superiores sobre a explicação de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com os espíritos, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que eventualmente possam surgir na prática mediúnica.

É constituído de duas partes: Noções preliminares e Das manifestações espíritas.

Dentre os vários assuntos que aborda, destacam-se: provas da existência dos Espíritos, o maravilhoso e o sobrenatural, modos de ser e proceder com os materialistas, três classes de espíritos, ordem a que devem obedecer os estudos espíritas: a ação dos Espíritos sobre a matéria, manifestações inteligentes, as mesas girantes, manifestações físicas, visuais, bicorporeidade, psicografia, laboratório do mundo invisível, ação curadora, lugares assombrados (com comentários sobre o exorcismo) tipos de médiuns e sua formação, perda e suspensão da mediunidade, inconvenientes e perigos da mediunidade, a influência do meio e da moral do médium nas comunicações espíritas, mediunidade nos animais, obsessão e meios de a combater, trata também de assuntos referentes à identidade dos Espíritos, às evocações de pessoas vivas, à telegrafia humana, além de vários temas intimamente relacionados com o Espiritismo experimental.

Não menos importante são os capítulos dedicados às reuniões nas sociedades espíritas, ao regulamento oficial da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritos e ao Vocabulário Espírita.

Como se observa, o Livro dos Médiuns é a obra básica da Ciência Espírita, graças a ele, o espiritismo firmou-se como Ciência Experimental.

Embora publicado há mais de 100 anos, seu conteúdo é atual, seus ensinamentos permitem ao leitor estabelecer relações evidentes da Ciência Espírita com várias conquistas científicas da atualidade.


3. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMOpublicado em abril de 1864

Enquanto o Livro dos Espíritos apresenta a Filosofia Espírita e O Livro dos Médiuns a Ciência Espírita, O Evangelho Segundo o Espiritismo oferece a base e o roteiro da Religião Espírita.

Logo na introdução deste livro, o leitor encontrará as explicações de Kardec sobre o objetivo da obra, esclarecimentos sobre a autoridade da Doutrina espírita, a significação de muitas palavras freqüentemente empregadas nos textos evangélicos, a fim de facilitar a compreensão do leitor para o verdadeiro sentido de certas máximas do Cristo, que a primeira vista podem parecer estranhas.

Ainda na introdução, refere-se a Sócrates e a Platão como precursores da Doutrina Cristã e do Espiritismo. O Evangelho Segundo o Espiritismo compõe-se de 28 capítulos, 27 dos quais dedicados à explicação das máximas de Jesus, sua concordância com o Espiritismo e a sua aplicação às diversas situações da vida.

O último capítulo apresenta uma coletânea de preces espíritas sem entretanto constituir um formulário absoluto, mas uma variante dos ensinamentos dos Espíritos e Verdade.

Os ensinamentos que contém são adaptáveis a todas as pátrias, comunidades e raças. É o código de princípios morais do Universo, que restabelece o ensino do Evangelho de Jesus, no seu verdadeiro sentido, isto é, em Espírito e Verdade.

Sua leitura e estudo são imprescindíveis aos espíritas e a todos que se preocupam com a formação moral das criaturas, independente de crença religiosa. É fonte inesgotável de sugestões para a construção de um Mundo de Paz e Fraternidade.


4. O CÉU E O INFERNOpublicado em agosto de 1865

Denominado também “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”, este livro oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual.

Na primeira parte, são expostos vários assuntos: causas do temor da morte, porque os espíritas não temem a morte, o céu, o inferno, o inferno cristão imitado do pagão, os limbos, quadro do inferno pagão, esboço do inferno cristão, purgatório, doutrina das penas eternas, código penal da vida futura, os anjos segunda a igreja e o Espiritismo, aborda também vários pontos relacionados com a origem da crença dos demônios, segundo a igreja e o Espiritismo, intervenção dos demônios nas modernas manifestações, a proibição de evocar os mortos.

A segunda parte deste livro é dedicada ao Pensamento; Kardec reuniu várias dissertações de casos reais, a fim de demonstrar a situação da alma, durante e após a morte física, proporcionando ao leitor amplas condições para que possa compreender a ação da Lei de Causa e Efeito, em perfeito equilíbrio com as Leis Divinas; assim, constam desta parte, narrações de espíritos infelizes, espíritos em condições medianas, sofredores, suicidas, criminosos e espíritos endurecidos.

O Céu e o Inferno coloca ao alcance de todos os conhecimentos do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina, em concordância com o princípio evangélico: “A cada um segundo suas obras”.


5. A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMOpublicado em janeiro de 1868

“Esta nova obra, esclarece Kardec, é mais um passo no terreno das conseqüências e das aplicações do Espiritismo. Conforme seu título o indica, ela tem por objeto o estudo dos três pontos, até agora, diversamente interpretados e comentados: a Gênese, os Milagres e as Predições, em suas relações com as novas leis decorrentes da observação dos fenômenos espíritas.”

Assim, em seus 18 capítulos, destacam-se os temas: caráter da revelação Espirita, existência de Deus, origem do bem e do mal, destruição dos seres vivos uns pelos outros, refere-se também a uranografia geral, com várias explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, o dilúvio bíblico e os cataclismos futuros, em seguida apresenta interessante estudo sobre a formação primária dos seres vivos, o princípio vital, a geração espontânea, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria.

No tocante as milagres, expõe amplo estudo, no sentido teológico e na interpretação espírita; faz vários comentários sobre os fluidos, sua natureza e propriedades, relacionando-se com a formação do perispírito, e, ao mesmo tempo, com a causa de alguns fatos tidos como sobrenaturais.

Desta forma, dá explicação de vários “milagres” contidos nos Evangelhos, entre eles, O cego de Betsaida, os dez leprosos, o cego de nascença, o paralítico da piscina, Lázaro, Jesus caminhando sobre as águas. A multiplicação dos pães e outros. Posteriormente, expõe a teoria da Presciência e as Predições do Evangelho, esclarecendo suas causas, à luz da Doutrina Espírita.

Finalizando este livro apresenta um capítulo intitulado “São chegados os tempos”, no qual aborda a marcha progressiva do Globo, no campo físico e moral, impulsionada pela Lei do Progresso.

Com este livro completa-se o conjunto das Obras Básicas da Codificação Espírita, também denominado “Pentateuco Kardequiano”.

6. OBRAS PÓSTUMAS publicado em 1890

Este livro foi publicado somente 21 anos após a desencarnação de Allan Kardec.

Obras Póstumas apresenta vários trabalhos do mestre que nunca haviam aparecido em livro. Na verdade, a maioria já havia sido publicada na Revista Espírita, logo após o seu desencarne, como pode ser verificado consultando o volume da coleção correspondente ao ano de 1869.

Constam dele a biografia de Allan Kardec (transcrita da Revista Espírita de maio de 1869) e o discurso de Camille Flammarion, pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec. Ao lado das obras da Codificação Espírita que formam o “Pentateuco Kardequiano”, Obras Póstumas constituí valiosa contribuição ao esclarecimento de vários temas fundamentais do Espiritismo, como: Deus, a alma, a criação, caracteres e conseqüências religiosas das manifestações dos espíritos, o perispírito como princípio das manifestações, manifestações visuais, transfiguração, emancipação da alma, aparição de pessoas vivas, bi-corporeidade, obsessão e possessão, segunda vista, conhecimento do futuro, introdução ao estudo da fotografia e da telegrafia do pensamento.

Allan Kardec apresenta vasto estudo sobre a natureza do Cristo, sob vários ângulos e incorpora a este estudo a opinião dos apóstolos e a predição dos profetas, com relação a Jesus.

Paralelamente trata também da teoria da beleza, estendendo os comentários à música celeste, à música espírita e encerra a primeira parte deste livro, com a exposição do tema “As alternativas da Humanidade”.

Na segunda parte relata, com detalhes, sua iniciação no Espiritismo, a revelação de sua missão, a identificação de seu Guia espiritual, além de outros fatos relacionados a acontecimentos pessoais.

Complementando, faz a apresentação da “Constituição do Espiritismo”, destacando a necessidade de se estabelecer uma Comissão Central para orientar o desenvolvimento doutrinário.

É oportuno salientar que desta Constituição nasceu o Movimento de Unificação dos Espíritas do Estado de São Paulo, que vem sendo coordenado pela USE-SP – União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo desde sua fundação, em 1947. Este livro representa o testamento doutrinário de Allan Kardec.