Alimento Mental é pra toda vida!

Função-do-cordão-umbilicalbebecriança feliz

 

… No útero materno eles se alimentam, diariamente, de formas mentais, sem utilizarem a boca física, valendo-se da capacidade de absorção do organismo perispirítico, mas ainda não sentem a extensão desses fenômenos em suas experiências diárias.

No lar, na via pública, no trabalho, nas diversões, cada criatura recebe o alimento mental que lhe é trazido por aqueles com quem convive temperado com o magnetismo pessoal de cada um.

Dessa alimentação dependem, na maioria das vezes, mormente para a imensa percentagem de encarnados que ainda não alcançaram o domínio das próprias emoções, … os estados íntimos de felicidade ou desgosto, de prazer ou sofrimento.

O homem absorve matéria mental, em todas as horas do dia, ambientando-a dentro de si mesmo, nos círculos mais íntimos da própria estrutura fisiológica.

Nunca sentiu a perturbação do fígado, depois de um atrito verbal?  Jamais experimentou o desequilíbrio momentâneo do coração, recebendo uma notícia angustiosa?  Por que a desarmonia orgânica, se a hora em curso era, muitas vezes, de satisfação e felicidade?

É que, em tais momentos, o homem recebe “certa quantidade de força mental” em seu campo de pensamento, como o fio recebe a “carga de eletricidade positiva” O ponto de recepção está efetivamente no cérebro, mas se a criatura não está identificada com a lei de domínio emotivo, que manda selecionar as emissões que chegam até nós, ambientará a força perturbadora dentro de si mesmo, na intimidade das células orgânicas, com grande prejuízo para as zonas vulneráveis.

Fonte: MISSIONÁRIOS DA LUZ –  Francisco Cândido Xavier – André Luiz

 

Afinidade

 

dogcat2O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção. Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá. Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir. Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.

De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis. Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.

Pensamentos ampliam pensamentos.

Demoramo-nos com que se afina conosco.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.

Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.

Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

Servir é elevar-se.

Aprender é conquistar novos horizontes.

Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

Felicidade

igatossA felicidade encontra solução eficaz no comportamento íntimo do indivíduo em relação à vida.

Por que transferir para o futuro o momento de ser feliz, quando se pensa em conseguir determinados valores, que possivelmente não possuirão para completar o quadro de harmonia e destino pessoal?

Pode-se e deve-se ser feliz em cada instante, pois tal conquista procede do estado de espírito e não dos recursos materiais amealhados de que se pode dispor.

O dinheiro soluciona alguns problemas; projeta a personalidade; promove socialmente o indivíduo, mas não resolve as situações interiores, nas quais estão as bases da harmonia como do desequilíbrio.

É necessário valorizar-se o que realmente pode proporcionar a felicidade e não os seus acessórios. Digamos, então, que esta é um estado mental, variando de pessoa para pessoa, conforme o seu grau de evolução, portanto, a sua aspiração maior.

As conquistas materiais não dispõem do poder de fazer as criaturas felizes. Podem diminuir-lhes a aflição, atender a algumas necessidades, minorar amarguras, gerar bem-estar e conforto…

Esperando-se conseguir a felicidade, mediante as dádivas da fortuna, por exemplo, perdem-se muitos instantes felizes que dificilmente retornarão.

Essa felicidade dourada, sem preocupações, ociosa, não existe; é miragem que se dilui ante a realidade.

Podes conseguir o estado mental de felicidade permanente, crendo que ela é propiciada pelo amor a Deus, que a deposita nos teus sentimentos, a fim de que aí a descubra, brindando às demais pessoas.

Assim, não obstante as mudanças e circunstâncias em que te encontres, alterando o ritmo dos assuntos e acontecimentos externos, ela permanecerá contigo, porque está em ti.

O vendaval das paixões não a expulsa;

A frialdade do abandono não a empalidece;

O granizo da ofensa não a fere;

O ouro das ambições não a entorpece;

A fogo das lutas cruzadas não a atinge.

Ela permanece serena, e qual chama abençoada, com a sua luz aponta o caminho seguro a seguir, aclamando as ansiedades do coração.

Felicidade (Divaldo Pereira Franco)

Problemas do mundo

Chico XavierO mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela ideia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: – “Fora do Cristo não há solução”.

Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: O Espírito da Verdade. Lição nº 01. Página 15.

Brilhe vossa luz

imagesCorre, incessantemente, o caudaloso rio da vida…
Iniciam-se viagens longas, embarca-se e desembarca-se, entre esperanças renovadas e prantos de despedida.
Viajores partem, viajores tornam.
Como é difícil atingir o porto de renovação!
Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!
Para vencer a jornada laboriosa, é preciso aprender com Alguém que foi o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ele não era conquistador e fundou o maior de todos os domínios;
Não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade;
Não era legislador e iluminou os códigos do mundo;
Não era filósofo e resolveu os enigmas da alma;
Não era juiz e ensinou a justiça com misericórdia;
Não era teólogo e revelou a fé viva;
Não era sacerdote e fez o sermão inesquecível;
Não era diplomata e trouxe a fórmula da paz;
Não era médico e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos e levantou paralíticos do corpo e do espírito;
Não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva;
Não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana;
Não era cientista e foi o sábio dos sábios;
Não era escritor e deixou ao Planeta o maior dos livros;
Não era advogado e defendeu a causa da humanidade inteira;
Não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis;
Não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por suas obras;
Não era guerreiro e continua conquistando as almas há quase vinte séculos;
Não era químico e transformou a lama das paixões em ouro da espiritualidade superior;
Não era físico e edificou o equilíbrio da terra;
Não era astrônomo e desvendou os mundos novos da imensidade, enriquecendo de luz o porvir humano;
Não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos de bondade e esperança…
Ele foi o Mestre, o Salvador, o Companheiro, o Amigo Certo, humilde na manjedoura, devotado no amor aos infelizes, sublime em todas as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a Cruz.
Bem aventurados os seus discípulos sinceros, que se transformam em servidores do mundo por amor ao seu amor!
Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestres, admirável é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas, maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago dentro da noite espessa.
“Brilhe a vossa luz”, disse o Mestre Inesquecível.
Acenda cada aprendiz do Evangelho a lâmpada do coração.
Não importa seja essa lâmpada pequenina.
A humilde chama da vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela.
É indispensável, porém, que toda a luz do Senhor permaneça brilhando em nossa jornada sobre abismos, até a vitória final no porto da grande libertação.

Fonte: André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

A Lição do Jardineiro

imagen2-3Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.

Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.

Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.

O garoto ligou para uma mulher e perguntou:
“A senhora está precisando de um jardineiro?”
“Não. Eu já tenho um”, foi a resposta.
“Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.”
“Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha.
O meu jardineiro também faz isso.”
O garoto insistiu:
“eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.”
“O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora.”
“Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível.”
“Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente.
Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa.”
Numa última tentativa, o menino arriscou:
“o meu preço é um dos melhores.”
“Não”, disse firme a voz ao telefone. “Muito obrigada!
O preço do meu jardineiro também é muito bom.”
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro:
“Meu rapaz, você perdeu um cliente.”
“Claro que não”, respondeu rápido.
“Eu sou o jardineiro dela, fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo.”

Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro? E, se fizéssemos, qual seria o resultado?

Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?
Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?

Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?

Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores,
atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?

E, por fim, qual tem sido o nosso preço?
Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?

O amor floresce nos pequenos detalhes.
Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor.

A gentileza, a simpatia, o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade.

(autor desconhecido)

Tudo é Amor

Amor DivinoVida… é o Amor existencial.
Razão… é o Amor que pondera.
Estudo… é o Amor que analisa.
Ciência…é o Amor que investiga.
Filosofia… é o Amor que pensa.
Religião… é o Amor que busca Deus.
Verdade… é o Amor que se eterniza.
Ideal… é o Amor que se eleva.
Fé… é o Amor que se transcende.
Esperança… é o Amor que sonha.
Caridade… é o Amor que auxilia.
Fraternidade… é o Amor que se expande.
Sacrifício… é o Amor que se esforça.
Renúncia… é o Amor que se depura.
Simpatia… é o Amor que sorri.
Altruísmo… é o Amor que se engrandece.
Trabalho… é o Amor que constrói.
Indiferença… é o Amor que se esconde.
Desespero… é o Amor que se desgoverna.
Paixão… é o Amor que se desequilibra.
Ciúme… é o Amor que se desvaira.
Egoísmo… é o Amor que se animaliza.
Orgulho… é o Amor que enlouquece.
Sensualismo… é o Amor que se envenena.
Vaidade… é o Amor que se embriaga.
Finalmente, o Ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente…
Chico Xavier

Porque amor é tão importante ao futuro do homem?
Quando o homem, através do mental, se eleva à sintonia do amor, amplia em muito os seus sentidos, compreensão e sentimentos.  Na faixa do amor está o homem conectado com os fluídos mais sutis que o envolvem, fazendo-o perceber o amoroso plano de DEUS em toda a sua plenitude.
Pergunta 95 do Livro ENERGIO