Você sabe orar?

Ao acordar pela manhã não se esqueça da prece.
Você estará iniciando um novo dia, uma nova etapa em sua evolução.

Qual é o melhor lugar para se orar?
No Evangelho, em João, capitulo 4, conta-se que Jesus, falando com uma mulher samaritana sobre o local onde Deus deve ser adorado, lhe disse: “Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.” (…) “Deus é espírito; e importa que seja adorado em espírito e em verdade”.

Vemos assim, que não são necessários templos ou lugares especiais para se adorar Deus.

O melhor de todos os templos é a intimidade do coração, a igreja da alma, onde no silêncio da meditação e da prece podemos sintonizar com faixas mais elevadas e nutrir nosso espírito com energias superiores.

Que é mais importante, freqüentar a igreja, o centro espírita, fazer novenas e orações, ou tornar-se uma pessoa melhor?
De que adianta adentrarmos os templos da nossa fé, se trazemos a mente carregada de maus pensamentos; se o coração não perdoa e as emoções ficam girando em torno dos interesses materiais e das paixões inferiores?

Jesus foi muito claro ao dizer: “Antes de entrares no templo para fazeres tua oferenda, vai e reconcilia-te com teu inimigo”. Isto significa que para entrarmos em contato com as forças mais altas devemos primeiro limpar o coração de todos os ódios, das mágoas e das sujeiras que ali desenvolvemos com nossas atitudes egoístas e antifraternas.

Se fazemos, diariamente a limpeza da nossa casa, deveríamos também limpar continuamente a nossa moradia espiritual, nosso interior. Somos sempre visitados por mensageiros divinos, os bons espíritos, e eles nos enxergam por dentro, percebendo nossos sentimentos e pensamentos mais secretos, assim como o lixo que acumulamos através da nossa conduta. Também é preciso aprender a orar, não abusando das sublimes dimensões da prece.

Que podemos entender por abusar da prece?
Abusamos da prece quando ficamos desfiando orações decoradas, recitadas, de forma automática; quando fazemos pedidos mesquinhos, egoístas e antifraternos, e quando prometemos algo a Deus ou a seres superiores em troca dos seus favores.

Orações decoradas também têm seu valor.
Quando nossa estrutura espiritual está muito carregada de materialidade, ou de energias incompatíveis, fica difícil conseguirmos sintonizar com faixas espirituais mais elevadas. Nessas situações, e conforme o caso, a prece decorada pode ajudar desde que o pensamento e a emoção estejam continuamente fixos nas idéias que ela vai apresentando. Essa conexão contínua da emoção e do pensamento com idéias de elevado teor espiritual possibilita a eliminação de parte dessa materialidade, deixando surgir a religiosidade.

Deus nos ajuda na medida das nossas necessidades e a maior importância da prece está no bem que ela nos faz. Ela nos torna receptivos, dinamiza nossa fé e nos permite sintonizar com faixas mais altas. É por esses canais que os espíritos benfeitores nos inspiram em nome do Pai, ajudando-nos das mais diversas formas, sempre que isto for permitido.

A oração, para produzir efeito, precisa sair das profundezas da alma, em alta vibração de fé e amor, conduzindo pedidos legítimos. Também não é preciso falar muito, apenas o necessário para expor o que se pretende, aliás, nem falar seria preciso, porque Deus sabe melhor que nós do que mais estamos necessitando. O ato de falar é para podermos arrumar nossos pensamentos, visualizar nossas necessidades, dinamizar e direcionar as energias envolvidas na súplica.

Que tipo de pedidos pode ser considerado legítimo?
Podemos e devemos pedir ajuda a Deus nas horas da dificuldade e nos momentos de aflição, assim como, agradecer-lhe por tudo que a vida nos dá. Também podemos orar pedindo proteção e orientação para nossas vidas. Mas a melhor das preces é aquela em que solicitamos ao Senhor da Vida ajuda para conseguirmos vencer nossas imperfeições e desenvolver valores como a fraternidade, a honestidade, a justiça e a paz.

Outra rogativa benéfica é quando pedimos por outras pessoas, principalmente por aquelas que não estão ligadas a nós por laços de afeto ou quaisquer interesses. É quando oramos pelos que sofrem, pelo doente anônimo, pelos viciados e os criminosos; é quando pedimos ao Senhor da Vida pela paz na Terra, pela justiça social, pela fraternidade entre todos, e também por aqueles que governam, para que governem melhor.

Como seria uma prece melhor ou “mais forte”?
Para falar com Deus não precisamos recitar preces bonitas nem frases rebuscadas. Ele não se importa com isso, mas sim com a sinceridade dos nossos corações e com os esforços que fazemos para cumprir Sua Lei. Assim, é preferível conversarmos com Deus com a singeleza da nossa fala e a sinceridade da nossa alma, do que ficarmos a recitar orações elaboradas por outros.

Há algum valor nas promessas, dessas que são feitas aos santos e mesmo a Deus?
Há promessas benéficas quando se promete abandonar um vício ou praticar algo realmente bom. Mas mesmo assim, reflete imaturidade.
Muitas pessoas fazem uma promessa mais ou menos nestes termos: “Meu querido santo fulano… se me deres tal coisa, prometo acender uma vela do meu tamanho diante da tua imagem”.
Mas será que esses seres superiores vendem sua ajuda?
Sentirão prazer com velas ou outro tipo de promessas ou oferendas?
Será que o Soberano Senhor nos vende suas bênçãos? Ou pagamos nós pela luz do Sol, pela chuva, ou os pássaros e as flores que enfeitam e alegram nossa vida? Será que damos algo em troca do céu azul ou das noites estreladas, do murmúrio do vento ou dos sons da vida que dão contentamento ao coração? Pagamos algo pela faculdade da visão, da fala ou da audição? Podemos acaso comprar a amizade ou o amor, que são o fundamento e a própria razão do existir?

É preciso ter merecimento para pedir ajuda a Deus?
Sempre podemos pedir ajuda a Deus. Para isso não é necessário que sejamos “bons”, ou que estejamos cumprindo Suas leis. Mas quando a aflição nos alcança e nos dirigimos ao Alto em busca de ajuda, esse ato deve também representar um momento de reflexão, de perguntas a nós mesmos, sobre a forma como estamos conduzindo nossas vidas. Da mesma forma é importante tomarmos decisões no sentido de nos tornarmos merecedores, ante as forças superiores.
A dor e o sofrimento não são castigos de Deus. Às vezes representam resgate de más ações praticadas no passado; de outras, são avisos que a vida nos dá para mudança de rumos.

É claro que o merecimento também é um fator importante, tanto que Jesus dizia: “A cada um será dado de acordo com suas obras”.
Orar é abrir nosso interior para a luz de Deus, é falar com o Pai, com o profundo amor e respeito que Lhe devemos.
Conta-se que um velho escravo tinha muita vontade de entrar na capela da fazenda, mas isto era proibido. Ele conhecia a história de Nosso Senhor e amava muito aquele Sinhôzinho branco, tão bom que havia morrido na cruz, pelo amor que tinha por todas as pessoas.
Nos dias de domingo, quando a capela se enchia de gente, o velho escravo ajoelhava-se em meio ao matagal e, olhando de longe aqueles vitrais coloridos, a cruz ao alto, tirava o chapéu com muita humildade e respeito, dizendo: “Meu Sinhôzinho Jesus Cristo, nego veio tá qui…”
Sem dúvida o Mestre ouvia a prece do velho escravo, envolvendo seu coração em júbilo e paz.
Mas será que Ele ouvia as orações orgulhosas, frias e decoradas da maioria dos que lotavam a capela?

Com que freqüência devemos orar?
Não há limites nem quantidades para a prece, mas sempre é benéfico um contínuo ligar-se espiritualmente às faixas mais nobres da vida; não tanto o pedir, mas principalmente o ligar-se, elevar-se, alargar as próprias fronteiras espirituais, extrapolar as dimensões interiores e sintonizar com os ambientes vibratórios mais elevados, mais nobres, com as faixas de pensamento superior.

A oração pode ser formulada com palavras, mas pode também dispensá-las, bastando abrir o mundo interior para o Alto, assim como a flor que se abre para a luz solar, beneficiando-se com seus raios e irradiando ao mesmo tempo sentimentos de amor e gratidão ao Senhor da Vida.

A oração gera forças incalculáveis dentro de nós e, quando vibra nas faixas do amor, produz o mais elevado teor vibratório que somos capazes de alcançar. E é oportuno lembrar que essa elevação do teor vibratório possibilita a “queima” de energias negativas do nosso sistema energético.

A importância da prece tem sido constatada em várias pesquisas científicas, provando o quanto ajuda na cura de enfermos. Mas pouco vale alguém desfiar rosários de orações, se o pensamento e o sentimento não estiverem juntos, se não vibrarem em uníssono com as palavras da prece.

Fonte: http://www.mundoespiritual.com.br

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Sobre Roberto Barros

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Um pensamento sobre “Você sabe orar?

  1. Solange disse:

    Faço parte de um grupo de apometria, a cada final de mes nos reunímos é muito bom e com isso quiz me aprofundar mais em apometria e encontrei este site tão maravilhoso o qual está me ajudando a entender melhor a apometria. Meus parabéns !

    Solange

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