NAS ORAÇÕES DO NATAL

NatalJesusRememorando o Natal, lembremo-nos de que Jesus é o Suprimento Divino à Necessidade Humana.

Para o Sofrimento, é o Consolo;

Para a Aflição, é a Esperança;

Para a Tristeza, é o Bom Ânimo;

Para o Desespero, é a Fé Viva;

Para o Desequilíbrio, é o Reajuste;

Para o Orgulho, é a Humildade;

Para a Violência, é a Tolerância;

Para a Vaidade, é a Singeleza;

Para a Ofensa, é a Compreensão;

Para a Discórdia, é a Paz;

Para o Egoísmo, é a Renúncia;

Para a Ambição, é o Sacrifício;

Para a Ignorância, é o Esclarecimento;

Para a Inconformação, é a Serenidade;

Para a Dor, é a Paciência;

Para a Angústia, é o Bálsamo;

Para a Ilusão, é a Verdade;

Para a Morte, é a Ressurreição.

Se nos propomos, assim, aceitar o Cristo por Mestre e Senhor de nossos caminhos, é imprescindível recordar que o seu Apostolado não veio para os sãos e, sim, para os antigos doentes da Terra, entre os quais nos alistamos…

Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo, façamos de nosso coração uma luz que possa inflamar-se ao toque de seu infinito amor, cada dia, a fim de que nossa tarefa ilumine com Ele a milenária estrada de nossas experiências, expulsando as sombras de nossos velhos enganos e despertando-nos o espírito para a glória imperecível da Vida Eterna.

Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Os Dois Maiores Amores. Lição nº 30. Página 115.

 

Cada ave em seu ninho

 

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O mal reside na furna da ignorância.

O ódio respira nas trincheiras da discórdia.

A inveja mora no deserto da insatisfação.

A tristeza improdutiva desabrocha no abismo do desânimo.

A perturbação cresce no precipício do dever não cumprido.

O desequilíbrio desenvolve-se no despenhadeiro da intemperança.

A crueldade nasce no pedregulho da dureza espiritual.

A maledicência brota no espinheiral da irreflexão.

A alegria reside no coração que ama e serve.

A tranquilidade não se aparta da boa consciência.

A fé reconforta-se no templo da confiança.

A solidariedade viceja no santuário da simpatia.

A saúde vive na submissão à Lei Divina.

O aprimoramento não se separa do serviço constante.

O dom de auxiliar mora na casa simples e acolhedora da humildade.

Cada ave em seu ninho, cada coisa em seu lugar.

Há muitas moradas para nossa alma sobre a própria Terra.

Cada criatura vive onde lhe apraz e com quem lhe agrada.

Procuremos a estrada do verdadeiro bem que nos conduzirá à felicidade perfeita, de vez que, segundo o ensinamento do Evangelho, cada espírito tem o seu tesouro de luz ou o seu fardo de sombra, onde houver colocado o próprio coração.

  • Fonte: Emmanuel por Francisco Cândido Xavier.
  • Livro: Construção do Amor. Lição nº 10. Página 51

 

A Grande Conta

gratuidadeAlonga a memória para além do minuto em que apareceste na Terra e reconhecerás que as concessões do Senhor te revestem todos os passos e te assinalam todos os lances da rota.

Não possuías senão a nudez da própria alma e não trazias senão a própria herança que o passado te imprimira no ser…

Entretanto, senhoreaste o vaso orgânico que te vestiria em nova forma de carne…

Sugaste o leite materno…

Ocupaste os panos do berço…

Exigiste permanente atenção…

Reclamaste alimento e remédio…

Solicitaste alheio apoio para que te retirasses da infância…

Absorveste o tempo da escola…

Pediste o concurso da natureza.

Aprisionaste animais, criaturas também de Deus, para que te ofertem suor e sangue…

Em cada instante na Terra equilibras-te, em verdade, sobre o sacrifício de milhões de braços que se entrelaçam para servir-te, levantando-te o ninho doméstico, tecendo-te a indumentária, garantindo-te a higiene, assegurando-te o bem estar e temperando-te o pão…

És o depositário do favor de vasta multidão em cada senda que pisas, em cada edifício que transpões, em cada veículo que te acolhe, em cada refeição que te reajusta…

Acreditas, não raro, que o dinheiro, também haurido por tuas mãos em penhor de empréstimo da Providência Divina, te resgata a conduta na Lei, perante a qual todos nós somos devedores por enquanto insolventes.

Todavia, não desdenhes estender o amor infatigável, através da renúncia ao teu próprio conforto, ajudando e servindo, hoje, agora e amanhã, porque a morte virá por meirinho seguro, mostrar-te a Grande Conta, a fim de que te informes que nasceste no mundo somente para o Bem, e que somente o Bem é capaz de elevar-te, em santa plenitude de quitação com a vida para a glória da luz sublimada e sem fim.

 

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Marcas do Caminho. Mensagem recebida Centro Espírita Luiz Gonzaga em Pedro Leopoldo em 26.05.1958.

 

Afinidade

 

dogcat2O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção. Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá. Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir. Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.

De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis. Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.

Pensamentos ampliam pensamentos.

Demoramo-nos com que se afina conosco.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.

Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.

Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

Servir é elevar-se.

Aprender é conquistar novos horizontes.

Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

Tende fé em deus

Siga adiante com ELE

Siga adiante com ELE

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: tende fé em Deus.” Marcos, 11:12.

Bastas vezes, as dificuldades na concretização de um projeto elevado se nos afiguram inamovíveis. Começamos por reconhecer-lhes o peso inquietante e estimáveis companheiros acabam por destacar-nos a importância delas, como a dizer-nos que é preciso renunciar ao bem que pretendemos fazer. Tudo, aparentemente, é obstáculo intransponível… Mas Deus intervém e uma porta aparece.

Há circunstâncias, nas quais o problema com que somos defrontados, numa questão construtiva, é julgado insolúvel. Passamos a inquietar-nos e, não raro, especialistas no assunto comparecem junto de nós, apontando-nos a impraticabilidade da solução. As obscuridades crescem por sombras indevassáveis… Mas Deus interfere e desponta uma luz.

Em certas ocasiões, uma pessoa querida, ao perturbar-se de chofre, fornece a impressão de doente irrecuperável. Afligimo-nos ao vê-la assim em desequilíbrio e, quase sempre, observadores amigos comentam a inexequibilidade de qualquer melhoria, induzindo-nos a largá-la ao próprio infortúnio. Avoluma-se a prova que lembra angústia inarredável… Mas Deus determina e surge um remédio.

Ocorrem-te no mundo as mesmas perplexidades, em matéria de saúde, família, realizações.

Salientam-se fases de trabalho em que a luta é suposta invencível, com absoluto desânimo daqueles que te rodeiam, mas Deus providencia e segues, tranquilo, à frente.

Por mais áspera a crise, por maior a consternação, não percas o otimismo e trabalha, confiante…

Ouçamos, nós todos, a indicação de Jesus:

– “Tende fé em Deus”.

“Diante de quaisquer provação da vida, quando tudo te pareça incompreensão, barrando-te os passos; se as circunstâncias do mundo te arrebatarem a presença de criaturas queridas; no momento em que todos os recursos se te afigurem extintos; perante os sofrimentos que te alcancem os seres amados; ou à frente de inibições orgânicas que julgues irreversíveis, ilhando-te nos problemas da enfermidade; não desanimes… Pensa em Deus, refugia-te em Deus, espera por Deus e confia em Deus, porquanto, ainda mesmo quando te suponhas a sós, em meio de tribulações incontáveis, Deus está conosco e com Deus venceremos”…

Fontes: Emmanuel – Chico Xavier. Livro: Recados da Vida e Palavras de Vida Eterna.

 

Compaixão para contigo mesmo.

Pedir, Louvar e Agradecer

Pedir, Louvar e Agradecer

“Não devias tu igualmente ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?” — Jesus. (MATEUS, capítulo 18, versículo 33.)

Em qualquer parte, não pode o homem agir, isoladamente, em se tratando da obra de Deus, que se aperfeiçoa em todos os lugares.

O Pai estabeleceu a cooperação como princípio dos mais nobres, no centro das leis que regem a vida.
No recanto mais humilde, encontrarás um companheiro de esforço.
Em casa, ele pode chamar-se “pai” ou “filho”; no caminho, pode denominar-se “amigo” ou “camarada de ideal”.
No fundo, há um só Pai que é Deus e uma grande família que se compõe de irmãos.
Se o Eterno encaminhou ao teu ambiente um companheiro menos desejável, tem compaixão e ensina sempre.
Eleva os que te rodeiam.
Santifica os laços que Jesus promoveu a bem de tua alma e de todos os que te cercam.
Se a tarefa apresenta obstáculos, lembra-te das inúmeras vezes em que o Cristo já aplicou misericórdia ao teu espírito. Isso atenua as sombras do coração.
Observa em cada companheiro de luta ou do dia uma bênção e uma oportunidade de atender ao programa divino, acerca de tua existência.

Há dificuldades e percalços, incompreensões e desentendimentos?

Usa a misericórdia que Jesus já usou contigo, dando-te nova ocasião de santificar e de aprender.

Pelo Espírito Emannuel, por Francisco Cândido Xavier

KARDEC, OBRIGADO

Kardec - ChicoKardec, enquanto recebes as homenagens do mundo, pedimos vênia para associar nosso preito singelo de amor aos cânticos de reconhecimento que te exaltam a obra gigantesca nos domínios da libertação espiritual.

Não nos referimos aqui ao professor emérito que foste, mas ao discípulo de Jesus que possibilitou o levantamento das bases do Espiritismo Cristão, cuja estrutura desafia a passagem do tempo.

Falem outros dos títulos de cultura que te exornavam a personalidade, do prestígio que desfrutavas na esfera da inteligência, do brilho de tua presença nos fastos sociais, da glória que te ilustrava o nome, de vez que todas as referências à tua dignidade pessoal nunca dirão integralmente o exato valor de teus créditos humanos.

Reportar-nos-emos ao amigo fiel do Cristo e da Humanidade, em agradecimento pela coragem e abnegação com que te esqueceste para entregar ao mundo a mensagem da Espiritualidade Superior.

E, rememorando o clima de inquietações e dificuldades em que, a fim de reacender a luz do Evangelho, superaste injúria e sarcasmo, perseguição e calúnia, desejamos expressar-te o carinho e a gratidão de quantos edificaste para a fé na imortalidade e na sabedoria da vida.

O Senhor te engrandeça por todos aqueles que emancipaste das trevas e te faça bendito pelos que se renovaram perante o destino à força de teu verbo e de teu exemplo!…

Diante de ti, enfileiram-se, agradecidos e reverentes, os que arrebataste à loucura e ao suicídio com o facho da esperança; os que arrancaste ao labirinto da obsessão com o esclarecimento salvador; os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensíveis e delinquentes, e os filhos agoniados que se encontraram na vala da frustração e do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilíbrio e que foram reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnação; os que renasceram em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de angústia nas brenhas da provação, e os quais livraste da demência, apontando-lhes as vidas sucessivas; os que se acharam arrasados de pranto, tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos braços ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivência, insuflando-lhes renovação e paz, na contemplação do futuro; os que soergueste do chão pantanoso do tédio e do desalento, conferindo-lhes, de novo, o anseio de trabalhar e a alegria de viver; os que aprenderam contigo o perdão das ofensas e abençoaram, em prece, aqueles mesmos companheiros da Humanidade que lhes apunhalaram o espírito, a golpes de insulto e de ingratidão; os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com humildade a injúria e a dor por instrumento de redenção; e os que desencarnaram incompreendidos ou acusados sem crime, abraçando-te as páginas consoladoras que molharam com as próprias lágrimas…

Todos nós, os que levantaste do pó da inutilidade ou do fel do desencanto para as bênçãos da vida, estamos também diante de ti!…

E, identificando-nos na condição dos teus mais apagados admiradores e com os últimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua festa, nós te rogamos permissão para dizer: “Kardec, obrigado!… Muito obrigado!”…

 

Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos). Psicografia de Francisco Cândido Xavier.  Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em homenagem, ao aniversário de Allan Kardec.