A Apometria não vai curar o Espírito

O Espírito liberta-se através do amor universal ou incondicional

O Espírito não evolui, liberta-se!

Segundo, Adilson Marques, no livro Homo Spiritualis e criador do termo Animagogia para identificar um processo de educação espiritual universalista e ecumênico, cujo objetivo primordial é auxiliar aqueles que desejam libertar-se do Ego, ou seja, do agregado que envolve o Espírito e o impede de mostrar sua real Luz, já que o Espírito foi criado puro e perfeito, sem precisar “evoluir”.

Animagogia, portanto, não deixa de ser um sinônimo para a expressão “reforma íntima”, desde que esta última seja entendida como um processo de mudança de consciência e de sensibilidade (metanóia) capaz de permitir ao Espírito humanizado condições de passar por suas provações com amor e sem condicionar sua felicidade a nada exterior, vivenciando a humanização que escolheu sem apegos ou aversões.

Ou seja, se o Espírito foi criado a imagem e semelhança de Deus, ele nunca poderia ter sido criado impuro, ignorante, selvagem etc. Nesse sentido, também não existem Espíritos “superiores” ou “inferiores”, pois todos são iguais.

Porém, o leitor deste texto, ainda mais se for espiritista, deve estar se perguntando: se o Espírito é perfeito e puro por que nos deparamos com tanto orgulho e egoísmo? Para responder a essa questão vamos imaginar, primeiramente, um escultor diante de uma coluna de mármore. Dentro daquela coluna está uma bela estátua de Apolo. E como o escultor vai “libertar” esta imagem? Esculpindo e lapidando a pedra até que a estátua fique pronta. Ou seja, ele não colocou a imagem dentro do mármore, mas foi, gradativamente, tirando o excesso de massa que nos impedia de contemplá-la.

É isso o que acontece com o Espírito que vive nos chamados mundos de “provas e expiações”, os mundos nutridos pelo egoísmo, como é o caso atual da Terra. O Espírito puro e perfeito está envolvido por uma massa energética exterior que chamamos aqui de Ego. Ao longo das encarnações, o Espírito eterno e puro vai se libertando desses agregados sempre que usa a única ferramenta capaz de libertá-lo: o amor universal ou incondicional.

Em outras palavras, ele não precisa evoluir, mas libertar-se do agregado que impede a manifestação de sua Luz divina, já que ele é a imagem e a semelhança de Deus. Quem acredita que o Espírito foi criado imperfeito e ignorante também precisa acreditar que Deus é imperfeito e ignorante para ser coerente com o seu pensamento.

Por isso, para a Animagogia não importa o ato exterior praticado pelo Espírito preso ao Ego. Se nesse ato não houver uma intenção amorosa, não se usou a ferramenta necessária para arrancar mais um pedacinho desse agregado que o prende nos mundos de provas e expiações. Em suma, apenas o amor liberta o Espírito, não importando a forma como o mesmo vai se manifestar no mundo fenomênico. Por isso Jesus é considerado o caminho para a libertação do Ego, pois vivenciou o amor universal em todos os seus atos, inclusive quando foi necessário expulsar os vendilhões do Templo.

Nesse sentido, podemos nos perguntar: a Apometria é um tratamento para curar o Espírito? Se o Espírito foi criado puro e perfeito é sinal que não existe Espírito doente ou enfermidades nele. Em suma, o Espírito não necessita nem da Apometria e nem de outras técnicas como as essências florais, o reiki, a meditação etc.

Mas só vamos compreender isso, quando distinguimos o Espírito eterno do Ego, nossa consciência provisória. E, para tanto, há um aforismo oriental muito bonito que nos ajuda a compreender essa distinção:

“Como dois pássaros dourados pousados no mesmo galho, o Ego e o Eu, intrinsecamente ligados, coabitam; o primeiro ingere os frutos doces e azedos da árvore da vida; o segundo tudo vê em seu distanciamento.”

Em outras palavras, podemos dizer que durante a nossa vida humanizada só tomamos conhecimento das verdades criadas pelo Ego. Os pensamentos, as emoções, as percepções e sensações que vivenciamos na Terra são criações do Ego e não do Eu (o Espírito). Este apenas assiste a interpretação que o Ego está encenando na Terra e pode, em função de seu livre-arbítrio, emanar AMOR ou não para o universo e demais Espíritos humanizados (também presos ao Ego e vivenciando outros gêneros de prova). Mas quem está passando pelas vicissitudes negativas ou positivas da vida humanizada, ou seja, está se alimentando dos frutos doces e azedos da árvore da vida é sua consciência provisória que se chama Paulo, José, Maria, Pedro etc.

A Apometria não vai curar o Espírito, o Eu, a nossa individualidade eterna, já que nele não há condições de surgir desequilíbrio ou qualquer tipo de desarmonia. O Eu seria formado pelas três dimensões energéticas ou vibratórias que a Teosofia chamou de corpos superiores: átma, búdico e mental superior. Porém, acreditando nas ilusões criadas pelo Ego, podemos deixar de amar universalmente, perdendo, assim, nossa paz interior. Por acreditar nas sensações e percepções que nos chegam do mundo ilusório, nossa consciência provisória pode criar apegos ou aversões aos fatos materiais, sentimentais ou culturais da vida humanizada, e nos impedir de amar incondicionalmente.

Daí a Apometria ser um útil instrumento para ajudar o Espírito desencarnado a se desligar dessa ilusão e a resgatar sua paz interior e sua consciência espiritual.

Fonte: Adilson Marques, no livro Homo Spiritualis

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2 pensamentos sobre “A Apometria não vai curar o Espírito

  1. Sissi Oliveira disse:

    O espirito é perfeito, não precisa mesmo ser curado. Ele apenas está lutando para se manifestar em sua clareza e beleza divina.
    As ferramentas, tanto da Apometria, quanto qualquer outra ferramenta que atue na cura (da alma), está centrada no ego, no ego negativo, naquela parte de nossa psique que não se reconhece, que não se integra, que está combatente às nossas necessidades intimas, que dificultam e proíbem, por crenças e valores distorcidos.
    Nossa alma não é a imagem e semelhança de Deus, ela é Deus em ação em nós; mas assim como qualquer pai ou mãe, que amando seus filhos, os deixa livres para que com suas próprias experiência possam desenvolver e aprimorar a si mesmos, individualizando-se, sem com isso deixarem de serem filhos.

  2. Sergio disse:

    Concordei com a expressão “A Apometria não vai curar o espírito”, pois essa nunca foi a finalidade da técnica ou ferramenta. Ela apenas consegue agir nos veículos de manifestação do espírito (os sete corpos ou campos conhecidos). O espírito, criado a partir “da imagem e semelhança de Deus”, não adoece.
    Se o espírito fosse criado “puro e perfeito sem precisar evoluir”, não necessitaria de qualquer aprendizagem, pois ao que é perfeito não cabe qualquer acréscimo. Se precisa se libertar do ego e egoísmo “ainda que seja do meio e não intrínseco a ele” é porque não é perfeito, mas sujeito à perfeição.
    “Se o Espírito foi criado a imagem e semelhança de Deus, ele nunca poderia ter sido criado impuro, ignorante, selvagem etc”. Realmente ele não foi criado impuro, selvagem, etc, e sim ignorante (no sentido de não conhecer todas as coisas), simples (no sentido que dali em diante iria adquirir conhecimentos), pois realmente Deus não iria criar algo imperfeito.
    Com estas colocações apenas expressei meus pontos de vista e não discordância ao texto… que do ponto de vista apresentado, está muito bem escrito.
    Grato pela oportunidade.

Grato pelo seu interesse no Bem Viver Apometria!

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