Publicado por: Roberto Barros | 13/10/2009

Oração a Nossa Senhora Aparecida 12 de Outubro

aparecidaOração a Nossa Senhora Aparecida
Padroeira do Brasil – (12 de outubro)

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida. Mãe de meu Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e Consolação dos aflitos e atribulados, ó Virgem Santíssima; cheia de poder e bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos em todas as necessidades.
Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida, que não se consta que de todos os que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado vossa singular proteção, fosse por vós algum abandonado.
Animado com esta confiança a vós recorro: tomo-vos de hoje para sempre por minha mãe, minha protetora, minha consolação e guia, minha esperança e minha luz na hora da morte.

Assim, pois, Senhora, livrai-me de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Filho meu Redentor e Senhor Jesus Cristo. Virgem bendita, preservai este vosso indigno servo, esta casa e seus habitantes, da peste, fome, guerra, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar. Soberana Senhora, dignai-vos dirigir-nos em todos os negócios espirituais e temporais; livrai-nos da tentação do demônio, para que, trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade e do preciosíssimo Sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar e gozar na eterna glória, por todos os séculos dos séculos.
Amém.

Consagração a Nossa Senhora
Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo(a) a vós,
e em prova da minha devoção para convosco,
Vos consagro neste dia e para sempre,
os meus olhos, os meus ouvidos,
a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou vosso(a),
ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me como propriedade vossa.
Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa.
Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.

Oração a Nossa Senhora, pelas crianças
Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe santíssima,
abençoai as nossas crianças, que vos são confiadas.
Guardai-as com cuidado maternal,
para que nenhuma delas se perca.
Defendei-as contra as ciladas do inimigo
e contra os escândalos do mundo,
para que sejam sempre humildes, mansas e puras.
Ó Mãe nossa, Mãe de misericórdia,
rogai por nós e, depois desta vida,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre virgem Maria.

Publicado por: Roberto Barros | 12/10/2009

Orando Cada Dia

Senhor!…
Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.
Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.
Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução,
com os meus semelhantes,
não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.
Induze-me a respeitar os direitos alheios
a fim de que os meus sejam preservados.
Dá-me consciência do lugar que me compete,
para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.
Não me permitas sonhar com realizações
incompatíveis com os meus recursos,
entretanto, por acréscimo de bondade,
fortalece-me para a execução das pequenas tarefas ao meu alcance.
Apaga-me os melindres pessoais,
de modo que não me transforme em estorvo diante
dos irmãos aos quais devo convivência e cooperação.
Auxilia-me a reconhecer que cansaço
e dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável,
mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras,
usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações
que me atinjam a existência.
Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinaste.
E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades
e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em Ti,
servindo aos outros.
Assim seja.

Meimei – do livro “Sentinelas da Alma”

Publicado por: Roberto Barros | 12/10/2009

Jovens Médiuns II

Olá queridos companheiros,

Recebi um presente de uma amiga de minha mãe que há muito tempo desejava. Trata-se de um escapulário espírita do Bezerra de Menezes. Eu que nunca gostei de rezar para santo, com a exceção de Nossa Senhora, confesso que me senti por demais de protegida quando o coloquei em meu pescoço.

Me surpreendo tamanho o rumo (eu chamo de verdade confirmada) a Espiritualidade vem tomando. Quem com mais de 50 anos imaginou poder falar abertamente sobre esse assunto em uma roda de amigos ou até mesmo no trabalho ou na família sem ser julgado ou receber um olhar diferente. Quem diria que o Dr. Bezerra de Menezes teria um reconhecimento deste e, eu acredito depois de ter alcançado essa luz imensa possa ajudar e proteger a tantos irmãos.

É com muita alegria que reflito sobre isso. E para felicitarmos essa conquista, divulgo aqui a oração que recebi junto com o escapulário para que todos vocês possa receber suas bênçãos.

Oração à Bezerra de Menezes
Nós Te rogamos, Pai de infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros. Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiveram suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a verdade e assistindo a todos quanto apelam ao Teu Infinito Amor. Jesus, Divino Portados da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem e Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de teus santos espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas. Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimentai tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo dos Divinos Exemplos de Jesus Cristo.

Que assim seja, Graças a Deus.

Lembrando sempre que a proposta dessa ‘coluna’ é dividirmos experiência e aprendermos juntos. Então enviem suas perguntas ou experiências. Para a próxima semana começaremos a falar sobre os sintomas da Mediunidade.

Uma ótima semana, com muita harmonia.

Fabi Martines

Publicado por: Roberto Barros | 12/10/2009

História dos hebreus

Para entender o Evangelho, é preciso, num primeiro momento, entender a Bíblia e, para tanto, conhecer um pouco da história do povo, em meio ao qual ela surgiu.

A Bíblia, cujo nome quer dizer, simplesmente, “O Livro” é, na verdade, uma biblioteca que reúne diversos livros da religião hebraica. São 42 livros escritos por diversos autores. Todos foram escritos em hebraico e aramaico, para mais tarde, serem traduzidos para o latim, por São Jerônimo, na conhecida Vulgata Latina, do Século V de nossa Era.

“No primeiro dia, Deus criou o céu e a terra”. Assim começa a Gênese, o primeiro livro da Bíblia. E com essa afirmação, a religião dos hebreus se separou, desde o princípio, de todas as demais filosofias religiosas da Antiguidade. Estava criada a primeira religião monoteísta que se tem notícia – o Judaísmo. Mas quem foi esse povo, intitulado “Povo de Deus”, e que fez de sua história uma grande luta contra o Politeísmo, enraizado em todos povos da Antiguidade ?

O POVO HEBREU:
Há aproximadamente 4000 anos, grandes povos viviam às margens do Mediterrâneo, na Ásia e na África, formando duas grandes potências: o Egito e a Caldéia. Entre esses dois reinos, existiam dois pequenos países, a Síria e Canaã, sendo este último também chamado de Palestina.  O povo Hebreu, um dos muitos povos que habitavam essa região, pertencia ao ramo dos semitas, descendentes de Sem, filho de Noé. Daí, a relação entre semita e judeu, que até hoje, são palavras consideradas sinônimas. Segundo a tradição judaica, o primeiro patriarca foi Abraão, natural da cidade de Ur, na Caldéia, que emigrou para a Palestina, no Século XIX a.C., na época do Grande Rei Hamurábi.

A RELIGIÃO JUDAICA:
Abraão fundou o Judaísmo, por volta de 1700 a.C., após receber uma ordem de Deus ou Jeová, para transportar-se com sua família para a Palestina.  O neto de Abraão, o patriarca Jacó, também chamado Israel, teve 12 filhos, origem das 12 tribos israelitas. E aquele povo ganhou o nome de Povo de Israel.
A vida nômade e agrícola do Povo de Israel durou cerca de 500 anos. Terminaram por se instalar na região do Delta do Nilo, uma das terras mais ricas e produtivas do Egito, onde foram muito bem recebidos, pois o Egito, na época, estava sob o domínio dos hicsos, um povo também de origem semita.  Depois da expulsão dos hicsos, os Hebreus passaram a ser objeto de exploração por parte dos egípcios e transformaram-se em escravos do Faraó. Por volta de 1300 a.C., Deus suscitou-lhes um libertador, na pessoa de Moisés, o grande legislador hebreu, descendente de Abraão. Sob sua guia, os hebreus passaram o Mar Vermelho, para retornar à terra de Canaã, atual Palestina. Quando chegaram ao Monte Sinai, ao norte do Mar Vermelho, Moisés recebeu de Jeová, os Dez Mandamentos ou Decálogo. Estava firmada a aliança entre Jeová e seu povo. Daí, se chamar Arca da Aliança, a arca de cedro que guardava os Dez Mandamentos, gravados em tábua de pedra. Muitos reis se passaram, na história do Povo de Israel. Depois de Salomão, filho de Davi, que transformou Jerusalém em centro religioso, as tribos dividiram-se em dois Reinos distintos: o de Israel, na Samaria; e o de Judá, com capital em Jerusalém. O Reino de Israel foi devastado em 721 a.C., pelos assírios e não mais reconstruído; resta o Reino de Judá, enfrentando toda a sorte de adversidades, como escravidão, guerras e invasões. Depois da destruição do Templo de Jerusalém, pelos romanos, em 70 d.C., e da destruição da cidade, em 135 d.C., os judeus se dispersaram por todos os continentes, em um movimento que ficou conhecido como a Segunda Diáspora Judaica, sem, contudo, perder sua identidade cultural e religiosa. Somente em 1948, termina a Diáspora, com a criação do Estado de Israel.

O VELHO TESTAMENTO:
Supostamente escrito por Moisés, o Velho Testamento começa com os cinco livros, conhecidos como Pentateuco Mosaico. O aparecimento dessas obras data, aproximadamente, de 1550 a 1300 a.C. Vimos que a história do povo hebreu, protagonizada por Abraão, data de 1700 a.C.

Os cinco livros atribuídos a Moisés são:

GÊNESIS: Trata da origem da Criação, do mundo terreno e do homem. Através de uma narrativa extremamente simbólica, o autor narra as fases do surgimento do Universo, da Terra e de todos os seres animados e inanimados.

ÊXODO: Descreve os principais episódios da libertação do povo hebreu, após 400 anos de escravidão no Egito.

LEVÍTICO: Traz as instruções destinadas à orientação dos cultos entre os seguidores de Moisés e Deus.

NÚMEROS: Relata parte da história da peregrinação dos hebreus, no deserto, em direção à Canaã, a Terra Prometida, e traz informações sobre o censo realizado, apurando as pessoas que fizeram a viagem, depois da fuga do Egito.

DEUTERONÔMIO: É um código de leis, promulgadas por Moisés, com a finalidade de reorganizar a vida social do povo. Neste livro, entre inúmeras outras lei incompatíveis com a realidade de hoje, encontramos a proibição referente ao contato com “os mortos”. Cabe lembrar que, tal prática era muito comum entre os egípcios, sendo realizada de forma fútil e desrespeitosa, o que levou o legislador a proibir essas atividades. Mais tarde, porém, o próprio Moisés, na condição de “morto”, aparece e conversa com Jesus, no episódio da transfiguração, sobre o Monte Tabor.

OS PROFETAS: Também fazem parte do Velho Testamento, um conjunto de 34 livros, referentes aos demais profetas, onde, quase todos, profetizam sobre a vinda de um Grande Espírito, que implantaria o Reino de Deus no coração dos homens de boa vontade. Todas essas previsões realizam-se, integralmente, na pessoa de Jesus Cristo.

O NOVO TESTAMENTO:
Segundo Herculano Pires, em sua obra “A Visão Espírita da Bíblia”, o Novo Testamento, também chamado de Evangelho, não pertence, de fato, à Bíblia. É outro livro, escrito muito mais tarde, reunindo vários escritos sobre Jesus e seus ensinamentos.
A mensagem do Novo Testamento, tem como foco central, a figura de Jesus Cristo – sua vinda, seus atos e sua mensagem. Podemos também encontrar, no Novo Testamento, a narrativa dos discípulos diretos e indiretos, bem como o Livro Profético do Apocalipse que, de forma simbólica, traz profecias referentes ao fim “do velho mundo” e o estabelecimento de um período de regeneração planetária.

CONCLUSÃO:
Neste estudo, buscamos enfocar uma retrospectiva histórica, um panorama da época em que “tudo começou”. Conhecer a origem da Bíblia e a realidade do povo em meio ao qual ela surgiu, se faz necessário para o entendimento de alguns preceitos que, se mal interpretados, podem parecer muito mais do que realmente significam.
Herculano Pires nos esclarece que “pesquisa históricas revelam que os livros da Bíblia têm origem na literatura oral do povo judeu. Só depois do exílio na Babilônia foi que Esdras conseguiu reunir e compilar os livros orais e proclamá-los, em praça pública, como a lei do Judaísmo, ditada por Deus.”
Nosso objetivo, a partir de agora, é centrar nossos estudos no Evangelho Segundo o Espiritismo, baseado, unicamente, no Novo Testamento e, portanto, na figura e na mensagem de Jesus. Oportunamente, incluiremos comentários de Herculano Pires, sobre a visão espírita da Bíblia, onde sustenta a posição de Kardec, quando afirmou que, o que está errado, na Bíblia, é a interpretação que os homens dão a ela.
“Os que souberem levantar o véu da alegoria encontrarão, na Bíblia, os mesmos e eternos princípios esclarecidos, mais tarde, por Jesus e pelo Espírito da Verdade.” (Allan Kardec)

EVANGELHO NO LAR – São textos publicados no blog Mediunidade e Apometria http://mediunidadeeapometria.blogspot.com/ e gentilmente cedidos para nossa coluna
Publicado por: Roberto Barros | 12/10/2009

Obsessão, fascinação, subjugação e possessão

Na atualidade os grupos mediúnicos estão sendo convocados à intensa atividade no setor das desobsessões.

O que é obsessão?
Obsessão é o domínio que alguns Espíritos podem obter  sobre certas pessoas, atravez da invigilancia dos encarnados, que abrem brecha na sua mente e no seu coração, permitindo que os desencarnados menos esclarecidos se infiltrem, com suas mazelas. Pode-se afirmar que o problema da obsessão é uma questão de atitudes mutuamente assumidas, pela similitude de pensamentos, pelas crenças , pelos sentimentos, pelas emoções e pelas diferentes tendências para reagir, é a LEI da Afinidade ou Atração.

Como se dividem as obsessões?
A palavra obsessão é portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenômenos.
Kardec no livro dos médiuns (cap.XXIII)dividiu as obsessões em quatro fases:
-obsessão simples
-Fascinação
-subjugação
-possessão

Obsessão simples
Na obsessão simples, o obsedado tem consciência da interferência de um Espírito enganador, e este, por sua  vez, não se disfarça, não esconde suas intenções e desejos. Todavia vamos esclarecer que “Ninguém está obsedado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso, pois o melhor médium está sujeito a isso, sobretudo, no inicio, quando ainda lhe falta a experiência necessária. A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito para impor sua vontade, da qual não consegue livrar-se a pessoa, sobre quem ele atua. (L.M. cap. XXIII – Item 238). Uma obsessão realmente começa, quando o obsedado não percebe a influencia do obsessor ao seu lado, e, um se compraz no pensamento do outro.

Fascinação
Tem conseqüências muito mais graves. A fascinação é a influencia, sutil e pertinaz, traiçoeira e quase imperceptível, que Espíritos vingativos exercem sobre o individuo. Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do individuo e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar. O encarnado fascinado não se considera enganado. O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o abuso do que escreve ou fala, mesmo quando este salta aos olhos de todos. A ilusão pode chegar ao ponto de levá-lo a considerar sublime a linguagem mais ridícula.Kardec nos alerta que a fascinação é mais comum do que se pensa. No meio espírita ela se manifesta de maneira  ardilosa, através de uma avalanche de livros comprometedores, tanto psicografados como sugeridos a escritores vaidosos, ou por meio de envolvimento de pregadores de instituições que se consideram devidamente assistidos para criticarem a Doutrina e reformularem os seus princípios.

Subjugação
É um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vitima, controlando-lhe a vontade. A subjugação pode ser moral ou corpórea.
No primeiro caso(moral) , o subjugado é levado a tomar decisões freqüentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, considera sensatas: é uma espécie de fascinação. Na subjugação corpórea, o Espírito age sobre os órgãos matérias, provocando movimentos involuntários: Ex. Um individuo, num jantar onde se reunia varias personalidades importantes, de repente é constrangido por uma força irresistível a cair de joelhos diante de uma jovem que não lhe interessava e pedi-la em casamento. (envolvimento moral e corpóreo)

Possessão
Imantação do Espírito a determinada pessoa, dominando-a física e moralmente. Na Gênese (cap. XIV Item 45 a 49), Kardec usa o termo possessão, e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado, distinguindo-a da subjugação. Diz-nos Kardec: “Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispirito, que ele identifica com o do encarnado; este ultimo se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade. Na possessão, em vez de atuar exteriormente, o Espírito livre substitui, por assim dizer, o espírito encarnado. Elege o corpo deste para seu domicilio, sem que, entretanto o espírito encarnado  deixe o corpo definitivamente, o que só ocorre com a morte. A possessão é assim sempre temporária e intermitente, pois um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode operar-se senão no momento da concepção. (GE. Cap.XIV Item 47)

Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão, dizendo que o “Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é mais como na mediunidade falante, em que o espírito encarnado fala, transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado. É este último mesmo quem fala e quem age, e , se alguém o conheceu em vida, reconhecê-lo-á pelo modo de falar, pela voz, pelos gestos e até pela expressão da fisionomia (GE. Cap. XIV –Item 47)

Auto-obsessão
Em Obras Póstumas (Item 58 pg.64) Kardec nos fala sobre auto-obsessão:
É necessário dizer, também, que se acusam, freqüentemente, os Espíritos de fatos estranhos do qual muitas vezes eles são inocentes. Certos estados doentios e certas situações que se atribuem a uma causa oculta, por vezes, devem-se simplesmente ao espírito do próprio encarnado. Kardec finaliza falando “ O homem não raramente é obsessor de si mesmo. Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do espírito do próprio individuo. São doentes da alma”

Como se reconhece quando se esta obsedado? (LM. Cap.XXIII- Item 243)

- Insistência de um Espírito em comunicar-se , queira ou não o médium, seja pela escrita ou psicofonia etc….opondo-se a que outros Espíritos o façam……….

- Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações.

- Crença na infabilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem falsidades e absurdos.

- Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os Espíritos que se comunicam por seu intermediatio.

- Disposição para se afastar das pessoas que podem esclarece-lo.

- Levar a mal a critica das comunicações que recebe

- Necessidade incessante e inoportuna para escrever.

- Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar sem querer.

- Ruídos e transtornos contínuos em redor do médium, causados por ele ou tendo-o por alvo.

Conclusão
A obsessão, portanto, é quase sempre decorrente de uma imperfeição moral, que permite a associação de idéias entre o obsessor e o obsedado, em conseqüência da Lei de Causa e Efeito. Dizem os Espíritos que Deus permite a ação obsessiva, para por o homem à prova da paciência, da perseverança, do aprendizado, do respeito ao próximo e da Fé na Divina Providencia.

Pesquisa enviada por Veronique – Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA
Publicado por: Roberto Barros | 09/10/2009

O significado da vida

É bem provavel que esse vídeo, não seja muito diferente dos inúmeros que você já viu, sobre a Vida e o Propósito do PAI,  mas, certamente é entre todos o que mais irá lhe dizer ao coração – Descubra porque!

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Publicado por: Roberto Barros | 04/10/2009

03 de Outubro – Aniversário de ALLAN KARDEC

Allan Kardec53 anos depois do seu nascimento (18 de abril de 1857) raiou para a humanidade a “Era Espírita”, ao surgirem nas prateleiras das livrarias os primeiros volumes de “O Livro dos Espíritos”.

No dia 3 de outubro de 1804, às dezenove horas, na casa do magistrado Jean-Baptiste-Antoine Rivail localizada na cidade de Lyon à Rua Sala, 76, na França, sua esposa Jeanne Louise Duhamel dava à luz uma criança do sexo masculino. Era Denizard-Hippolyte-Léon Rivail.

FORMAÇÃO ESCOLAR E O INSTITUTO DE YVERDUN
Desde pequeno o menino Rivail revelou-se bastante inteligente e sagaz observador, sempre compenetrado de seus deveres e responsabilidades, denotando franca inclinação para as ciências e para os assuntos filosóficos. Seus primeiros estudos foram realizados em Lyon, sua cidade natal. Mais tarde, com a idade de 10 para 11 anos, Rivail foi enviado para Yverdun, na Suíça, para completar e enriquecer sua bagagem escolar.

O Instituto de Yverdun, que funcionava no castelo construído em 1135 pelo duque de Zähringen, era freqüentado todos os anos por grande números de estrangeiros, pois era tido como a escola modelo da Europa; era dirigido pelo professor-filantropo de nacionalidade suíça Johann Heinrich Pestalozzi, cujo apostolado pedagógico era bastante conhecido, o que lhe conferiu o cognome de “O Educador da Humanidade”.

Línguas, raças, crenças, culturas e hábitos diferentes ali se misturavam, aprendendo as crianças e os jovens, na vivência escolar, a lição da fraternidade, da igualdade e da liberdade.

Pestalozzi pregava que o amor é o eterno fundamento da educação. Em seu Instituto não havia castigos ou recompensas. O ensino era heurístico: aquele em que o aluno é conduzido a descobrir por si mesmo, tanto quanto possível por seu esforço pessoal, as coisas que estão ao alcance de sua inteligência.

A história, a literatura, todos os ramos dos conhecimentos humanos eram ensinados em Yverdun, dentre os quais descrevemos alguns: NOÇÕES GERAIS, PORÉM EXATAS, DE MINERALOGIA, BOTÂNICA, ZOOLOGIA E ANATOMIA COMPARADA; UM CURSO ABREVIADO DE HISTÓRIA NATURAL; ELEMENTOS DE FISIOLOGIA E PSICOLOGIA; LIÇÕES DE FÍSICA EXPERIMENTAL E DE QUÍMICA; ESTUDO DE LINGUAS MORTAS OU ANTIGAS (principalmente o grego e o latim); LÍNGUAS ATUAIS DA ÉPOCA (italiana, inglesa, francesa, alemã e outras); ESTUDO GERAL DE MATEMÁTICA (dividido em quatro seções: CÁLCULO TEÓRICO E PRÁTICO, e ARITIMÉTICA SUPERIOR; ÁLGEBRA, OU ARITIMÉTICA LITERAL E UNIVERSAL; GEOMETRIA; MECÂNICA, COM NOÇÕES DE ASTRONOMIA E GEOGRAFIA MATEMÁTICA.

Vale a pena saber que o Instituto de Yverdun possuía em média 150 alunos que se obrigavam a uma carga horária diária de 10 horas. Aos domingos, numa assembléia geral, passava-se em revista o trabalho da semana. Pestalozzi dava também bastante importância ao canto: cantava-se nos intervalos das lições, nos recreios e nos passeios. A música e o canto adquiriram ali grande impulso entre 1816 e 1817 com o notável compositor suíço Xaver Schnyder von Wartensee.

Pestalozzi foi um tipo de cristão sempre zeloso, mas eqüidistante do misticismo, dos preconceitos e das paixões religiosas, apesar de pertencer à Igreja reformada.

Acredita-se que Pestalozzi tivesse alguma noção da vida após a morte, pois numa carta que escreveu à sua amiga condessa Franziska Romana von Hallwyl, que procurara consolá-lo da dolorosa perda de um professor, o pedagogo lhe disse, confiante: “Vossa fidelidade e vossa amizade a seguirão no outro mundo, nós a reencontraremos e juntos nos rejubilaremos com alegria.”

O ALUNO RIVAIL
Assim, depois de algumas informações sobre o ambiente em que Rivail estudou e se educou, voltamos a falar sobre a sua pessoa ainda como jovem escolar lionês.
Dotado da avidez de saber e de agudo espírito observador, adquiriu ele desde cedo o hábito da investigação . Contam alguns biógrafos que, quando estudava Botânica, Denizard se interessava tanto que passava um dia inteiro nas montanhas próximas a Yverdun, com sacolas às costas, à procura de espécimes para o seu herbário.
Aos quinze anos, Rivail já conhecia as divergências religiosas observadas no próprio corpo docente, com alunos católicos romanos e ortodoxos, bem como protestantes de diferentes seitas, a se desentenderem sobre a interpretação dos textos escriturísticos, sobre a validade dos dogmas e de outras questões, embora, no fundo, todos formassem uma família unida pelos laços de amizade que sadio companheirismo gerara. Tudo isso levou Denizard a conceber, já naquela idade, a idéia de uma reforma religiosa, com o propósito de conseguir a unificação das crenças.

DE YVERDUN A PARIS
Embora não se possa afirmar, presume-se que Rivail tenha permanecido no Instituto de Yverdun até 1822, talvez desempenhando a função de submestre, senão, mestre, mesmo, seguindo depois para Paris – à Rua Harpa, 117, um dos principais eixos da vida universitária parisiense, onde ficava situado o Liceu Saint-Louis (antigo “Collège d’Harcourt”), estabelecimento escolar respeitado da Universidade. Lá, Denizard encontraria excelentes oportunidades para continuar suas atividades educacionais.

RIVAIL E AMÉLIE BOUDET
Vivendo em Paris, no mundo das letras e do ensino, Rivail conheceu a Srta. Amélie Boudet. De estatura baixa, bem proporcionada, de olhos pardos e serenos, gentil e graciosa, vivaz nos gestos e na palavra, denunciando penetração de espírito, Amélie nasceu em Thiais, comuna do departamento parisiense de Val-de-Marne, a 23 de novembro de 1795. Filha única de Julien-Louis Boudet, proprietário e tabelião, homem portanto bem colocado na vida, e de Julie-Louise Seigneat de Lacombe, recebeu na pia batismal o nome de Amélie-Gabrielle Boudet.
Após cursar a escola primária, a jovem estabeleceu-se em Paris com a família, ingressando numa Escola Normal, de onde saiu diplomada professora de 1ª classe. Alguns documentos revelam que a Senhorita Amélie também fora professora de Letras e Belas-Artes. Culta e inteligente, chegou a dar à luz três obras, assim nomeadas: “Contos Primaveris”, 1825; “Noções de Desenho”, 1826; “O Essencial em Belas-Artes”, 1828.
Em 6 de fevereiro de 1832, Denizard e Amélie firmam o contrato de casamento. Agora viveriam juntos sobre o mesmo teto até que a morte os separasse.

O POLIGLOTA
Rivail possuía uma instrução extensa e variada, conhecia também outros idiomas: o Alemão – sua língua adotiva; o Inglês, Holandês, como também eram robustos seus conhecimentos do Latim, do Grego, do Gaulês e de algumas línguas latinas nas quais se exprimia corretamente.

RIVAIL TERIA SIDO MÉDICO?
Apesar de alguns biógrafos dizerem que Rivail teria sido médico, podemos dizer que houve um mau entendido; analisemos o que escreveu André Moreil, biógrafo de Allan Kardec no livro “Vida e Obra de Allan Kardec”, 1977, Editora EDICEL, página 23:
“… fez (Rivail) estudos médicos como os primeiros Pestalozzi originários de Lyon e colheu em seus estudos sobre a eletricidade provas da existência Espírita.”
Porém, em outro capítulo Moreil fala de outra maneira. Vejamos o que se lê na página 32:
“Consta que teria estudado medicina e até mesmo sustentado tese, aliás com muito brilho. Para nós subsiste a dúvida. É certo que o jovem Rivail tinha boa cultura humanista, e grande desejo de aprender. Interessava-se pelas “humanidades”, como pelas “ciências”: entre estas, a Física, a Química e a Geologia; a Biologia também, com certeza. Mas isso não autoriza dizer que estudou Medicina nem defendeu tese. É possível que, de volta de Yverdun, o jovem lionês tivesse freqüentado a Faculdade de Medicina da sua cidade natal ([1]). Parece, todavia, que o estudo dessa disciplina não lhe suscitou entusiasmo, pois nunca se referiu a ela em seus escritos. Apenas uma vez, ao tratar do magnetismo animal, declarou que o estudo da Medicina o interessara, trinta anos antes, o que corresponde ao seu período estudantil.”
Assim, faz-se necessário desfazer essa confusão, já que Rivail se referiu ao Magnetismo e não à Medicina convencional. Em artigo da “Revista Espírita” de junho de 1858 intitulado “Os Banquetes Magnéticos” lê-se esta frase escrita por Kardec: “Em nossa opinião a ciência magnética, que professamos há 35 anos…”.
Podemos observar com isso que Kardec não escreveu estudo de medicina e, sim, ciência magnética, que professara havia 35 anos (e não 30, como quer Moreil). Poderíamos ainda descrever trechos de outros biógrafos; chegaríamos, porém, à mesma conclusão: que Kardec jamais foi médico.

RIVAIL E A MAÇONARIA
É necessário, também, desfazer outro equívoco: que Rivail tivesse sido maçom. Fazendo uma pesquisa na coleção da Revista Espírita, 1858-1869, conclui-se que apenas existiram, entre Denizard e a Maçonaria, afinidades de princípios e ideais, sem jamais haver ele ingressado em loja alguma. Acreditamos que nada modificaria, tanto para mais como para menos, a pessoa do biografado se tivesse ele abraçado a Maçonaria. É necessário, porém, eliminar os exageros para que a verdade triunfe.

O PROFESSOR RIVAIL E SUAS OBRAS
Em Paris Rivail fundou um Instituto Técnico na rua Sevres, 35, nos mesmos moldes daquele de Pestalozzi. No ano de 1824, Denizard, ou melhor, Professor Rivail, publica seu primeiro livro que era dividido em volumes e tinha como título: Curso Prático e Teórico de Aritmética. Além deste, o Prof. Rivail publicou, até o ano de 1849, os seguintes livros: Plano para o Melhoramento da Instrução PúblicaGramática Clássica da Língua Francesa; Qual o Sistema de Estudos mais Adequado à Época?; Manual dos Exames para Certificado de Capacidade; Soluções Racionais de Perguntas e Problemas de Aritmética e Geometria; Catecismo Gramatical da Língua Francesa; Programa dos Cursos Ordinários de Química, Física, Astronomia e Fisiologia; Pontos para os Exames na Municipalidade e na Sorbone; Instruções Sobre as Dificuldades Ortográficas.

DENIZARD E O MAGNETISMO
Rivail tomou contato com o magnetismo no ano de 1823, ou talvez mesmo um pouco antes; porém, foi em Paris que sua curiosidade foi despertada para esta ciência, quando o marquês de Puységur – juntamente com d’Eslon, professor e regente da Faculdade de Medicina de Paris, mais o sábio e naturalista Deleuze -, deu novos rumos a esta ciência através da modificação dos métodos de Mesmer, que culminaram na descoberta do sonambulismo provocado. Denizard refere-se elogiosamente a esses magnetistas franceses, ombreando-lhes outros nomes, como o do barão Du Potet e o do Sr. Millet.
Rivail estudou criteriosamente essa disciplina, tendo devorado grande número de obras favoráveis e contrárias escritas por homens de evidência. Diz Anna Blackwell, no prefácio à sua tradução inglesa de “O Livro dos Espíritos”, que Rivail tomou parte ativa nos trabalhos da Sociedade de Magnetismo de Paris, uma das mais importantes da França. Fez muitos amigos nessa corrente de idéias, dentre eles o magnetizador Sr. Fortier.

AS MESAS GIRANTES
Contava Rivail 51 anos de idade em 1854 quando, através do Sr. Fortier, tomou conhecimento de certos fatos Espíritas. Disse-lhe o interlocutor:
- “Sabe o senhor da singular propriedade que acabam de descobrir no magnetismo? Parece que não são unicamente os indivíduos que se magnetizam, mas também as mesas, que podem girar e andar à vontade.”

- “É extraordinário, não há dúvida” – respondeu Rivail. “Mas em rigor é um fato que não parece radicalmente impossível. O fluido magnético, que é uma espécie de eletricidade, pode muito bem atuar sobre os corpos inertes e fazê-los moverem-se.”
Informado, pouco tempo depois, pelo mesmo Sr. Fortier, de que mesas magnetizadas – chamadas na época de “mesas girantes” -,  podiam mover-se e que davam respostas quando inquiridas, a atitude de Rivail foi de absoluta descrença:
- “Isto é uma outra questão. Só acreditarei vendo, e quando me provarem que a mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode tornar-se sonâmbula. Até lá, permita-me que considere isso um conto para fazer-nos dormir em pé.”
Rivail aceitava a possibilidade do movimento por uma força mecânica, mas, ignorando a causa e a lei do fenômeno, parecia-lhe absurdo atribuir inteligência a uma coisa puramente material. Estava ele na posição dos incrédulos desta nossa época (2004), que negam porque apenas presenciam um fato que não compreendem. Vivia-se numa época em que o fato era ainda inexplicado, aparentemente contrário às leis da Natureza, o que sua razão lhe impedia aceitar. Ainda não havia visto nem observado nada. As experiências feitas na presença de pessoas de caráter e dignas de toda a confiança lhe confirmavam a possibilidade do efeito puramente material, porém, a idéia de uma mesa falante não lhe podia ainda fazer sentido.

O EPISÓDIO HYDESVILLE: PONTO DE PARTIDA DAS MESAS GIRANTES
As sessões com a “mesa girante” tiveram início nos Estados Unidos da América, com as célebres irmãs Fox. Segundo Jorge Rizzini, os Fox eram originários do Canadá, pois os Arquivos Históricos da Cidade de Nova Iorque (consultados por ele) atestam que a médium Margareth Fox nascera em Bath, uma vila próxima da cidade de Kingston, na província de Ontário, no dia 7 de outubro de 1833.
Vale a pena saber que Margareth, nessa época, tinha a idade de 14 anos; Katerine, a caçula, 11 anos; e Leah, que já lecionava piano em Rochester, era 23 anos mais velha que Margareth. Não possuímos informações dos outros irmãos, apenas sabemos que eram em seis, também canadenses, e que David era o único do sexo masculino.

John D. Fox, o pai, era campesino e pastor da Igreja Episcopal Metodista. Ele e sua família recém chegados do Canadá desembarcaram em Hydesville, no Condado de Wayne, Estado de Nova Iorque, no dia 11 de dezembro de 1847. John acomodou sua família em uma casa de madeira humilde, praticamente idêntica a todas as outras da região. A casa em que se instalaram não era bem vista pela população da cidade. Diziam que era “mal assombrada”. Inquilinos anteriores haviam ouvido ruídos estranhos e visto móveis se moverem sem nenhum contato humano; além disso, vultos também eram vistos.

Hannah Weeckman, ex-inquilina da casa, citada no livro “História do Espiritismo” de Arthur Conan Doyle, deu o seguinte testemunho: “Meu marido, eu e a empregada nos levantamos imediatamente para ver o que se passava. Ela sentou-se na cama em prantos e nós custamos a verificar o que se passava. Disse ela que algo se movimentava acima de sua cabeça e que sentia um frio sem saber o que era. Disse havê-lo sentido sobre ela toda, mas que ficara mais alarmada ao senti-lo sobre o rosto.”

Lucretia Pulver, empregada do casal Bell que, em 1844, habitara a casa, deu também seu testemunho: “A Srta. Aurélia Losey ficou comigo naquela noite; ela também ouviu o barulho e ambas ficamos muito assustadas; levantamo-nos, fechamos as janelas e trancamos a porta. Parece que alguém andava pela despensa, na adega, e até no porão, onde o barulho cessava.” Era esta a situação da casa, quando o pastor John D. Fox nela se instalou com sua família.

John atribuía os ruídos à madeira com a qual a casa fora construída e aos ratos existentes na adega. Porém, na noite do dia 31 de março, foram ouvidos ruídos com maior intensidade por todos os lados da casa e, segundo a Sra. Fox, “produziam um certo movimento nas camas e cadeiras, a ponto de notarmos quando deitadas”. O pastor John Fox, acreditando que alguém estivesse brincando consigo, saiu pé ante pé e examinou a casa pelo lado de fora e, depois, intrigado, todos os compartimentos da casa. Nada encontrou; estava tudo normal, porém, os ruídos, inclusive de passos, prosseguiam, e todos puderam ouvir.

Naquela noite, Katerine, a filha mais nova, desafiou a força invisível. Bateu um certo número de palmas. E soou na parede de madeira, imitando-a, o mesmo número de pancadas. Quando ela parou, o som logo parou. Então Margareth disse brincando: “Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três, quatro”. E bateu palmas. Então os ruídos se produziram como antes. Margareth teve medo de repetir o ensaio. Então Katerine, ou Kate, como seus familiares a chamavam, disse, na sua simplicidade infantil: “Oh! Mamãe! Eu já sei o que é. Amanhã é o dia 1º de abril e alguém quer nos pregar uma peça!”

Estava, assim, estabelecida a telegrafia espiritual. A Sra. Fox, ao lado do marido, pediu ao “espírito batedor” que dissesse a idade de cada um de seus filhos. O resultado do teste espantou a todos. Batidas se fizeram ouvir de forma que, a cada seqüência de batidas que correspondia a idade de cada um, era feita uma pausa. Insistiu a Sra. Fox, perguntando se era um ser humano que conversava com ela. O silêncio se fez angustiante. Perguntou se era um Espírito, e fortes batidas se fizeram ouvir por toda a casa.

A Sra. Fox, continuou a perguntar: “Se for o Espírito de um assassinado dê duas pancadas.” Duas pancadas foram ouvidas. John Fox foi rápido chamar a Sra. Redfield, sua vizinha, que fez um novo teste; perguntou que idade tinha ela, e obteve do Espírito a resposta correta. Entrou na casa o casal Duesler, e estabeleceu-se uma linguagem através de código, onde a letra A correspondia a uma pancada, B a duas, e assim por diante.

O Espírito chamava-se Charles B. Rosma; fora mascate; seu assassino chamava-se Bell, antigo morador daquela casa; assassinara-o para lhe roubar quinhentos dólares com uma faca de açougueiro, dando-lhe um golpe na garganta; o corpo fora levado à adega e, na noite seguinte, enterrado ali mesmo.

Foi se formando à porta da casa dos Fox uma fila de aproximadamente trezentas pessoas e o Espírito Charles Rosma deu prova de sua presença. No dia seguinte, David Fox, acompanhado de outras pessoas, fez as primeiras escavações, descobrindo ossos e cabelos. Exatamente em 1904, portanto 56 anos depois, encontrou-se um esqueleto humano ao lado de uma lata que pertencera ao mascate. Os fatos vieram confirmar a estranha denúncia de um morto que, do outro lado da vida, se utilizava de uma lei natural, desconhecida pelo homem, para relatar uma ação criminosa de que fora vítima.

Disseram os Espíritos que esse fato era o início de um movimento de caráter praticamente universal, para unir os homens, convencer as mentes para a imortalidade da alma, despertar a Humanidade para a vida espiritual.

Convém reconhecer aqui a envergadura moral do casal Fox. Contrariados e perseguidos pela Igreja Metodista a que pertenciam, preferiram de lá ser expulsos, a negar os fenômenos espíritas. Eles não abdicaram da verdade de que foram testemunhas. Este acontecimento repercutiria na Europa, despertando as consciências e, ao lado dos fenômenos das “mesas girantes”, prepararia o advento do Espiritismo.

RIVAIL E AS MESAS GIRANTES
Foi em 1855, conversando com Sr. Carlotti, outro magnetista, que lhe falou outra vez, e com grande entusiasmo, desses fenômenos, que Rivail sentiu idéias novas lhe despertarem na mente.  No entanto, o Sr. Carlotti era corso, de natureza ardente e enérgica. Denizard apreciava nele as qualidades que distinguem uma grande e bela alma, contudo, desconfiava de sua exaltação. Fora ele o primeiro a falar-lhe da intervenção dos Espíritos, e contou-lhe tantas coisas fantásticas que ao invés de convencer Rivail, aumentou-lhe as dúvidas.
Um pouco mais de um ano se passara, era num dia de maio de 1856, estava Rivail na casa da sonâmbula Sra. Roger com o Sr. Fortier, seu magnetizador. Encontrou ali o Sr. Pâtier e a Sra. Plainemaison, que lhe falaram sobre os fenômenos, desta vez sem exaltação. O Sr. Partier era um funcionário público, homem de meia idade, instruído, sério e calmo. Sua linguagem era pausada e isenta de entusiasmos. Pois bem: foi o Sr. Partier que causou uma viva impressão em Rivail que, convidado a assistir a uma das experiências realizadas na casa da Sra. Plainemaison, à Rua Grange-Batelière, 18, aceitou pressuroso. O encontro foi marcado para uma terça feira, às 20 horas.
Rivail assiste pela primeira vez, na casa da Sra. Planemaison, e testemunha o fenômeno das “mesas girantes” que saltavam e corriam, em condições tais que era impossível haver dúvidas. Presenciou alguns ensaios, ainda bastante imperfeitos, da escrita mediúnica em uma ardósia com o auxílio de uma cesta. Com as idéias ainda indefinidas, Rivail raciocinava. Ali estava um fato que devia ter uma causa. Entreviu debaixo daquela aparente futilidade e da espécie de diversão dos que se utilizavam daqueles fenômenos algo sério, como se fosse a revelação de uma nova lei. Prometeu a si mesmo que iria investigar os fenômenos a fundo.

AS MÉDIUNS SRTAS. BAUDIN
Dentro de pouco tempo, surgiu uma oportunidade de Rivail proceder a observações diretas: numa das reuniões da Sra. Planemaison conheceu a família Baudin, que morava na Rua Rochechouart. O Sr. Baudin convidou-o para ir assistir às sessões que se realizavam semanalmente em sua casa. Aceitou, e tornou-se um freqüentador assíduo das reuniões.
Eram as reuniões bem freqüentadas e, além dos assistentes habituais, era admitido sem dificuldade quem quer que o pedisse. Os dois médiuns utilizados eram as Srtas. Baudin, que escreviam em uma ardósia com o auxílio de uma cesta chamada de “cesta pião” ou cesta de bico” ([2]). Esse método exigia o concurso de duas pessoas para excluir qualquer possibilidade de participação das idéias de cada um dos médiuns. Foi assim, que Rivail, presenciou comunicações seguidas constando de respostas dadas a questões propostas, e muitas vezes a perguntas feitas mentalmente, que faziam perceber, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha.

ZÉFIRO, O ESPÍRITO
A curiosidade e o entretenimento moviam os assistentes. O Espírito que se manifestava dava o nome de Zéfiro, o que estava bem de acordo com o seu caráter e o da reunião. Porém era um Espírito muito bom, e declarava-se protetor da família Baudin. Muitas vezes sabia fazer rir, outras vezes, dava bons conselhos e não perdia oportunidade de se utilizar do dito mordaz e espirituoso. Rivail travou com ele boas relações, dando-lhe constantemente provas de grande simpatia. Zéfiro não era um Espírito muito adiantado, porém, assistido mais tarde por Espíritos superiores, ajudou Rivail em suas primeiras obras. Depois de dizer que ia reencarnar, nunca mais se ouviu falar dele.

PRIMEIROS ESTUDOS SOBRE ESPIRITISMO
Foi ali, nas reuniões da casa da família Baudin, que Rivail fez os primeiros estudos sérios sobre o Espiritismo, mais pelas observações que pelas revelações. Aplicou a essa nova ciência, como sempre fizera, o método da experimentação. Nunca se utilizou de teorias preconcebidas. Observava, comparava e deduzia as conseqüências. Era através dos efeitos que procurava se aproximar das causas. Deduzia pelo encadeamento lógico dos fatos. Só admitia uma conclusão como válida quando esta conseguia resolver todas as dificuldades da questão – procedimento este que utilizou também em seus trabalhos anteriores desde a idade de 24 anos.

Compreendeu Rivail, desde o início, a importância da pesquisa que estava empreendendo. Enxergou naqueles fenômenos a chave do problema do passado e do futuro da Humanidade, tão confuso e controvertido – a solução do problema que havia buscado durante toda a sua vida. Era preciso agir com prudência e não se deixar levar por ilusões.

Um dos primeiros resultados de suas observações foi descobrir que os Espíritos, nada mais sendo que as almas dos homens, não possuíam nem a suprema sabedoria nem a suprema ciência. Que seu saber era limitado ao grau de seu adiantamento e que sua opinião só tinha o valor de uma opinião pessoal. Esta verdade, reconhecida desde o início, o livrou do grande perigo de acreditar em sua infalibilidade, impedindo-o de formular teorias prematuras baseadas no que dizia um ou no que diziam outros.

As sessões da casa do Sr. Baudin, que até aquela data não tinham tido uma finalidade determinada, agora aconteciam de forma organizada e útil; as frivolidades desapareceram. Rivail tomou a seu cargo procurar resolver problemas interessantes sob o ponto de vista da Filosofia, da Psicologia e da natureza do mundo invisível. A cada sessão levava consigo perguntas preparadas e metodicamente dispostas que eram sempre respondidas com precisão, profundidade e lógica. Se acontecia de Rivail faltar a uma dessas sessões, as pessoas ficavam sem saber o que fazer, pois as perguntas fúteis perderam seu atrativo para a maioria dos freqüentadores.

COMEÇA A SURGIR O LIVRO DOS ESPÍRITOS
A princípio, Rivail só tinha em mente se instruir. Porém mais tarde, quando viu que aquelas comunicações formavam um conjunto e tomavam proporções de uma doutrina, teve a idéia de publicá-las para que todos se instruíssem. Foram aquelas mesmas questões que, desenvolvidas e completadas, constituíram a base do “O Livro dos Espíritos”.

DE RIVAIL A KARDEC
Em 1856, o professor Rivail recebe dos Espíritos a revelação do trabalho que tem de desenvolver na Terra. E assim surge o pseudônimo Allan Kardec, com o intuito separar das obras pedagógicas escritas pelo professor Rivail, as obras da codificação que eram feitas agora pelo Sr. Allan Kardec. O pseudônimo foi escolhido porque correspondia a um nome que teria usado em uma encarnação pregressa revelada por um Espírito que dizia conhecê-lo de remotas existências, uma das quais passada no mesmo solo da França, onde a sua individualidade tinha revestido a personalidade de um druida chamado Allan Kardec.

INÍCIO DA ERA ESPÍRITA
A 18 de abril de 1857 raiou para a humanidade a “Era Espírita”, ao surgirem nas prateleiras das livrarias os primeiros volumes de “O Livro dos Espíritos”.
Em 1° de janeiro de 1858 circula o primeiro número da “Revue Espirite” (Revista Espírita), editada em Paris por Allan Kardec; no mesmo ano foi publicado o livro “Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas”, e, ainda nesse profícuo 1858, exatamente a 1° de abril, é fundada a “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”.
Em 1859 surge o livro “O que é o Espiritismo”. A 16 de setembro de 1860 A. Kardec publica a “Carta sobre o Espiritismo”, em resposta a um artigo publicado na “Gazette de Lyon”. No mês de janeiro de 1861, Allan Kardec lança a público “O Livro dos Médiuns” e, ainda nesse ano, no dia 9 de outubro às 10:30 horas da manhã, em Barcelona, Espanha, são queima­dos num auto de fé trezentos volumes e brochuras sobre Espiritismo, entre eles “O Livro dos Espíritos”.
Em fevereiro de 1862, Kardec publica “O Espiritismo na sua Expressão mais Simples”, e também neste mesmo ano, “Viagem Espírita em 1862″.
Em 1864 são editadas as seguintes obras: “Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas” ou “Primeira Iniciação” e “Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo”, chamado posteriormente de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
No dia 1º de agosto de 1865 é publicado o livro “O Céu e o Inferno”, ou a “Justiça Divina Segundo o Espiritismo”. No ano de 1866 surge a “Coleção de Preces Espíritas”, um extrato do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
Em 1867 vem a público “Estudo a cerca da Poesia Medianímica” e, em 1868, Kardec lança “A GêneseOs Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo”, e o livro “Caracteres da Revelação Espírita”.

RETORNO A PATRIA ESPIRITUAL
Depois deste grandioso trabalho, no dia 31 de março de 1869, com 65 anos de idade, em Paris, vítima da ruptura de um aneurisma, Allan Kardec retorna à Pátria Espiritual. Sua missão se completa, no entanto, somente no ano de 1890, quando é editado o livro “Obras Póstumas”, reunindo os últimos escritos do grande Codificador.

BIBLIOGRAFIA
Allan Kardec – Zêus Wantuil e Francisco Thiesen – Edições FEB;
Vida e Obra de Allan Kardec – André Moreil, 1977 – Editora EDICEL
O Principiante Espírita – Júlio de Abreu Filho – Editora Pensamento
História do Espiritismo – Arthur Conan Doyle – Editora Pensamento
Kardec, Irmãs Fox e outros – Jorge Rizzini – Editora Eldorado Espírita de São Paulo
Grandes Vultos do Espiritismo – Paulo Alves de Godoy – Edições FE­ESP
Espiritismo Básico – Pedro Franco Barbosa – Edições FEB
Revista Informação N.35
Obras Póstumas – Allan Kardec – LAKE – Livraria Allan Kardec Editora

Pesquisa enviada por Veronique – Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA

Fonte:  Elio Mollo – http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A ERA DO ESPIRITO – Portal/ARTIGOS/Artigos E/ALLANKARDEC.html – Colaborou no desenvolvimento ortográfico deste texto Maria Luiza Palha

Publicado por: Roberto Barros | 25/09/2009

O Sono

Porque é importante para nós encarnados ter boas horas de sono?

Podemos dizer que são duas as finalidades do sono: proporcionar ao corpo oportunidade de recuperar energias e libertar parcialmente nosso espírito, facultando-lhe  novas experiências.

Tão logo adormecemos, o nosso espírito se afasta do nosso corpo físico e vai percorrer as regiões de sua preferência conforme seu grau evolutivo.

Vamos exemplificar:
-Há espíritos que na hora do sono continuam a tratar de seus negócios e a preocuparem-se com seus problemas materiais, exatamente como quando acordados. Esses espíritos em nada beneficiam dos momentos de liberdade espiritual que o sono lhes concede.

Há espíritos que na hora do sono, ficam presos as suas moradias e não se afastam de suas casas. Também não beneficiam dos momentos de liberdade espiritual.

Outros dão vazão aos seus instintos, como vícios, crimes, etc. Mas, a hora do sono também favorece os nossos encontros com nossos entes queridos que já partiram e os bons espíritos, como nosso anjo da guarda e todos que simpatizam conosco.

Quantos encontros, durante a noite realiza a nossa alma com amigos e desafetos, com entidade inferiorizadas ou alma superiores, provocando um despertar suave e esperançoso, inquieto ou sufocante. Cabe a nos, portanto, manter os nossos pensamentos vigilantes e equilibrado durante o dia, para podermos usufruir uma boa noite de sono.

Sonhos: Basicamente vivemos duas vidas
Uma quando nosso corpo repousa e outra quando ele esta em atividade.

É durante o sono,quando o espírito se afasta do corpo físico e ingressa no mundo espiritual,que ocorrem os sonhos. Geralmente temos sonhos imprecisos, frequentemente interrompidos por cenas e paisagens inteiramente estranhas, sem o mais elementar sentido de ordem e sequencia.  São os sonhos comuns e mais freqüentes.

Kardec nos relata no livro dos espíritos (cap.VIII)  A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas falhas decorrentes da lembrança incompleta do que nos apareceu no sonho. Tal como um relato ao qual se tivessem omitido frases ou partes de frases aos acaso: os fragmentos restantes, sendo reunidos, perderiam toda significação racional.

Do livro O espiritismo aplicado do Eliseu Rigonatti (pg.17 a lembrança dos sonhos). Quando o espírito semiliberto do corpo pelo sono observa uma cena, um acontecimento, ou nele tomar parte, ao voltar para o corpo trazendo a lembrança, traduz o que viu por imagens que lhe são familiares. Como uma criança que ao descrever para um adulto um fato que presenciou, serve-se de seu reduzido vocabulário. Daí por vezes as descrições cômicas, absurdas, incompreensíveis dos nossos sonhos……..

Entretanto, para que lembremo-nos de qualquer fato que presenciamos no plano espiritual, é necessário que tal fato nos tenha impressionado fortemente a fim que nosso espírito possa conservá-lo na mente, quando regressamos ao corpo de carne.

Kardec, nos diz também, que as antipatias sem motivo aparente, que sentimos por certas pessoas sem as conhecermos, é porque espiritualmente já as vimos e sabemos quem elas são.

Ele nos relata também que o sono influi mais do que pensamos, sobre nossas vidas.

Porque temos pesadelos?
Os pesadelos não são mais, que encontros com os nossos desafetos desta vida ou de vidas passadas.

Porque às vezes acordamos cansados?
A atividade do espírito, durante o sono pode cansar o corpo, pois esta ligado a ele como um balão amarrado ao poste.(pelo cordão de prata). Assim, como o balão pode sacudir o poste, a atividade do espírito reage sobre o corpo, e pode produzir-lhe cansaço.

Podemos concluir que os sonhos em sua generalidade, não representam como muitos pensam uma fantasia das nossas almas. Eles (sonhos) nos revelam que temos uma atividade extracorpórea, que nos traz sensações e impressões de ordem psicológica e fisiológica.

“Quando retornamos com boas lembranças dos sonhos, trazemos um grande reservatório de forças. Mais que um bom descanso para o espírito, o bom sono é saudável estimulo para vida do nosso corpo, abrindo e ampliando os sentidos espirituais.” Mulford, Prentice – Nossas forças mentais

Veronique P. de Masredon- Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA

Bibliografia
- O pensamento de Emmanuel – Martins Peralva
- O espiritismo aplicado – Eliseu Rigonati
- O livro dos espíritos – Allan Kardec

Publicado por: Roberto Barros | 25/09/2009

Festa de Cosme e Damião – 27 de setembro

Quando falamos na linha das crianças, estamos falando de uma das linhas mais próximas do divino criador.

O nome Cosme significa “o enfeitado” e Damião, “o popular”.

São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de umbanda, em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces, assim como todos os servidores dos orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos orixás.
Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança é necessário muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida os “meninos” são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as “meninas” são mais quietas e calminhas.

Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc. estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles tem de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.
Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente é atendido de maneira bastante rápida, entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a “brincadeira” (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão “engraçada” assim. Quando falamos na linha das crianças, estamos falando de uma das linhas mais próximas do divino criador.
Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas, como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.
Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões, preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.
Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas e não se calam quando em consulta, pois, nos alertam sobre eles.

Esses espíritos, manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios orixás que os regem. O povo d’água são entidades encarregadas da limpeza e descarga fluídicas astral dos filhos de fé, dos terreiros ou lares. Ajudam muito em problemas relativos a casamento.

História

Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma como morreram. Seu culto já estava estabilizado no Mediterrâneo no século V. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma, onde foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS – Cosme e Damião.

Alguns relatos atestam que eram originários da Arábia, mas de pais cristãos. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Depois de mortos, apareceram materializados ajudando crianças que sofriam violências. Ao gêmeo Acta é atribuído o milagre da levitação e ao gêmeo Passio a tranqüilidade da aceitação do seu martírio. A partir do século V os milagres de cura atribuídos aos gêmeos fizeram com que passassem a ser considerados médicos, pois, quando em vida, exerciam a medicina na Síria, em Egéia e Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.

No Brasil, em 1530, a igreja de Iguaraçu, em Pernambuco, consagrou Cosme e Damião como padroeiros. No dia 27 de setembro, quando é realizada a festa aos santos gêmeos, as igrejas e os templos das religiões afro-brasileiras são enfeitados com bandeirolas e alegres desenhos.

No candomblé, são associados aos “ibejis”, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas.

Oração a São Cosme e São Damião

Amados São Cosme e São Damião,
Em nome do Todo-Poderoso
Eu busco em vós a bênção e o amor.

Com a capacidade de renovar e regenerar,
Com o poder de aniquilar qualquer efeito negativo
De causas decorrentes
Do passado e presente,
Imploro pela perfeita reparação
Do meu corpo e
Dos meus filhos
(………………………………………..)
nome dos filhos
E de minha família.

Agora e sempre,
Desejando que a luz dos santos gêmeos
Esteja em meu coração!
Vitalize meu lar,
A cada dia,
Trazendo-me paz, saúde e tranqüilidade.

Amados São Cosme e Damião,
Eu prometo que,
Alcançando a graça,
Não os esquecerei jamais!
Assim seja,
Salve São Cosme e Damião,
Amém!

[Ao alcançar a graça, fazer um bolo ou oferecer uma festa às crianças de rua, orfanatos ou creches.]

Fonte: Baseado na publicação da Casa Branca de Oxalá Templo Umbandista e Terra Esotérico

Publicado por: Roberto Barros | 25/09/2009

Afinidade

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamento, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.
De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos. Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

  • Somos afetados pelas…
  • vibrações de paisagens,
  • pessoas
  • e coisas que nos cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.

Pensamentos ampliam pensamentos.
Demoramo-nos com quem se afina conosco.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.

Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.  Dai, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

  • Servir é elevar-se.
  • Aprender é conquistar novos horizontes.
  • Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contacto com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

ROTEIRO –  10a ed. – Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel

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