DECÁLOGO DA PALAVRA

1) Não grite. Converse. A voz muito alta é semelhante a uma agressão sonora.

2) Não discuta. O diálogo é a melhor forma de entendimento.

3) Não conte vantagens. Muitos de nossos interlocutores possuem méritos que ainda estamos longe de adquirir.

4) Não ridicularize a ninguém. Todos somos passíveis de errar.

5) Não critique. Nenhum de nós está isento de observações corretivas, em nosso próprio favor.

6) Fale auxiliando. Uma frase de compreensão e de simpatia ampara sempre.

7) Não censure a quem quer que seja. Quando não seja exatamente por nós, precisamos de apoio verbal construtivo, em benefício de muitos dos nossos entes amados.

8) Não use palavras inadequadas ou ofensivas a essa ou àquela pessoa. Todos precisamos do respeito de uns para com os outros, a fim de vivermos em paz.

9) Não escolha o pessimismo para liderar a sua conversação. Não existe ninguém que não necessite de esperança e otimismo, na execução do próprio dever.

10) Nunca se arrependerá você de haver falado bem. É pela palavra edificante que mais depressa nos deslocamos para diante, buscando as conquistas da Vida Imperecível.

Pelo Espírito Hilário Silva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Fé. Lição nº 06. Página 24.

 

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INSISTAMOS NO BEM

Alguém recusou a verdade e a bênção de que te fizeste mensageiro? Insiste ainda. Não abandones o ensejo de estender o bem. Não profiras palavra de maldição, não acuses, não critiques.

Cada criatura vive no centro de problemas nem sempre acessíveis ao nosso primeiro olhar.

Persevera nas demonstrações de bondade e compreensão.

É possível que a tua frase contundente fira o próximo.

Ministremos a cada doente o remédio que lhe corresponde. O sorriso de fraternidade, a ajuda silenciosa, a humildade sem alarde, a flor da gentileza e o gesto amigo cabem, prodigiosamente, em qualquer parte.

Acima do “convencer”, permanece o “auxiliar”.

Ao grelo tenro não se pedem os frutos da árvore venerável e do vinagre compacto não se deve esperar a corrente de mel.

Aproveitemos o tempo, espalhando o amor com que o Cristo nos dotou os corações.

É possível que o veio de ouro esteja profundo na montanha da ignorância e da maldade. Insistamos, porém, e lavremos a terra, penetrando-lhe os recessos, sem ruído e sem ofensa.

Dificuldades incontáveis ocultam, ainda hoje, a visão da riqueza escondida? Não importa. Amanhã, o sol reaparecerá, outra vez, no horizonte, a chuva da divina misericórdia terá lavado os detritos do solo e atingiremos a glória da realização.

Atende ao bem, agora, em paz, hoje e amanhã, aqui e onde estiveres, porque Jesus igualmente persiste nele e prometeu que o Reino da Luz será conferido a quantos saibam perseverar até o fim.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Nosso Livro. Lição nº 22. Página 55.

A discípula

jesus e uma mulherNo tempo de Jesus, ao pé do Tiberíades, havia uma mulher humilde e pobre, que havia conhecido o Senhor e se fizera sua amiga devotada, nas horas mais amargas de sua passagem pela Terra.

Conheciam-na como a Discípula de Jesus, vivendo das recordações carinhosas e ternas do Cordeiro.

O Mestre havia expirado na Cruz, seus apóstolos haviam se dispersado no mundo e a Galiléia era, agora, um deserto verde, cheio de sol, onde o lago famoso era uma taça de lágrimas cristalinas, vertida pela natureza, em memória d’Aquele que lhe preferira os encantos singelos, distante das vaidades materiais.

A Discípula, porém, amava ao Messias e estava ali para servi-Lo, com a sua dedicação.

Peregrinos de longe batiam-lhe à choupana agreste, aberta constantemente às criancinhas e aos desamparados da sorte, com quem repartia o pão minguado de sua existência honesta.

Se as provas eram amargas, Jesus era a claridade confortadora de sua vida.

Anos passaram…

Na sua região, a Discípula era um símbolo de humildade e de trabalho, de caridade e de alegria.

Certa tarde, a filha da Galiléia abandonada sentou-se ao pé de seu casebre triste. Seu coração, cansado de bater, recordava na sombra as lições do Messias.

Era a hora em que a natureza se aquietava, como ovelhinha mansa, para lhe ouvir a palavra tocada de suava mistério.

Parecia-lhe rever o Senhor, junto do lago extenso. Sentia-se em retorno à mocidade distante e inclinava-se ante a Sua figura Inesquecível.

Em dado instante, contudo, um leve ruído despertou-a. Aproximava-se um mendigo. As sombras do crepúsculo não lhe permitiram divisar seus traços fisionômicos, mas, os peregrinos eram tantos, que não constituía surpresa recebê-los, no seu pouso singelo, em todos os instantes do dia.

– Entra irmão! – Exclamou a serva de Jesus, com um sorriso bondoso. O mendigo penetrou o humbral, abençoando-a com um olhar de luz, que brilhava entre os trapos de sua vestidura como uma estrela divina.

A Discípula deu-lhe pão e um tapete humilde para o repouso das chagas dolorosas que lhe sangravam o corpo, encorajou-o com palavras de bondade e lhe falou das bem-aventuranças que o Evangelho do Senhor prometera aos mansos e aos aflitos.

O peregrino escutou-a com atenção.

– Vives só? – Perguntou ele, com inflexão de ternura.

– Vivo com Jesus! – Respondeu a serva do Senhor, com humildade.

– E não tens ninguém no mundo?

– Quem vive na fé do Messias Nazareno trabalha e espera em Sua Bondade, com profunda alegria.

– Nunca recebeste as felicidades da Terra?

– Nunca, porque espero as do Céu, onde Jesus nos promete as venturas eternas do Seu Reino.

– E tens fé?

– Sim, porque pelo Senhor troquei todas as alegrias materiais.

O mendigo observou-a em silêncio, como se, agora, estivesse absorvido em longas meditações.

– Tenho sede! – Disse ele, em tom de rogativa.

A Discípula lhe trouxe a água clara e fresca do cântaro.

– Doem-me as chagas pela caminhada penosa!… – Gemeu o peregrino suplicante.

A Discípula preparou um vaso de água limpa para lavar-lhe as úlceras dolorosas. Sua casa, porém, era paupérrima e não teria uma toalha conveniente para a operação necessária. Mas, de repente, lembrou-se que, um dia, observara Madalena enxugando os pés do Senhor com os anéis dos seus cabelos.

Por que não faria o mesmo com o desventurado do caminho? Jesus não recolhera todos os pobres e desventurados da sorte sobre o mundo?

Sem hesitar, depois de banhar-lhe as chagas sangrentas e doloridas, enxugou-lhe os pés com a toalha de seus cabelos abundantes, mas, nesse momento, observou que as úlceras do mendigo tinham sinal dos cravos da cruz!… Surpreendida, levantou o olhar, mas não viu mais o peregrino triste e esfarrapado… À sua frente, Jesus de Nazaré lhe estendia os braços amorosos, aureolado na luz de Sua Majestade Divina.

– Mestre!… – Exclamou a serva humilde, embriagada de júbilo, com a mais forte das emoções a estrangular-lhe o peito oprimido.

– Vem, filha!… – Exclamou o Senhor, amparando-a nos braços cariciosos, com o Seu divino sorriso.

A Discípula sentiu que a transportavam a um país misterioso e sublime, onde o seu coração aliviado experimentava o beijo singular de todas as harmonias.

A Galiléia minúscula era pequenina demais para conter os júbilos de sua alma, no perfumado caminho, desdobrado no azul do Infinito, ante o sorriso doce das primeiras estrelas que fulgiam no fundo do firmamento sem fim.

No dia seguinte, em vão, chamava-se a serva de Deus, no seu tugúrio desalentado, e ante o seu cadáver singelo que sorria serenamente, compreendeu-se que a Discípula, conduzida por Jesus, havia partido para as Alegrias Eternas de Seu Reino.

 

Pelo Espírito Nina. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Doutrina e Aplicação. Lição nº 16. Página 77.

 

“Os defeitos mais arraigados são aqueles que tomamos à feição de qualidades, desse modo, é preciso discernir apresentação de vaidade; brio de orgulho; serenidade de indiferença; correção de frieza; humildade de subserviência e fortaleza de segurança de coração. Quando algum sentimento nos induzir a parecer melhor ou mais forte que os outros, é chegado o momento de procurar a nossa própria realidade para desistir da ilusão, porquanto, de que serve a felicidade dos felizes quando não diminui a infelicidade dos que se sentem menos felizes?”

 

André Luiz & Chico Xavier. Livro: Endereços da Paz. Lição: Discernimento.

 

Temos que acordar o Brasil, temos que acordar antes que seja tarde.

Não pare de orarMais um ano esta terminando, um ano onde estamos podendo ver o sofrimento de nossos irmãos que ai se encontram.

Tantas desgraças acontecendo, tantos resgates coletivos e infelizmente é só o começo, peço lhes meus queridos que orem pelo Brasil, que orem pelo mundo que orem principalmente por todos aqueles que desviaram do caminho que deveriam trilhar.

Mais uma vez a ganância o poder o orgulho e a vaidade tomou conta dos chefes das nações, dos políticos, do poder, da magistratura do ser humano em geral. Nunca como hoje vemos tanto descaso pelo ser humano que morre aos milhares pela insensatez de alguns.

E a fome e a guerra e o despreparo daqueles que vieram para ajudar e se perderam pelo caminho.

Temos visto a cada dia mais e mais irresponsabilidade de alguns, destruindo a natureza que deveriam cuidar, vemos o despreparo de muitos prejudicando aqueles que necessitam do pão para saciar sua fome.

Nunca como hoje vemos tantos refugiados perdendo a vida ao buscar um pouco, um pouco só de paz e amor.

Meus amados filhos, precisamos intensificar nossas orações, precisamos arregaçar as nossas mãos e trabalhar também, procurar falar, não podemos ser omissos frente a tantas calamidades. Temos que acordar o Brasil, temos que acordar antes que seja tarde.

Somos filhos do senhor do universo, somos luz, mas, é preciso fazer essa luz brilhar.

Que Deus ampare e proteja o Brasil, que Deus proteja o universo.

Pelo espírito do irmão Abelardo. Mensagem recebida em novembro de 2015 pela médium Terezinha Alcindo Lopes, do Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA

 

JESUS e a ingratidão

Mantenha sua fé!

Os sentimentos de amor, justiça, caridade e gratidão são inerentes à natureza humana, herdeira natural do bom, do nobre, do belo. Todavia, porque ainda se demora em crescimento de valores, mais vinculada atavicamente aos instintos primitivos, não se manifestam essas qualidades, que devem ser cultivadas com esforço até que se expressem por automatismos defluentes da sua elevação interior.

Em razão disso, são mais comuns as manifestações agressivas, as rebeldias, as ingratidões que aturdem, mantendo um clima mental e emocional belicoso entre os homens.

A ingratidão, que é desapreço, apresenta-se como grave imperfeição da alma, que deve ser corrigida.
O ingrato é enfermo que se combure nas chamas do orgulho mal dissimulado, da insatisfação perversa. A si todos os direitos e méritos se atribui, negando ao benfeitor a mínima consideração, nenhum reconhecimento.
Olvidando-se, rapidamente, do bem que lhe foi dispensado, silencia-o, mesmo quando não pensa que o recebido não passou de um dever para com ele, insuficiente para o seu grau de importância.
A ingratidão é chaga moral purulenta no indivíduo, que debilita o organismo social onde se encontra.

Assim, os ingratos são numerosos, sempre soberbos, e auto-suficientes, em dependência mórbida, porém, dos sacrifícios dos outros.

Jesus sempre admoestava os ingratos que lhe cruzavam o caminho.
Nunca lhe faltaram no ministério estes infelizes.
No admirável fenômeno de cura orgânica dos dez leprosos, patenteiam-se a ingratidão dos beneficiados e a interrogação do Mestre, diante daquele que havia retornado para agradecer: “Onde estão os outros? Não foram dez os curados?”

Nove se haviam ido, apressados, para o gozo e a algaravia, recuperados por fora, sem liberação da doença interna, que desapareceria somente a partir do momento em que fossem agradecer, modificando-se psicológica e moralmente.

Na tragédia do Calvário, não se encontrava presente nenhum dos que foram beneficiados pelas Suas mãos, e estes haviam sido muitos.

Ele iluminara olhos apagados; abrira ouvidos moucos; ofertara som aos lábios silenciosos; equilíbrio a mentes tresvariadas; movimentos a membros mortos; vida a catalépticos; recuperação orgânica a portadores de males inumeráveis e, no entanto, ficou esquecido por todos eles. Não obstante o bem que receberam, fugindo do reconhecimento, os ingratos viram-se diante de si mesmos, das consciências molestadas pelos remorsos, tornando a enfermar e morrendo, pois que deste fenômeno biológico ninguém escapa.

O Mestre conhecia as debilidades morais do homem e sempre se preocupava em alcançá-las, a fim de que as pretendidas curas alcançassem as matrizes das doenças, onde as mesmas se originam, erradicando-as, de modo que não voltassem a produzir miasmas e males perturbadores.

A Sua era uma constante proposta de renovação de metas, de atitudes, de pensamentos.
Sendo o exemplo máximo, pedia que O vissem, isto é, que Lhe tomassem a conduta de desapego das paixões cáusticas e cuidassem de uma só coisa necessária, que é o “reino de Deus” embutido no coração.
Na busca do mais importante, o seu encontro elimina o secundário, que deixa de ter valor, para ceder lugar ao essencial, que é o necessário.
Os homens, porém, na superficialidade dos seus interesses, anelam apenas pelo imediato, que lhes satisfaz num momento, deixando-os ansiosos outra vez.
Por imaturidade espiritual, ceifam a árvore de onde retiram os frutos de hoje, acreditando, com ingenuidade, que não terão fome amanhã. E quando esta se apresenta novamente, não têm onde recolher o alimento.
Assim agem os ingratos.
Toldam a água da fonte que os dessedentou; queimam o trigal que lhes deu o pão; cortam a planta frutífera que os alimentou; afastam o amigo generoso que os socorreu.
Em contrapartida, vivem a sós, amesquinhados, em si mesmos por conhecerem o íntimo.
Desconfiados, neurotizam-se; arbitrários, são desamados; soberbos, passam ignorados.
Não te preocupes com os ingratos dos teus caminhos de amor.
Prossegue, ofertando luz, sem te inquietares com a teimosia da treva.

Onde acendas uma lâmpada, a claridade aí derramará dádivas.
Os teus beneficiários que te abandonaram, esqueceram ou se voltaram contra ti, aprenderão com a vida e compreenderão, mais tarde, o que fizeram.
Recordarão das tuas atitudes e buscarão passar adiante o que de ti receberam.
Não é, portanto, importante, o tratamento que te dêem em retribuição, mas sim, o que prossigas fazendo por eles.

Do livro Jesus e a Atualidade, pelo espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco

O Cansaço

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Quando te sintas sitiado pelo desfalecimento de forças ou o cansaço se te insinue em forma de desânimo, para um pouco e refaz-te.

O cansaço é mau conselheiro.

Produz irritação ou indiferença, tomando as energias e exaurindo-as.

Renova a paisagem mental, buscando motivação que te predisponha ao prosseguimento da tarefa.

Por um momento, repousa, a fim de conseguires o vigor e o entusiasmo para a continuidade da ação.

Noutra circunstância, muda de atividade, evitando a monotonia que intoxica os centros da atenção e entorpece as forças.

Não te concedas o luxo do repouso exagerado, evitando tombar na negligência do dever.

Com método e ritmo, conseguirás o equilíbrio psicológico de que necessitas, para não te renderes à exaustão.

Jesus informou com muita propriedade, numa lição insuperável, que “o Pai até hoje trabalha e eu também trabalho”, sem cansaço nem enfado.

A mente renovada pela prece e o corpo estimulado pela consciência do dever não desfalecem sob os fardos, às vezes, quase inevitáveis do cansaço.

Age sempre com alegria e produz sem a perturbação que o cansaço proporciona.

Fonte: Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito JOANNA DE ÂNGELIS

As religiões, segundo Gandhi.

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“Creio na verdade fundamental de todas as grandes religiões do mundo. Creio que são todas concedidas por Deus e creio que eram necessárias para os povos a quem essas religiões foram reveladas. E creio que se pudéssemos todos ler as escrituras das diferentes fés, sob o ponto de vista de seus respectivos seguidores, haveríamos de descobrir que, no fundo, foram todas a mesma coisa e sempre úteis umas às outras.”

“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”

“Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos, porque seus valores… Tornam-se seu destino.”

MAHATMA GANDHI