O real sentido do yoga

Slide2O yoga, ou a yoga (no português essa é uma palavra comum de dois gêneros) tem sua etimologia no sânscrito, da raiz “yuj” que quer dizer “união” ou “junção”. Mas, união do que? União da alma com o Espírito (Deus em nós). Uma das saudações mais conhecidas no yoga é “namastê” (Deus em mim saúda Deus em você).

Nos dias de hoje, sempre que alguém fala em yoga, a grande maioria de nós imagina pessoas em posturas, “asanas”, praticando contorcionismos ou utilizando uma ferramenta indiana para o bem-estar, a saúde física e a estética corporal; porém, os pais da yoga no Ocidente (Swami Vivekananda e Paramahansa Yogananda), os dois primeiros grandes yogis iluminados a trazer tal palavra ao nosso continente, não pregavam a modalidade física, e sim, metafísica da yoga.

Vivekananda trouxe aos EUA em 1893, em Chicago, no primeiro Parlamento mundial das religiões, as quatro ciências yóguicas da Índia: 1- Jnana Yoga (Yoga da sabedoria), 2- Bhakti Yoga (Yoga da devoção), 3- Karma Yoga (Yoga do desapego e do serviço ao próximo), e 4- Rama Yoga (Yoga régia ou contemplativa).

Dando continuidade ao trabalho que Vivekananda iniciou no final do século XIX, outro gigante espiritual, Paramahansa Yogananda, veio ao Ocidente, em 1920, pregar a ciência esquecida dos antigos Rishis (sábios iluminados). Yogananda trouxe a essência, a pérola da yoga contemplativa (Raja Yoga) intitulada “Kriya Yoga” (citada por Patânjali no século II a.C. e ensinada por Krishna a Arjuna há cinco milênios).

Revivida por Lahiri Mahasaya antes do advento do século XX e difundida no mundo ocidental por Paramahansa (divino cisne) Yogananda (Yoga = união; Ananda = bem-aventurança).

Portanto, em seu sentido etimológico, original e profundo, yoga é a união com Deus, é o “submergir” em nosso próprio interior por meio de práticas introspectivas, amor, alegria, devoção, e a revigorante meditação diária.

Sem meditação, amor e paz, não há verdadeira yoga. Meditar significa olhar para dentro, “mergulhar” no Reino de Deus que está dentro de nós como afirmaram Krishna, Buddha, e Cristo.

Até o início da década de 1950, Paramahansa Yogananda havia contribuido de forma extraordinária para promover o supremo diálogo entre yoga e cristianismo. Interpretando de forma profusa as palavras de Jesus no Novo Testamento, ele escreveu “La Segunda Venida de Cristo” (A segunda vinda de Cristo) com mais de duas mil páginas apresentando as chaves esotéricas do cristianismo original.

Apesar de ser um yogi vindo da Índia, um dos grandes representantes do hinduísmo na América, Yogananda demonstrou a unidade subjacente existente entre as duas grandes tradições religiosas mundiais, aquela fundada pelo Cristo Jesus há dois mil anos, e a mais antiga sabedoria do mundo, “a yoga original”, pregada por Jadava Krishna há cinco milênios.

Dois santos, uma só verdade, unindo oriente e ocidente
Em 1935, na Baviera, Alemanhã, Paramahansa Yogananda encontrou-se com Teresa Neumann, freira católica que possuía os estigmas de Jesus. Ao saber de sua visita, ela mandou a ele o seguinte recado (tal como lemos em sua Autobiografia de um Iogue):

“Apesar do bispo me haver pedido para não receber visitas sem a sua permissão, abrirei uma exceção ao homem de Deus vindo da Índia”. Tal encontro entre Yogananda e Teresa Neumann constitui, para o diálogo interreligioso, a maior contribuição da história da humanidade, um marco para a eternidade unindo Oriente e Ocidente, yoga e cristianismo.

Fonte: YogaBook

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