Quando me amei de verdade

coração rosaQuando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

O texto aparece, como sendo de autoria de Charles Chaplin.

Bilhete Amigo – Emmanuel

Bilhete, ser FelizMeu Irmão.

Ninguém espera te transformes num milionário ou num santo para que o bem te ilumine o coração e dirija os passos.

Sublime é a caridade que se transforma em reconforto.

Divina é a caridade que se converte em amor irradiante.

De sementes minúsculas, procedem as árvores gigantescas que sustentam a vida.

Evita falar de ti mesmo.

Cumpre o dever que te cabe, sem intromissão nas tarefas alheias.

Não provoques o elogio no desmpenho de tuas obrigações.

Não te prendas a ninharias, quando o benefício geral te reclame a colaboração.

Perdoa sem alarde as ofensas.

Não te encarceres na indisciplina.

Aprende a ouvir com serenidade as palavras ingratas ou contundentes, para que a irritação não perturbe os outros, através de tuas energias descontroladas.

Esquece todo mal.

Procura, cada dia, uma nova oportunidade de ser útil.

Abstem-se das conversações maliciosas ou indignas.

Não partilhes o triste banquete da leviandade ou da calúnia.

Compadece-te dos ausentes e ajuda-os com o verbo cristão.

Escuta com calma quem te procura, trazendo inquietação ou veneno.

Nunca olvides que, se, muitas vezes, nos arrependemos de haver falado, ninguém padece remorso por haver preferido o silêncio.

Ora por quem te persegue ou não compreende.

Emite bons pensamentos para todos os que te cercam.

Não te furtes aos serviços humildes, quais sejam os do copo d’água, da palavra estimulante, do sorriso amigo, da limpeza gratuita, da gentileza anônima, da bondade prestimosa e desconhecida.

Da caridade divina, que exterioriza a claridade santificante do exemplo, pode participar todo irmão de ideal evangélico, ainda mesmo aquele que se declara absolutamente sem tempo e sem dinheiro para o exercício do bem.

Usa, cada hora, o gesto espontâneo da fraternidade imperceptível e os teus singelos depósitos, aparentemente insignificantes, capitalização, em teu benefício, um tesouro de glórias no Céu.

 

(Da obra “Nosso Livro”, pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

Alvorada Espiritual

Projeto de Vida

projeto de vida“O amor aos bens terrenos constitui um dos mais fortes óbices ao vosso adiantamento moral e espiritual. Pelo apego à posse de tais bens, destruís as vossas faculdades de amar, com as aplicardes todas às coisas materiais. “Lacordaire – (Constantina, 1863) O Evangelho Segundo Espiritismo – Capítulo XVI- ítem 14

Materialismo é o estado íntimo que estabelece a rotina mental da esmagadora maioria das mentes no
plano físico, focando os interesses humanos,exclusivamente, naquilo que fere os cinco sentidos.

O materialismo tem como base afetiva o sentimento de segurança e bem-estar, expresso comumente por vínculos de apego e posse. Os reflexos mais conhecidos desses vínculos afetivos com a vida material são a dependência e o medo, respectivamente.

Em essência, o interesse central de todo materialista é tornar a vida uma permanência, manter para sempre o elo com todas as criações objetivas que lhe “pertençam”, sejam coisas ou pessoas. Contudo, a vida é regida pela Lei da Impermanência. Tudo é transformação e crescimento.

A volta do homem à vida corporal tem por objetivo o seu melhoramento, o engrandecimento de seus conceitos ainda tão reduzidos pela ótica das ilusões terrenas. Compreender que é um binômio corpo-alma, que tem um destino, a perfeição, e que a vida na Terra é um aprendizado são as lições que lhe permitirão romper com os estreitos limites da visão materialista.

Muito esforço será pedido para o desenvolvimento dessas qualidades espirituais no coração humano. Uma semana na Terra é composta por dez mil e oitenta minutos. Tomando por base noventa minutos como tempo habitual de uma atividade espiritual voltada para a aquisição de noções elevadas, e ainda levando em conta que raramente alguém ultrapassa o limite de duas ou três reuniões semanais, encontramos um coeficiente de no máximo duzentos e setenta minutos de preparo para implementação da renovação mental, ou seja, pouco menos de três por cento do volume de tempo de uma semana inteira. São nesses momentos que se angaria forças para interromper a rotina mental do homem comum. Por isso necessitamos tanto das tarefas espíritas para fixar valores, desenvolver novos hábitos e alimentar a mente de novas forças, tendo em vista a espiritualização a qual todos devemos buscar em favor da felicidade e da paz.

A superação da rotina materialista exige esforço, mas também metas, ideais, comprometimento.

Por isso a melhora espiritual não pode circunscrever-se a práticas religiosas ou a momentos de estudo e oração. Imperioso será assumirmos o compromisso de mudança e elevação conosco mesmo, senão tais iniciativas podem reduzir-se facilmente a experiências passageiras de adesão superficial, sem raízes profundas nas matrizes do sentimento.

A reforma íntima solicita fazer de nossas vidas um projeto. Um projeto de cumplicidade e amor!.
Projeto de vida é o outro nome da “religião íntima”, a “religião da atitude”, do comprometimento. Sem isso, como esperar que a simples freqüência aos serviços do bem, nas fileiras da caridade e da instrução, sejam suficientes para renovar a nossa personalidade construída em milênios de repetição no “amor” aos bens terrenos?

E um projeto de mudança  sempre encontraremos obstáculos e pedregais nas sendas da renovação espiritual. Isso porque aquele que realmente se eleva não deixa de causar mudança no meio onde estagia, atraindo para si todas as reações favoráveis e desfavoráveis aos ideais de ascensão. Isso faz parte de todo processo de espiritualização. Não há como não haver reações que, por fim, podem, algumas vezes, ser sinais de que nos encontramos em boa direção…

Cumplicidade e comprometimento são as palavras de ordem no desafio do autoburilamento. Evitemos, assim, confundir a simples adesão a práticas doutrinárias ou ainda o acúmulo de cultura espiritual como sendo iluminação e adiantamento, quando nada mais são que estímulos valorosos para o crescimento. Lembremos que só terão valor real, na nossa libertação, se deles soubermos extrair a parte essencial que nos compete interiorizar no fortalecimento de nosso projeto de vida no bem.

Lacordaire é muito lúcido ao afirmar que destruímos as faculdades de amar quando as reduzimos aos bens materiais. O cultivo da paixão ao adiantamento espiritual é a solução para todos os problemas da humanidade terrena, e o único caminho para o mundo melhor. Quando aprendemos isso, verificamos que a existência, mesmo que salpicada de problemas e de dores, tem luz e vida porque plantamos na intimidade a semente imperecível do idealismo superior, o qual ninguém pode nos roubar.

Fonte: Livro Reforma Intima sem Martírio – Ermance Dufaux

Seja como o Bambú!!!!

bambuDepois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:

- Vovô corre aqui! Me explica como essa árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva… este bambu é tão fraco e continua de pé?
… – Filho, o bambu permanece em pé por que teve a humildade de se curvar na hora da tempestade.

A arvore quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de nós ( e não de eus ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto.

Essa tem que ser sua meta.

Ilumine a vossa casa

Teu amor, tua luz!

Para iluminar a vossa casa, Inicie pelo perdão aos que dividem contigo o mesmo teto

Procure compreender e perdoar incompreensões, ciúmes e a intolerância de todos aqueles que a Divina Providência colocou sob o mesmo teto que o seu.

Nem sempre nossos parentes são nossos amigos. O grande sábio Salomão já dizia que: “…há amigo mais chegado que um irmão.”

A abençoada lei de amor e justiça, que é a reencarnação, nos proporciona quitar débitos com os mesmos adversários de ontem, vivendo hoje conosco sob  o mesmo teto na condição de pais, mães, filhos, irmãos e cunhados…

No lar, ao lado de almas queridas, encontramos também antigos desafetos, que a sabedoria divina coloca ao nosso lado com oportunidade de reconciliação e resgate.

Diante do parente mais difícil, necessário se faz o exercício da compreensão, da paciência e perdão.

“Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais a caminho”, aconselhou Jesus.

Aproveite a oportunidade de caminharem juntos, pois talvez ao longo do percurso encontrarão o momento mais adequado e propício para esta reconciliação.

Emmanuel nos alerta que: “Toda antipatia, aparentemente a mais justa, deve morrer para dar lugar à simpatia.” Perdoe sempre, pois à carne só enxergamos uma face da moeda de nossas existências.

A outra face só nos será revelada quando estivermos no mundo espiritual. Por isso, muitas vezes pensamos ser vítimas quando, na realidade, somos algozes.

Nunca se esqueça de que não tem os parentes que sonhou e sim aqueles que merece.

Estamos situados na família certa, junto das pessoas mais adequadas à nossa evolução.

Esforce-se para amá-los, tendo para com eles, os nobres sentimentos de perdão, da tolerância, da resignação e da paciência.
Senhor, faz de nosso lar um ninho do Teu amor.
Que não haja amargura, porque Tu nos abençoas.
Que não haja egoísmo, porque Tu nos animas.
Que não haja rancor, porque Tu nos perdoas.
Que não haja abandono, porque Tu estás conosco.
Que saibamos caminhar para Ti em nossa rotina diária.
Que cada manhã seja o inicio de mais um dia de entrega a Ti, Senhor.
Que cada noite nos encontre ainda mais unidos no amor.
Faz, Senhor, das nossas vidas que quiseste unir, páginas repletas com a tua luz.
Faz Senhor, dos nossos filhos o que Tu anseias. Ajuda-nos a educá-los e orientá-los pelos Teus caminhos.
Que nos esforcemos no consolo mútuo.
Que façamos do amor um motivo para amar-Te mais.
Que possamos dar o melhor de nós mesmos para sermos felizes no lar.
Que, ao amanhecer o grande dia de irmos ao Teu encontro, nos concedas estarmos unidos para sempre a Ti.

Que Assim Seja!

Fonte desconhecida: Texto enviado por Wilson Foguel

A espiritualidade se manifesta na prática, no dia-a-dia.

O homem é ecumênico

A nossa visão de “alfabetizado” é distorcida, pois alfabetização é apenas uma parte do conhecimento.

Você pode se comunicar muito bem devido a sua maturidade sem estar alfabetizado e pode se comunicar muito mal alfabetizado e com muitos diplomas.

Pessoas simples, vendedores de rua, mendigos, famílias pobres vivendo bem no geral embora com pouco, possuem, justamente maturidade a capacidade de viverem felizes com o que possuem. Para quem já está, liberto da escravidão da matéria, (embora a use bem e tenha o direito de fazê-lo embora saiba do seu valor transitório) os valores desenvolvidos no oriente estão mais de acordo com um estado mais estável de equilíbrio e felicidade.

Quanto as religiões o movimento mundial é uma tendência para o universalismo que Gandhi já pregava nos seus artigos. Você pode se tornar adepto de qualquer religião com a qual tenha afinidade, entretanto a religião indica os caminhos, estabelece praticas para equilíbrio. Porem, seguir o caminho indicado ou não é uma decisão pessoal de cada um, para aquele que não segue a religião torna-se inútil seja ela qual for. Emmanuel tem uma lição que diz que os templos, igrejas, centros espíritas, etc. são úteis na fase de despertamento da alma para o autodescobrimento, após, esta fase todo o desenvolvimento da espiritualidade é interior e se manifesta na prática, no dia-a-dia.

A religião esta realmente no dia-a-dia, pois, seguem ou procuram seguir as diretrizes morais que vem do ensinamento religioso, o importante é ver na religião que escolhemos um dos caminhos e nunca se escravizar a ela pois, os caminhos são muitos em direção a DEUS.
Existem budistas universalistas, Hindus universalistas, Católicos universalistas e sou um Espírita universalista.

Por: Wlademir lisso – Enviada por Veronique – Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA

A cultura oriental face aos valores espirituais

Conhecimento e maturidade

No oriente – em especial china e Índia – a inteligência e a cultura não se definem pelos diplomas ou mesmo pela capacidade ou não de ler.

Embora – lógico – ler é importante. Na verdade no ocidente a inteligência ainda se define pelo QI e pelos graus de escolaridade o que é controverso atualmente. Na visão do oriente inteligência e cultura se define de acordo com o grau de maturidade perante as pessoas e a vida em geral e pelos valores que a pessoa desenvolve em todos os setores da vida e em especial nas relações interpessoais.
Escolaridade gera conhecimento, não gera necessariamente maturidade.

Maturidade na filosofia oriental é o conhecimento – que pode vir de escolas, país, mestres, etc. mas colocado em prática no dia a dia. Consideram o conhecimento sem a prática inútil e prejudicial. Gandhi escreveu vários artigos sobre este tema e inclusive são citados em um museu que existe em Delhi que apontam os males causados a humanidade na maioria praticada por “intelectuais” imaturos e consequentemente sem senso moral.

Um filosofo Frances conhecido Montaigne já fazia também esta análise comparando alunos de uma grande universidade – Harvard – com pessoas que trabalhavam no campo. e também fazia esta distinção. Pessoas com muito conhecimento e pretensa “cultura” que não conseguem lidar com a vida e seus problemas. Pessoas aparentemente sem “cultura” que vivem felizes nas atividades no campo justamente porque desenvolveram maturidade para administrar a própria vida.

Por: Wlademir lisso – Enviada por Veronique – Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA

O desapego e a Yôga

O o sofrimento humano está no apego

O desapego deve ser uma prática diária sobre todas as coisas

O verdadeiro renunciante é somente aquele que nada deseja e nada recusa inatingido pelos opostos, tanto no seu agir como no seu desistir; não afetado nem por esperança nem por medo.

Quando mencionamos algo como desapego, logo imaginamos que se trata de não prender alguém ou procurar ser menos egoísta. No entanto, o desapego deve ser uma prática diária sobre todas as coisas. Aprender como não gerar a necessidade sobre algo e se imaginar vivendo sem coisas materiais ou na dependência de uma emoção. A paz de espírito só é possível a quem sabe renunciar a seus tesouros. Muitos praticantes de Yoga ainda hoje confundem evolução espiritual com pobreza. A questão não é ter riquezas e sim o apego que isto pode gerar.

Se você tem muito dinheiro e muitas riquezas materiais fique atento, pois o sofrimento está no apego. Mas pior é que tanto o pobre quanto o rico podem alimentar uma mente miserável! Segundo Sri Maharish Patânjali, o grande sábio indiano de 260 a, C., uma das cinco aflições ou sofrimento humano reside no desejo. Sempre querer mais e mais, torna a vida miserável e a auto-satisfação uma utopia e constrói-se assim exército inimigo de apegos.  Alguns shastras yogues – escrituras – nos alertam que uma prática importante no Yoga, é, diariamente, afiar os dois lados da espada, onde um é vairagya – desapego e renuncia – e o outro viveka – discernimento.

O desapego precipita o novo

O apego embaça o que deveria estar claro

O desapego aos bens materiais faz o ser humano livre

Esse é puro de coração, forte no bem e senhor de todos os seus sentidos; a sua vida está a serviço da vida de todos, e ele realiza todas as ações sem ser escravizado por nenhuma delas

As abelhas nos dão um grande exemplo de DESAPEGO. Após construírem a colméia, elas abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. Num ato incomum, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente, o soltam sem preocupação se vai para outro. Deixam o melhor que têm, seja pra quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou dirigir a doação para alguém de nossa preferência.

Se queremos ser livres, parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar um único desejo: o de nos transformar. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. O sofrimento vem da fixação a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. Se não abrirmos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?”

O desapego aos bens materiais faz o ser humano livre e despojado, aponto de qualquer objeto de valor não mais é o importante ou causa de avareza e inveja. Não que possuir objetos valiosos seja ruim, tê-los ou não tê-los não é importante. Pois não são os objetos que o homem possui que o torna feliz, mas é como o possui. Não é importante o que temos ou deixamos de ter, mas o que somos e o que nos tornamos mediante o que possuímos ou não possuímos.

O desapego, segundo o Budismo

Desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga

O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas.

Quem a tudo renuncia jubiloso, alcança, já agora, a mais alta paz do espírito; mas quem espera vantagem das suas obras é escravizado pelos seus desejos.

Na verdade, a vida de iluminação é o caminho do desapego. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego.

Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem. E depois cada qual seguiu seu caminho. Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca deve se aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher. O discípulo pensou e repensou o assunto; por fim, ao voltarem para o templo, não conseguiu mais se conter e disse ao mestre:

— Mestre, o senhor me ensina dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela moça nos braços e atravessou o rio com ela.

— Tolo – respondeu o mestre – Eu deixei a moça na outra margem do rio. Você ainda a está carregando.

Desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida; não se pode fugir dela quando somos sinceros.

A vida e seus problemas devem ser encarados e lidados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. É verdade que o dinheiro tem sua importância, mas a pessoa que se apega a ele torna-se avarenta e escrava do dinheiro. É muito fácil nos apegarmos à nossa beleza, às nossas aptidões ou às nossas posses, e assim nos sentirmos superiores aos outros. É igualmente fácil nos apegarmos à nossa feiúra, à nossa falta de aptidões ou à nossa pobreza, e assim nos sentirmos inferiores aos outros.  O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos.

Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. É melhor não fazermos isso. Todas as doenças serão curadas, exceto uma, que é a morte. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite-transcendendo. A vida é mutável; todas as coisas são mutáveis; todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Todos os abusos, a raiva, a censura – deixe que venham e que se vão. Tudo o que fazemos, devemos fazer com sinceridade, com honestidade e com todas as nossas forças; e uma vez feito, feito está.

Não nos apeguemos a ele. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o; quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um segredo da vida que nos impede de ficar aborrecidos ou neuróticos.

Buda disse que todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação; por isso, não se torne apegado a elas.