Obsessão, fascinação, subjugação e possessão

Na atualidade os grupos mediúnicos estão sendo convocados à intensa atividade no setor das desobsessões.

O que é obsessão?
Obsessão é o domínio que alguns Espíritos podem obter  sobre certas pessoas, atravez da invigilancia dos encarnados, que abrem brecha na sua mente e no seu coração, permitindo que os desencarnados menos esclarecidos se infiltrem, com suas mazelas. Pode-se afirmar que o problema da obsessão é uma questão de atitudes mutuamente assumidas, pela similitude de pensamentos, pelas crenças , pelos sentimentos, pelas emoções e pelas diferentes tendências para reagir, é a LEI da Afinidade ou Atração.

Como se dividem as obsessões?
A palavra obsessão é portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenômenos.
Kardec no livro dos médiuns (cap.XXIII)dividiu as obsessões em quatro fases:
-obsessão simples
-Fascinação
-subjugação
-possessão

Obsessão simples
Na obsessão simples, o obsedado tem consciência da interferência de um Espírito enganador, e este, por sua  vez, não se disfarça, não esconde suas intenções e desejos. Todavia vamos esclarecer que “Ninguém está obsedado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso, pois o melhor médium está sujeito a isso, sobretudo, no inicio, quando ainda lhe falta a experiência necessária. A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito para impor sua vontade, da qual não consegue livrar-se a pessoa, sobre quem ele atua. (L.M. cap. XXIII – Item 238). Uma obsessão realmente começa, quando o obsedado não percebe a influencia do obsessor ao seu lado, e, um se compraz no pensamento do outro.

Fascinação
Tem conseqüências muito mais graves. A fascinação é a influencia, sutil e pertinaz, traiçoeira e quase imperceptível, que Espíritos vingativos exercem sobre o individuo. Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do individuo e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar. O encarnado fascinado não se considera enganado. O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o abuso do que escreve ou fala, mesmo quando este salta aos olhos de todos. A ilusão pode chegar ao ponto de levá-lo a considerar sublime a linguagem mais ridícula.Kardec nos alerta que a fascinação é mais comum do que se pensa. No meio espírita ela se manifesta de maneira  ardilosa, através de uma avalanche de livros comprometedores, tanto psicografados como sugeridos a escritores vaidosos, ou por meio de envolvimento de pregadores de instituições que se consideram devidamente assistidos para criticarem a Doutrina e reformularem os seus princípios.

Subjugação
É um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vitima, controlando-lhe a vontade. A subjugação pode ser moral ou corpórea.
No primeiro caso(moral) , o subjugado é levado a tomar decisões freqüentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, considera sensatas: é uma espécie de fascinação. Na subjugação corpórea, o Espírito age sobre os órgãos matérias, provocando movimentos involuntários: Ex. Um individuo, num jantar onde se reunia varias personalidades importantes, de repente é constrangido por uma força irresistível a cair de joelhos diante de uma jovem que não lhe interessava e pedi-la em casamento. (envolvimento moral e corpóreo)

Possessão
Imantação do Espírito a determinada pessoa, dominando-a física e moralmente. Na Gênese (cap. XIV Item 45 a 49), Kardec usa o termo possessão, e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado, distinguindo-a da subjugação. Diz-nos Kardec: “Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispirito, que ele identifica com o do encarnado; este ultimo se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade. Na possessão, em vez de atuar exteriormente, o Espírito livre substitui, por assim dizer, o espírito encarnado. Elege o corpo deste para seu domicilio, sem que, entretanto o espírito encarnado  deixe o corpo definitivamente, o que só ocorre com a morte. A possessão é assim sempre temporária e intermitente, pois um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode operar-se senão no momento da concepção. (GE. Cap.XIV Item 47)

Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão, dizendo que o “Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é mais como na mediunidade falante, em que o espírito encarnado fala, transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado. É este último mesmo quem fala e quem age, e , se alguém o conheceu em vida, reconhecê-lo-á pelo modo de falar, pela voz, pelos gestos e até pela expressão da fisionomia (GE. Cap. XIV –Item 47)

Auto-obsessão
Em Obras Póstumas (Item 58 pg.64) Kardec nos fala sobre auto-obsessão:
É necessário dizer, também, que se acusam, freqüentemente, os Espíritos de fatos estranhos do qual muitas vezes eles são inocentes. Certos estados doentios e certas situações que se atribuem a uma causa oculta, por vezes, devem-se simplesmente ao espírito do próprio encarnado. Kardec finaliza falando “ O homem não raramente é obsessor de si mesmo. Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do espírito do próprio individuo. São doentes da alma”

Como se reconhece quando se esta obsedado? (LM. Cap.XXIII- Item 243)

– Insistência de um Espírito em comunicar-se , queira ou não o médium, seja pela escrita ou psicofonia etc….opondo-se a que outros Espíritos o façam……….

– Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações.

– Crença na infabilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem falsidades e absurdos.

– Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os Espíritos que se comunicam por seu intermediatio.

– Disposição para se afastar das pessoas que podem esclarece-lo.

– Levar a mal a critica das comunicações que recebe

– Necessidade incessante e inoportuna para escrever.

– Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar sem querer.

– Ruídos e transtornos contínuos em redor do médium, causados por ele ou tendo-o por alvo.

Conclusão
A obsessão, portanto, é quase sempre decorrente de uma imperfeição moral, que permite a associação de idéias entre o obsessor e o obsedado, em conseqüência da Lei de Causa e Efeito. Dizem os Espíritos que Deus permite a ação obsessiva, para por o homem à prova da paciência, da perseverança, do aprendizado, do respeito ao próximo e da Fé na Divina Providencia.

Pesquisa enviada por Veronique – Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA
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Afinidade

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamento, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.
De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos. Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

  • Somos afetados pelas…
  • vibrações de paisagens,
  • pessoas
  • e coisas que nos cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.

Pensamentos ampliam pensamentos.
Demoramo-nos com quem se afina conosco.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.

Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.  Dai, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

  • Servir é elevar-se.
  • Aprender é conquistar novos horizontes.
  • Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contacto com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

ROTEIRO –  10a ed. – Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel

Aos meus irmãos

Homens, meus irmãos, considerai a fração de tempo da vossa passagem pela Terra.

Observai o exemplo das almas lies que, em épocas diferentes, vos trouxeram a palavra do Céu na vossa ingrata linguagem; suas vidas estão cheias de sacrifícios e dedicações dolorosas.

Não vos entregueis aos desvios que conduzem ao materialismo dissolvente. Olhando o vosso passado, que constitui o passado da própria Humanidade, uma cruciante amargura domina o vosso espírito: atrás de vós, a falência religiosa, ante os problemas da evolução, impele-vos à descrença e ao egoísmo; muitos se recolhem nas suas posições de mando e há uma sede generalizada de gozo material, com a perspectiva do nada, que a maioria das criaturas acredita encontrar no caminho silencioso da morte; mas eis que, substituindo as religiões que faliram, à falta de cultivadores fiéis, ouve-se a voz do Espírito da Verdade em todas as regiões da Terra.

Os túmulos falam e os vossos bem-amados vos dizem das experiências adquiridas e das dores que passaram. Há um sublime conúbio do Céu com a Terra.

Vinde ao banquete espiritual onde a Verdade domina em toda a sua grandiosa excelsitude. Vinde sem desconfianças, sem receios, não como novos Tomés, mas como almas necessitadas de luz e de liberdade; não basta virdes com o espírito de criticismo, é preciso trazerdes um coração que saiba corresponder com sentimento elevado a um raciocínio superior.

Outros mundos vos esperam na imensidade, onde os sóis realizam os fenômenos de sua eterna trajetória. Dilatai vossa esperança, porque um dia chegará em que, na Terra, devereis abandonar o exílio onde chorais como seres desterrados.

Que todos vós possais, no ocaso da existência, contemplar no céu da vossa consciência estrelas resplandecentes da paz que representará a vossa glorificação imortal.

EMMANUEL –  5º livro de Francisco Cândido Xavier – @1938 – 1º livro ditado por Emmanuel

Jovens Médiuns

Olá queridos companheiros,

Hoje me lembrei de uma moça que atendi a duas semanas atrás que sempre soube ser médium, mas um profundo medo do compromisso espiritual a fez recusar a sua mediunidade e agora, o ‘descuidar’ dessa mediunidade tem lhe trazido problemas.

Geralmente não me recordo dos atendimentos, e até mesmo me esqueço de alguns assistidos, pois não me apego aos detalhes e sim ao resultado positivo do atendimento. Mas confesso que depois de atender essa moça fique refletindo sobre os caminhos da minha mediunidade.

Nasci médium, e desde criança tenho consciência disso. Mas foi aos 13 anos que minha mediunidade ficou muito forte e até os 19 anos foi difícil aprender a lidar com ela. Mas mesmo assim hoje eu agradeço, pois vejo o quanto aprendi com essas dificuldades.

Essa geração nova, cheia de índigos, hoje adultos, aprende a lidar muito mais fácil e de forma rápida com a sua mediunidade. É como se nascessem sabendo sobre serem médiuns.  Já os que descobrem a mediunidade quando adultos e maduros enfrentam grandes dificuldades. A reforma intima para esses é muito mais difícil uma vez que possuem seus caracteres formados e suas crenças definidas por uma sociedade diferente. E quando as manifestações corpóreas se dão, mais difícil é a doutrinação, pois possuem seus corpos endurecidos e o receio do descontrole ainda maior.

Descobrir a mediunidade é como aprender um esporte ou uma língua estrangeira, quanto mais cedo mais fácil. Mas nunca é tarde para se aprender. Tudo que fazemos com amor, é feito com alegria e de forma agradável.

Busque amigos que passem por esse descobrir como você. Divida suas experiências e se não for o suficiente fale com amigos mais ‘experientes’. A vida é muito mais fácil quando dividimos com alguém.

Caso tenha perguntas a fazer, experiências a dividir, ou duvidas para esclarecer, postem as aqui. Terei prazer em ajudá-los nessa caminhada. Dividir os meus aprendizados, esclarecer conhecimentos e o que eu não souber buscaremos aprender juntos.

Fiquem em paz!

Fabi Martines

Apometria não é Espiritismo

Por – Divaldo Pereira Franco

O médico carioca residente em Porto Alegre Dr. José Lacerda desde os anos 50, espírita que era então, começou a realizar numa pequena sala do Hospital Espírita de Porto Alegre chamada A Casa do Jardim, atividades mediúnicas normais.

Com o tempo ele recebeu instruções dos espíritos e realizou investigações pessoais que desaguaram em um movimento ao qual ele deu o nome de Apometria. Não irei entrar no mérito nem no estudo da apometria porque eu não sou apometra, eu sou espírita o que posso dizer é que a apometria, segundo os apometras, não é espiritismo.

Porquanto as suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de O Livro dos Médiuns. Não examinaremos aqui o mérito ou demérito porque eu não pratico a apometria, mas segundo os livros que tem sido publicado, a apometria, segundo a presunção de alguns, é um passo avançado do movimento Espírita no qual Allan Kardec estaria ultrapassado.

Allan Kardec foi à proposta para o século XIX e para parte do século XX e a apometria é o degrau mais evoluído no qual Allan Kardec encontra-se totalmente ultrapassado. Tese com a qual, na condição de espírita, eu não concordo em absoluto. Na prática e nos métodos de libertação dos obsessores a violência que ditos métodos apresenta, a mim, pessoalmente me parecem tão chocantes que fazem recordar-me da lei de Talião que Moises suavizou com o código legal e que Jesus sublimou através do amor.

Quando as entidades são rebeldes os doutrinadores depois de realizarem uma contagem cabalística ou de terem o gestual muito específico expulsam pela violência esse espírito para o magma da Terra, a substância ainda em ebulição do nosso planeta. O colocam em cápsulas espaciais e disparam para o mundo da erraticidade.

Não iremos examinar a questão esdrúxula desse comportamento, mas se eu, na condição de espírito imperfeito que sou, chegasse desesperado num lugar pedindo misericórdia e apoio na minha loucura, e outrem, o meu próximo, me exilasse para o magma da Terra, para eu experimentar a dureza de um inferno mitológico ou ser desintegrado, eu renegaria àquele Deus que inspirou esse adversário da compaixão. Ou se me mandasse numa cápsula espacial para que fosse expulso da Terra. Com qual autoridade?

Quando Jesus disse que o seu reino é dos miseráveis. Na parábola do Festim de Bodas, ele manda buscar os mendigos, aqueles que estão nos lugares escabrosos já que os eleitos recusaram e mataram os seus embaixadores.

A Doutrina Espírita centraliza-se no amor e todas essas práticas novas, das mentalizações, das correntes mento-magnéticas, psico-telérgicas para nós espíritas merecem todo respeito, mas não tem nada a ver com espiritismo. Seria o mesmo que as práticas da Terapia de Existências Passadas nós realizarmos dentro da casa espírita ou da cromoterapia ou da cristalterapia, fugindo totalmente da nossa finalidade.

A Casa Espírita não é uma clínica alternativa, não é lugar onde toda experiência nova vai colocada em execução. Tenho certeza de que aqueles que adotam esses métodos novos, primeiro, não conhecem as bases Kardequianas e ao conhecerem-nas nunca vivenciaram para terem certeza, seria desmentir todo material revelado pelo mundo espiritual nestes 144 anos de codificação, no Brasil e no mundo, pela mediunidade incomparável de Chico Xavier, as informações que vieram por esse médium impar, pela notável Yvone do Amaral Pereira, por Zilda Gama, por tantos médiuns nobres conhecidos e nobres desconhecidos no seu trabalho de socorro.

Então se alguém prefere a apometria, divorcie-se do Espiritismo. É um direito! Mas não misture para não confundir.

A nossa tarefa é de iluminar, não é de eliminar. O espírito mau, perverso, cruel é nosso irmão na ignorância. Poderia haver alguém mais cruel do que o jovem Saulo de Tarso? Ele havia assassinado Estevão a pedradas, havia assassinado outros, e foi a Damasco para assassinar Ananias. Jesus não o colocou numa cápsula espacial e disparou para o infinito. Apareceu a ele! Conquistou-o pelo amor: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Pode haver maior ternura nisso? E ele tomado de espanto perguntou: “Que é isto?” “- Eu sou Jesus, aquele a quem persegues”. E ele então caiu em si.

Emmanuel usa esta frase: E caindo em si, quer dizer aquela capa do ego cedeu lugar ao encontro com o ser profundo, caindo em si. Ele despertou, e graças a ele nós conhecemos Jesus pela sua palavra, pelas suas lutas, pelo alto preço que pagou, apedrejado várias vezes até ser considerado morto, jogado por detrás dos muros nos lugares do lixo, dos dejetos ele foi resgatado pelos amigos e continuou pregando.

Então os espíritos perversos merecem nossa compaixão e não nosso repúdio. Coloquemo-nos no lugar deles. Que sejas como conosco quando nós éramos maus e ainda somos aqui com nós. Basta que alguém nos pise no calcanhar ou nos tome aquilo que supomos que é nosso, para ver como irrompe a nossa tendência violenta e nós nos transformamos de um para outro momento.

Não temos nada contra a Apometria, as correntes mento-magnéticas, aquelas outras de nomes muito esdrúxulos e pseudocientíficos. Não temos nada. Mas como espíritas, nós deveremos cuidar da proposta Espírita. E da minha condição de Espírita exercendo a mediunidade a mais de 54 anos, os resultados tem sido todos colhidos da árvore do amor e da caridade.

Não entrarei no mérito dos métodos, que são bastante chocantes para a nossa mentalidade espírita, que não admite ritual, gestual, gritaria, nem determinados comportamentos, porque a única força é aquela que vem de dentro. Para esta classe de espíritos são necessários jejum e oração.

Fonte: Transcrito do programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova a partir de palestra de Divaldo Pereira Franco (Agosto/2001)

Cromoterapia mental na Apometria

A COR TRANSMITIDA POR COMANDOS E PULSOS ENERGÉTICOS

A cromoterapia é um método de tratamento utilizado tanto na Apometria como no plano espiritual, onde é largamente utilizada em trabalhos de desobsessão e nos mais variados processos cirúrgicos que ocorrem durante uma sessão de Terapia de Cura.

Na Apometria, médiuns e doutrinadores se utilizam da irradiação das cores por meio da cromoterapia mental, que são transmitidos através de pulsos energéticos aos assistidos, onde a cor é projetada sobre a energia, o nível, a personalidade ou o espírito obsessor, etc. Cada cor tem uma propriedade específica. A Cromoterapia mental é mais eficiente que a cromoterapia de luzes visíveis, pois o tratamento mental através de pulsos ocorre num plano sutil e canaliza as energias que estariam mais próximas da Fonte e da “essência” vibratória de cada cor.

Conheça algumas combinações de cores que são ministradas pelos médicos do espaço, e aplicadas nos trabalhos terapêuticos da Apometria.

Prata + laranja: Para tratamento dos pulmões, vias aéreas superiores e Asma.

Lilás + azul esverdeado: Aplicado em ginecologia, em Fibromiomas.

Dourado + laranja + amarelo: Debela crises de angústia.

Branco resplandecente: usado em limpeza.

Verde efervescente: limpeza de aderências pesadas dos espíritos desencarnados.

Prata + azul claro em cambiantes até lilás ou azul-turquesa: Úlceras.

Azul + verde + laranja: Úlcera duodenal.

Roxo: Energização.

Amarelo até laranja claro: Dores em geral.

Prata + violeta + laranja + azul: Câncer.

Branco Cristalino: Limpa e Purifica.

Violeta Intenso: Transmuta, regenera e recompõe.

Lilás: Desintegra a energia densa provinda de sentimentos e ações negativas.

Verde Escuro: Cicatrizante.

Verde Claro: Desinfecciona e Esteriliza.

Azul Claro Médio: Acalma e tranqüiliza.

Amarelo: Energizante, tônico e vitamina para o corpo e espírito.

Verde Limão: Limpeza e desobstrução dos cordões.

Rosa: Cor da Fraternidade e do Amor Incondicional do Mestre Jesus.

Laranja: Símbolo da energia, aura, saúde, vitalidade e eliminador de gorduras do sangue.

Dourado: Cor da Divindade. Fortalece as ligações com o Cristo.

ARCOS DE LUZ

Na Apometria o médium canaliza as energias vindas do plano divino, transformando-as em energias de luz viva, as quais são projetadas no paciente. Os Arcos de Luz atingem inicialmente, os Chakras o qual assimila os seus efeitos, transfere para o corpo físico.

Arco Azul: Aciona os campos: Físico (acelera o metabolismo), Perispiritual e Espiritual.

Arco Verde: Assepsia (limpeza).

Arco Rosa: Acalma e Equilibra.

Arco Violeta: Fortalece o Sistema Nervoso.

Arco Laranja: Energiza.

Arco Dourado: Forma uma película de proteção (fortalece a estrutura física e estimula as faculdades mentais).

Arco Vermelho: Dissolvem os resíduos deletérios e parasitismos, aparelhos, fiações, etc.

Arco Carmim: Protege e fortalece a estrutura espiritual.

Arco Branco: (CRÍSTICO): Eleva espiritualmente o indivíduo, harmonizando-o.

Segundo Edgard, no livro “Psiquismo e Cromoterapia”. A cor, em si mesma, não é elemento decisivo para as curas, mas completa e reforça o emprego de outros recursos menos delicados. Os fluidos magnéticos, por exemplo, como quaisquer outras energias, possuem cores próprias, mas sempre estão impregnados das condições psicofísicas dos doadores: o conhecimento das cores pelos dirigentes de trabalhos (ou por quem faz as aplicações) é muito importante, para se ter um bom resultado. Nestas aplicações, a mente dos cooperadores exerce ação decisiva, não só para verter o fluido na corrente de base, como para canalizá-la para os doentes, conduzindo o fluxo ao ponto certo da aplicação e ainda para fazê-lo penetrar nas células, produzindo os resultados esperados.

IMPORTANTE:

Ao receber um tratamento cromoterápico, algumas reações são bastante normais, como: bocejar constantemente, sono excessivo, vontade de chorar (durante as aplicações).

Podem ocorrem enjôos nas primeiras aplicações. Para os casos psíquicos, quando a liberação de bloqueio energético inicia, as reações de rejeição ao tratamento são normais. Nos problemas físicos é normal o mal agravar inicialmente.

O tratamento é feito (de dentro para fora) energia positiva expulsando energia estática e por isso, o organismo muitas vezes aguça os efeitos da doença.

Para todos e quaisquer tratamentos energéticos, é aconselhável durante esses tratamentos: evitar bebidas alcoólicas, não se alimentar de carne suína ou bovina, pois estes alimentos dificultam a circulação de energia pelo corpo.

Allan Kardec e a Apometria

A Federação Espírita Brasileira “desautoriza” o uso da técnica apométrica nos trabalhos kardecistas alegando que esse procedimento de tratamento descoberto e desenvolvido nas últimas décadas, não estaria na doutrina Kardecista, até sugerindo que seria contrário a ela…

Cuidadosa releitura da obra de Kardec comprova o equívoco dessa afirmação.

Não há veracidade nessas objeções contra a prática da Apometria porque a técnica está totalmente dentro dos fundamentos da doutrina Kardecista:

No “Livro dos Médiuns” nº 74, São Luís responde:

“O fluido universal não é uma emanação da divindade e sim uma criação da Mesma.”  Este fluido é o principio elementar de todas as coisas. Ele apenas anima a matéria, mas não é fonte da vida nem da inteligência. O periespírito é composto por ele. E mais adiante: ”o que chamais de periespírito, vos faculta a chave de todos os fenômenos espíritas de ordem material”.

Na “Gênese”, cap. XIV, temos a confirmação do acima exposto, além de explicar que a camada de fluidos espirituais que envolvem a Terra constitui a morada dos espíritos e ali eles haurem seu periespírito. Na mesma obra, cap. VI, nº 19, fala na criação dos espíritos, dizendo que só recebemos a consciência e o livre arbítrio após termos iniciado nossa evolução no átomo, conforme a resposta dada a pergunta 540, no “Livro dos Espíritos”:

“…que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo”.

Portanto, do fluido universal se origina a vida material, do infinitamente pequeno até as maiores galáxias, sendo por ele animada.    Mas a ação inteligente do espírito, independente da matéria, é que traz o senso moral e a faculdade de pensar (Obras Póstumas – A ALMA).

Ainda na “Gênese”, no cap.14 nº 7, descreve:

“O periespírito, ou o corpo fluídico dos Espíritos, é um dos produtos mais importantes do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido, ao redor de um foco de inteligência ou alma. Viu-se que o corpo carnal tem igualmente seu principio neste mesmo fluido transformado e condensado em matéria tangível”; e mais adiante, no mesmo texto, “O corpo periespiritual e o corpo carnal têm, pois, a sua fonte no mesmo elemento primitivo; um e outro são da matéria, embora sob dois estados diferentes”.

No nº 6, do referido capitulo, no § 2º, esta escrito:

”A matéria tangível, tendo por elemento o fluido cósmico etéreo, deve poder, em se desagregando, retornar ao estado de eterização, como o diamante, o mais duro dos corpos, pode se volatilizar em gás impalpável.”

No nº 11, ainda do mesmo capitulo, afirma que: ”O fluido etéreo é para as necessidades do espírito o que a atmosfera é para as necessidades dos encarnados”.

Na continuidade, no nº 12, lemos:

”Assim, tudo se liga, tudo se encadeia no Universo; tudo está submetido à grande e harmoniosa lei da unidade, desde a materialidade mais compacta até a espiritualidade mais pura”.

Comentário: Os dados aqui expostos demonstram claramente que, em pleno Séc.XIX, Kardec antecipa, com extrema clareza, as teorias da evolução e quântica, alem de tornar aceitável a hipótese do “big-bang”.

Alias o Espiritismo, veio trazer o Espírito da Verdade prometido por Jesus (João, cap. XIV; XVI; Mateus, cap. XVII), conforme explicitado no nº 55, Cap.1, da Gênese:

”O Espiritismo não coloca, pois como principio absoluto, senão o que está demonstrado como evidencia ou que ressalta logicamente da observação”

E finaliza: “O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro sobre um ponto, modificar-se-á sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita”.

Do exposto, podemos concluir que:

1 – O fluido universal é uma criação de Deus, dele derivando a formação e animação da matéria. Origina também o ambiente onde vivem os espíritos, inclusive o periespírito, pois ainda é matéria, embora diferenciada.

2 – O espírito, obra divina, conforme vistos desenvolvem-se desde o átomo primitivo, crescendo com a evolução, chegando ao estagio humano, onde adquire o livre arbítrio, senso moral e alto grau de inteligência. O homem age sobre a matéria e o espírito molda o mundo espiritual (matéria diferenciada). E, um dia, chegará a arcanjo.

3 – O Universo é uma grande unidade energética, com inúmeros tipos de energia, capazes de se transformarem, quer condensando ou volatilizando, até a energia primordial, obedecendo a leis inteligentes, originadas na Suprema Inteligência (Deus).

Fonte: Por Dr. Ivan Vianna Hervé.