Ociosidade

Ser ocioso é gastar o tempo inutilmente, sem proveito; é desperdiçá-lo inativamente. Trazemos a ociosidade para as nossas cogitações, numa abordagem dirigida ao aproveitamento do tempo nas realizações que impulsionam a nossa evolução espiritual. Convenhamos que, nesse aspecto decisivo, somos todos ainda ociosos, isto é, gastamos o nosso valoroso tempo em muita coisa inútil ao progresso do nosso espírito.

O trabalho é uma lei imperiosa da Criação, tudo se desenvolve, caminha, evolui, produz-se como conseqüência dele, e como tal o que a ele se opõe é nocivo, prejudicial. Vejamos, então, nesse enfoque, como localizar esse defeito em nós:
– Lazer prolongado, além dos limites do repouso salutar ao espírito e ao corpo, em que nos entregamos à inércia contemplativa ou à indiferença de fazer algo, em exclusivo deleite pessoal, é prejuízo brevemente encontrado na atrofia mental ou no enferrujamento dos membros de locomoção;
– Inanição pelas declaradas recusas a superar o “corpo mole” quando condicionados aos demorados sonos refazedores; não nos dispomos a abraçar encargos de auxílio ao próximo, receosos de comprometer as horas de indolência;
– Desocupados, com tempo de sobra, quando não dividimos as horas para cultivar leituras edificantes, nem praticar caridade ou, muito menos, para o estudo e conhecimento de nós mesmos, responderemos logo, contidos nas angústias aflitivas ou nas insatisfações profundas, pela perda das oportunidades que as enfermidades mentais, quebrando a rotina vaga, vêm nos exigir urgentes correções;
– Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje, quando ainda contamos com horários livres e relativa disposição no bem. Amanhã, no ocaso da vida, poderá ser muito tarde, quando a falta dos movimentos dos braços e pernas, que não exercitamos, nos levarão aos impedimentos definitivos;
– Improdutivos na seara que nos foi confiada, e que muito bem podemos reconhecê-la entre as múltiplas opções de serviço cristão, quando dela estivermos afastados, alegando dificuldades de tempo ou outras razões, estaremos identificados na figueira estéril que secou.

Ocupamo-nos muito com os afazeres do cotidiano. Envolvemo-nos tremendamente com as preocupações das obrigações assumidas, das prestações contraídas na aquisição de algumas das nossas necessidades e, assim, vai o tempo correndo sem percebermos. Ao olhar em nossa volta, poderemos depois encontrar inúmeros adornos decorativos, móveis modernos, veículos novos, aparelhos de som e de imagem, propriedades diversas, mas, em nosso íntimo, quase sempre um vazio profundo certamente residirá e não raro a ausência dos entes mais caros. Indagaremos então: de que nos valeu tudo isso? Onde está a felicidade supostamente conquistada? O que realmente construímos de bom?

Ponderemos queridos amigos, ainda hoje, onde estamos aplicando o nosso tempo tão precioso, e não nos percamos em coisas vãs e supérfluas. A época em que vivemos é de resgate e de acertos de contas. Otimizemos nossos esforços, valorizemos as horas no trabalho que nos proporcione o necessário e renunciemos às ocupações extras que nos permitem obter o que pode ser dispensado.

Dediquemos maior espaço de tempo nas atividades que desenvolvem e enriquecem o nosso espírito, nas obras que poderão ser revestidas em méritos e créditos, recompensando-nos segundo o que tivermos feito de bem ao próximo. Lembremo-nos de que, mesmo muito ocupados materialmente poderemos estar sendo ociosos espiritualmente… Saiba+ Vaidade Ney P. Peres

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Sobre Roberto Barros

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