Publicado por: Roberto Barros | 15/03/2010

Sofremos por nossos vícios comportamentais

Somos responsáveis pelos nossos atos de união ou exclusão

Vícios são dependências vigorosas e profundas de uma pessoa que se encontra sob o controle dos outros e de coisas

Vícios não podem ser somente considerados como o consumo de tóxicos, ou produtos de origem natural, sintética, ou farmacológica, mas sim, analisados por profundidade, são interpretados como atitudes mentais que nos levam compulsoriamente a ser subjugados por situações e pessoas.

Muitos de nós aprendemos ser dependentes, desde cedo. Dirigidos por “superpais”, que imprimiram em seus filhos “clichês psíquicos” de repressão, que refletem até hoje como mensagens bloqueadoras dentro de nós, não nos deixando desenvolver nosso senso de autonomia e independência.

Outros, trazem enraizado experiências nas quais lhes foram negada a possibilidade de exercer a capacidade de seleção de amigos, e parceiros afetivos, sob a intervenção de adultos prepotentes, tornando-os mais tarde indivíduos de caráter oscilante, indecisos, assustados e inseguros. Outros ainda, por passarem experiências conflitantes em outras encarnações, em contato com criaturas e meio ambiente em inconstância e desarmonia, são predispostos a renascerem com maior identificação com a instabilidade emocional na atualidade.

Dessa forma, entendemos que os fatores que propiciam os vícios e as compulsões são os vividos em ambientes familiares/sociais desarmônicos, desta ou de outras encarnações, onde deixamos as pressões, traumas, coações, desajustes e conflitos se enraizarem na nossa zona mental ou perispiritual, pois vícios não passam de efeitos externos de nossos conflitos internos….

…Há manias ou vícios comportamentais tão graves e sérios que nos levam a ser tratados e considerados como pessoas de difícil convivência, isto é, inconvenientes:
- vício de falar descontroladamente, sem raciocinar, desconectando-nos do equilíbrio e do bom-senso.-vício de mentir constantemente para si mesmo e para os outros, por não querermos tomar conta da realidade.
- vício de lamentarmo-nos sempre, colocando-nos na posição de “pobres coitados”, para continuarmos a receber atenção dos outros.
- vício de acharmo-nos sempre certos, para podermos suprir à enorme insegurança que existe dentro de nós.
- vício de gastar desnecessariamente, a fim de adiarmos decisões importantes em nossa vida.
- vício de criticarmos os outros, para nos sentirmos maiores e melhores que os outros.
- vício de trabalhar de forma descontrolada, a fim de não termos tempo de ocuparmo-nos com nossas situações mal-resolvidas.
Inquestionavelmente, as chamadas viciações são resultado do medo de assumirmos o controle de nossa vida, e ao mesmo tempo, de medo de nos responsabilizarmos por nossos atos e atitudes, permitindo que elas fiquem fora de nosso controle e de nossas escolhas.

Aprendendo a ser independente
Eis que alguns itens também a serem observados e que possivelmente nos ajudarão a ser mais independentes e capazes de satisfazes nossos desejos e vocações naturais, e, ao mesmo tempo, estarmos junto a pessoas e situações sem tornar-nos parcial ou totalmente dependente delas:

- aguçar nossa capacidade de decidir, de optar, de escolher cada vez mais livre e independente das opiniões alheias.
- combater nossa tendência de sermos bonzinhos, ou melhor, queremos ser sempre agradáveis aos outros, mesmo pagando o preço de nos desagradar.
- estimular a habilidade de dizer NÃO, quantas vezes forem necessárias, desenvolvendo nosso senso de autonomia a fim de não cairmos nos modismos e pressões grupais.
- estabelecer no ambiente familiar um clima de respeito e liberdade, eliminando relações de superdependência simbióticas, para que possamos ser nós mesmos, e deixarmos os outros serem eles mesmos.
- criar padrões de comportamento positivos, pois comportamentos são hábitos e nossos hábitos são os que determinam a facilidade de aceitarmos ou não as circunstâncias da vida.

Conscientizar que somos seres humanos livres por natureza, mas também somos responsáveis pelos nossos atos. - cultivar o autoconhecimento, reforçando nossa visão nos trações de nossa personalidade, que já conhecemos, buscando traços interiores, que ainda nos são desconhecidos, analisando as opiniões de outras pessoas que já conheciam o nosso perfil psicológico e aceitando plenamente nosso lado “inadequado”, sem escondê-lo de nós mesmos e dos outros, tentando equilibrá-lo.

Meditemos, pois, sobre estas reflexões, cujas verdadeiras matrizes (os vícios) estão alojados na intimidade de nós mesmos.

Fonte: Renovando Atitudes Autores: Francisco do Espírito Santo Neto(médium)/Hammed (Personalidade Espiritual desencarnada)


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